As marcas que o tempo não apagou
As dores do passado acompanharam Tatiane Cruz por anos e afetaram diferentes áreas de sua vida
Tatiane Cruz, de 37 anos, executiva de contas nacional em uma multinacional, cresceu em uma área rural. Aos 3 anos, foi vítima de abuso sexual cometido por trabalhadores da fazenda onde vivia. Sem compreender exatamente o que havia acontecido, passou a se sentir “suja”. “Mesmo com 4 anos de idade, eu não me sentia mais como uma criança pura. E isso foi crescendo comigo com o passar dos anos”, recorda.
A dor que cresceu com ela
Na adolescência, sem saber como lidar com as marcas que carregava, Tatiane também enfrentava conflitos familiares e o vício do pai. Sem ter com quem conversar ou a quem pedir ajuda, passou a se automutilar e a pensar em tirar a própria vida.
Novos relacionamentos, novas feridas
Anos depois, Tatiane engravidou e, aos cinco meses de gestação, descobriu uma traição do companheiro. De volta à casa dos pais, decidiu que não permitiria que ninguém mais brincasse com seus sentimentos. “No meu relacionamento seguinte, eu passei a trair, saía para vários lugares e não me importava com ele. Vivia uma vida de solteira. Para mim, o que importava era eu estar bem e feliz”, conta.
Nesse período, descobriu a segunda gravidez. Abalada, precisou de atendimento médico e, durante a internação, recebeu de outra paciente um convite para ir à Universal. “Ali eu entendi que precisava buscar a Deus. Passei a ir algumas vezes, mas não entreguei minha vida para Jesus”, diz.
Após o fim de outro relacionamento, também marcado por brigas e traições, Tatiane passou a ter dificuldades para dormir. Em uma madrugada, se deparou com a programação da Universal na televisão. Ao tentar ignorá-la, um pensamento a inquietou: “E, se você morrer hoje, para onde vai a sua alma?”. “Eu sabia que não estava obedecendo a Deus”, revela.
Uma decisão definitiva
No dia seguinte, ela resolveu mudar a direção de sua vida. “Eu decidi deixar o passado para trás, perdoar e pedir perdão.”
Tatiane afirma que, ao se entregar verdadeiramente a Deus, recebeu o Espírito Santo e teve seu interior transformado. “Deus me deu um novo coração. Hoje sou educadora da Escola Bíblica Infantil (EBI), ensino outras crianças e tenho uma família abençoada”, conclui.
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