Do perfil falso ao deepfake: como os golpes digitais estão mudando
Novas estratégias de fraude usam dados, imagens e voz para enganar vítimas; idosos estão entre os públicos afetados
Os golpes digitais estão se tornando mais sofisticados. Se antes criminosos recorriam principalmente a perfis falsos, páginas fraudulentas e mensagens enganosas, hoje recursos de inteligência artificial também podem ser usados para criar imagens, vídeos e áudios capazes de imitar pessoas reais.
O cenário exige atenção, especialmente porque arquivos compartilhados nas redes sociais, como fotos, vídeos e gravações de voz, podem ser utilizados para criar abordagens falsas e convencer vítimas a fornecer dados ou realizar transferências de dinheiro.
Um levantamento da Serasa Experian identificou mais de 50,7 milhões de mensagens associadas a golpes no Brasil entre janeiro e junho de 2026. O volume representa cerca de 3,2 mensagens fraudulentas por segundo no período.
Quais são as principais fraudes?
Ainda de acordo com o levantamento da Serasa Experian, os anúncios falsos concentraram 62% das ocorrências identificadas. Os perfis falsos em redes sociais representaram 19%, enquanto as páginas falsas na internet corresponderam a 18% dos casos.
Entre essas modalidades, as páginas falsas registraram aumento de aproximadamente 107% em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados mostram que as estratégias de fraude acompanham as mudanças tecnológicas. Com a popularização da inteligência artificial, surgiu também a possibilidade de produzir conteúdos falsos cada vez mais semelhantes aos reais, o que pode dificultar sua identificação pelas vítimas.
IA amplia estratégias de fraude
Uma pesquisa da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, realizada em parceria com a Certta, empresa especializada em soluções antifraude, identificou 39,7 mil menções relacionadas a problemas de segurança digital enfrentados por consumidores nos primeiros sete meses de 2026.
- Desse total, 2,8 mil menções estavam relacionadas à manipulação de dados pessoais. O estudo também registrou 9,1 mil menções envolvendo Pix e transações financeiras, associadas a preocupações com fraudes.
Além do roubo de senhas e de dados, criminosos também podem utilizar informações disponíveis na internet para tentar se passar por outra pessoa. Fotos, vídeos e gravações de voz podem ser combinados com recursos de inteligência artificial para criar conteúdos falsos ou simular a identidade de alguém conhecido da vítima.
- Uma dessas ferramentas é o deepfake, tecnologia que utiliza inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de maneira realista. Com ela, por exemplo, é possível modificar o rosto de uma pessoa ou simular uma fala que ela nunca fez. Dessa maneira, é possível, por exemplo, modificar o rosto de uma pessoa ou simular alguém dizendo algo que nunca falou.
Idosos também estão entre as vítimas
Um levantamento divulgado pela Record TV, referente ao período de outubro de 2024 a outubro de 2025, registrou 195.188 casos de estelionato. Segundo os dados apresentados pela emissora, idosos representaram 62% das vítimas, enquanto aposentados corresponderam a 43,4%. Assista à matéria completa.
- Entre as principais vítimas, estavam idosos, com 62%, e aposentados, com 43,4%.
Nesse contexto, conhecer as estratégias utilizadas pelos criminosos pode ajudar a identificar abordagens suspeitas e evitar prejuízos. A orientação é especialmente importante para pessoas que têm menos familiaridade com recursos e serviços digitais.
Ação orientou sobre como evitar fraudes
Para levar informação e orientação sobre o tema, o Grupo Calebe Universal realizou, nos dias 22 e 23 de agosto, a ação “Conscientização sobre Fraudes Financeiras”. A iniciativa foi realizada nos 26 estados e no Distrito Federal, além de outros 63 países.
Durante a programação, os participantes puderam esclarecer dúvidas e acompanhar palestras com advogados, agentes de segurança e especialistas da área econômica. Os profissionais apresentaram orientações para reconhecer situações de risco e adotar cuidados diante de possíveis tentativas de fraude.
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Para conhecer outros projetos e ações do Grupo Calebe, entre em contato pelo telefone (11) 2178-1191 ou procure uma Igreja Universal mais próxima.
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