Jejum e oração: por que essas práticas devem caminhar juntas?

Durante o Estudo da Palavra, Bispo Renato Cardoso destacou a importância do domínio próprio e da comunhão com Deus para enfrentar as dificuldades

Imagem de capa - Jejum e oração: por que essas práticas devem caminhar juntas?

Qual é a importância do jejum e da oração para quem deseja fortalecer a fé? Essa foi uma das questões abordadas pelo Bispo Renato Cardoso durante o Estudo da Palavra, realizado na quarta-feira, 14 de outubro, no Templo de Salomão, em São Paulo.

Na ocasião, ele explicou um ensinamento de Jesus e destacou como essas práticas contribuem para o domínio próprio e o fortalecimento da comunhão com Deus.

A autoridade espiritual vem de Deus

“…Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. […] E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.”

Ao comentar Marcos 9:17-29, o Bispo explicou que, segundo o ensinamento bíblico, as batalhas espirituais não podem ser enfrentadas apenas com recursos humanos.

Ele ressaltou que a autoridade espiritual está relacionada ao nome de Jesus e à comunhão com Deus. Portanto, não basta repetir palavras ou invocar o nome de Jesus de maneira automática. É necessário desenvolver uma fé sincera e manter um relacionamento com Ele.

“O que o diabo respeita? Ele respeita a autoridade do nome de Jesus, porém, na vida daquele que tem essa autoridade. Não apenas aquele que usa o nome porque sabe que vai falar em nome de Jesus e acaba, como se fosse uma palavra mágica. Não é assim. O diabo sabe quando a intenção não é de Deus e não respeita uma fé que existe apenas da boca para fora”, explicou.

O jejum como exercício de domínio próprio

Segundo o Bispo, o jejum vai além da abstinência de alimentos. Seu propósito espiritual é ajudar a pessoa a desenvolver domínio próprio, para que os desejos e as vontades não conduzam suas decisões.

Nesse processo, a fé e os ensinamentos bíblicos devem orientar as escolhas e as atitudes.

Enquanto o jejum de alimentos envolve a renúncia temporária à alimentação, o Jejum de Daniel propõe o afastamento de entretenimentos e conteúdos seculares para dedicar mais tempo à comunhão com Deus.

Assim, a orientação é identificar os hábitos que ocupam excessivamente os pensamentos e o tempo, reorganizar as prioridades e investir no relacionamento com Deus.

“Quando você consegue dominar o desejo de comer, você vai conseguir dominar os outros desejos que possa ter. Você está dando um recado para o seu corpo e para a sua alma: quem está no controle é o seu espírito, não é o corpo, não é a alma. Então, você enfraquece os desejos da carne, fortalece o espírito e se mantém ligado a Deus e à Sua Palavra”, explicou.

Como fortalecer a fé no dia a dia?

Durante a reunião, o Bispo orientou os participantes a não negligenciar o relacionamento com Deus diante das dificuldades. Em vez de alimentar preocupações e reclamações, destacou a importância de apresentar as aflições a Deus em oração e buscar Sua direção.

Dessa forma, jejum e oração devem fazer parte de uma vida de dependência de Deus, e não ser utilizados como fórmulas para alcançar resultados imediatos.

O propósito dessas práticas é fortalecer a fé, desenvolver domínio próprio e ajudar o cristão a perseverar, mesmo quando as respostas não chegam no tempo esperado.

Participe do Estudo da Palavra

Para aprofundar seus conhecimentos bíblicos e fortalecer seu relacionamento com Deus, participe do Estudo da Palavra, realizado às quartas-feiras, às 20h, no Templo de Salomão, na Avenida Celso Garcia, 605, Brás, São Paulo.

Você também pode participar em uma Universal mais próxima. Consulte os endereços e horários das reuniões.

imagem do author
Autor

Rafaella Rizzo / Fotos: iStock - Reprodução Univer