Quanto custa manter uma pessoa presa no Brasil e onde entra a transformação pela fé
Dados mostram os gastos do sistema prisional e ações da Universal trabalham pela ressocialização e mudança de vida
Quanto custa manter uma pessoa presa no Brasil? Em 2025, o gasto médio mensal chegou a R$ 2.637,75 por detento, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Além disso, o valor corresponde a 73,7% do salário mínimo vigente naquele ano, que era de R$ 1.518,00.
Os números ajudam a dimensionar os recursos destinados ao sistema prisional brasileiro e também levantam uma questão: além da manutenção das unidades, o que pode contribuir para que uma pessoa mude de trajetória e não volte ao crime?
Em números:
Os dados do painel da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) mostram a dimensão dos gastos:
- R$ 26,7 bilhões: foi o custo total acumulado do sistema prisional brasileiro em 2025.
- Amapá: registrou o maior gasto mensal por detento, com R$ 4.512, seguido por Bahia (R$ 4.011) e Minas Gerais (R$ 3.824).
- Paraná: apresentou o menor custo médio, de R$ 1.529 por detento.
- São Paulo: concentrou o maior gasto total entre os estados, com R$ 5,9 bilhões.
- Roraima: registrou o menor gasto total, de R$ 143,1 milhões.
- Leia também: Ressocialização gera economia de pelo menos R$ 538,1 milhões por ano
Por que importa:
Além dos custos de manutenção, os dados mostram que o gasto médio por detento aumentou 38,2% desde 2020. Diante desse cenário, a ressocialização também se torna uma questão importante: como contribuir para que pessoas privadas de liberdade tenham condições de reconstruir a própria trajetória?
É nesse ponto que iniciativas voltadas à mudança de comportamento, à formação de valores e ao apoio espiritual podem atuar como parte do processo de transformação.
A resposta da fé:
Além das iniciativas voltadas à ressocialização, a Igreja Universal desenvolve trabalhos que têm como foco a transformação de vida por meio da fé e da mudança de comportamento. Entre eles estão:
- Universal nos Presídios (UNP): oferece apoio espiritual, social e profissional às pessoas privadas de liberdade e a seus familiares, além disso, tem com ações voltadas à ressocialização.
- Universal Socioeducativo (USE): atua com adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, além disso, leva orientações, valores e acompanhamento espiritual.
A proposta desses trabalhos é contribuir para que a pessoa tenha uma nova perspectiva de vida, desenvolva valores e encontre condições para reconstruir sua trajetória. Para a Igreja Universal, a fé também desempenha um papel nesse processo, ao incentivar uma mudança que começa no interior e se reflete nas escolhas e atitudes.
Ações recentes:
Conheça algumas das ações desenvolvidas pela Universal nos Presídios e pela Universal Socioeducativo nas reportagens abaixo:
- USE realiza encontros na Fundação CASA, na Zona Sul de São Paulo
- Capacitação profissional amplia perspectivas para detentos no Maranhão
- Curso de corte feminino amplia oportunidades de ressocialização para detentas em Goiás
- UNP leva serviços e acolhimento a detentos em unidade prisional de Minas Gerais
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