Em Macaíba (RN), voluntários promovem ação de fé e acolhimento em abrigo

Iniciativa reuniu leitura bíblica, atividades de interação e entrega de donativos para crianças e adolescentes acolhidos

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Momentos de conversa, atenção e interação fizeram parte de uma ação realizada recentemente com crianças e adolescentes acolhidos em Macaíba, na Região Metropolitana de Natal (RN).

A iniciativa foi promovida por voluntários do Movimento Sócio Abrigo (MSA), uma das frentes do Universal Socioeducativo (USE), na Associação Macaibense de Acolhimento Institucional (AMAI).

Uma tarde de interação e aprendizado

  • Durante cerca de uma hora, três voluntários participaram da atividade com aproximadamente 20 pessoas, entre crianças, adolescentes e funcionários da instituição. A programação contou com momentos de conversa, interação e ensinamentos sobre a fé.
  • Na ocasião, a equipe também entregou kits de higiene, cestas básicas, presentes e exemplares da folhinha da Escola Bíblica Infantil (EBI), além de oferecer um lanche aos participantes.
  • A leitura bíblica também ganhou espaço durante a programação. Por meio de um quiz, os voluntários incentivaram os participantes a ler um capítulo da Bíblia e, posteriormente, responder a perguntas relacionadas ao conteúdo.
  • A dinâmica buscou estimular o contato com a Palavra de Deus e ajudar os participantes a compreender e recordar os ensinamentos apresentados durante a leitura.

Fazer o bem sem esperar algo em troca

A mensagem compartilhada durante o encontro também abordou a importância de fazer o bem sem esperar algo em troca. Para desenvolver a reflexão, os voluntários utilizaram como base Provérbios 3:27-28:

“Não deixe de fazer o bem aos que dele precisam, estando em sua mão o poder de fazê-lo”.

A partir da passagem, os voluntários conversaram com os participantes sobre perdão e sobre a importância de fazer o bem sem condicionar a própria atitude àquilo que receberão dos outros.

Os voluntários também explicaram que as atitudes de outras pessoas não precisam determinar a maneira como cada um escolhe agir. A reflexão incentivou os participantes a não alimentarem sentimentos ruins diante de situações que provoquem decepção ou tristeza.

Uma visita que continua depois da despedida

Segundo o Pastor Gabriel Soares Alonso, responsável pelo trabalho evangelístico do USE no Rio Grande do Norte, as visitas permitem que os voluntários conheçam mais de perto a realidade das crianças e dos adolescentes acolhidos. De acordo com ele, durante os encontros, alguns demonstram o desejo de retornar à família de origem ou de serem acolhidos por uma família por meio da adoção.

Por isso, além das atividades realizadas, os voluntários procuram oferecer momentos de escuta e acolhimento durante as visitas.

  • “Quando chegamos ao abrigo, percebemos nas crianças a tristeza no olhar. Então, falamos para elas sobre Alguém que pode restaurar famílias e que é Pai de órfãos: o Senhor Jesus”, relatou o Pastor.

Para o Pastor Gabriel, as visitas também representam uma oportunidade de apresentar os ensinamentos da fé às crianças e aos adolescentes. Segundo ele, a atenção e o carinho demonstrados pelos voluntários têm produzido reflexos positivos no ambiente da instituição.

O Pastor também relatou que, durante uma das visitas, uma psicóloga da instituição procurou a equipe para comentar mudanças que havia percebido no comportamento das crianças e os efeitos positivos que atribuía às atividades realizadas pelos voluntários.

O trabalho do USE na instituição acontece mensalmente. A continuidade das visitas permite que os voluntários mantenham contato com os participantes e desenvolvam novas atividades ao longo do tempo.

O que fica depois do encontro

Para a voluntária Maria Aldenira Medeiros Maciel, um dos momentos mais marcantes das visitas é a participação das crianças durante as conversas sobre a Bíblia. Segundo ela, as perguntas feitas pelos participantes demonstram curiosidade e interesse pelo assunto.

Maria conta que, no momento da despedida, costuma ouvir uma pergunta dos participantes: quando será a próxima visita?

A experiência também provoca reflexões na própria voluntária. Maria conta que conhecer a realidade dos participantes a leva a olhar de outra maneira para as próprias dificuldades e reforça sua disposição de continuar participando das ações.

  • “Isso me faz querer continuar servindo a Deus por meio de cada visita, levando a luz para elas”, concluiu Maria.

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Autor

Débora Picelli / Fotos: Cedidas pelo USE do RN