Alzheimer: informação e acolhimento podem fazer diferença na qualidade de vida
Neste 21 de setembro, o Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer chama atenção para a condição que afeta milhões de pessoas e suas famílias
Esquecer onde colocou as chaves, repetir uma pergunta ou não se lembrar de um nome podem parecer situações comuns do dia a dia. No entanto, quando esses esquecimentos se tornam persistentes e começam a interferir na rotina, na comunicação e na autonomia, merecem atenção. Neste 21 de setembro, o Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer chama atenção para uma condição que afeta milhões de pessoas, em sua maioria idosos, e também transforma a rotina de suas famílias.
O que é a doença de Alzheimer?
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e progressiva que provoca a deterioração da memória e de outras funções cognitivas. Com a evolução do quadro, a pessoa pode apresentar dificuldades para realizar atividades que antes faziam parte de sua rotina, bem como alterações na linguagem, no comportamento, no humor e na capacidade de reconhecer pessoas ou ambientes.

A doença não faz parte do envelhecimento normal, embora a idade seja o principal fator de risco conhecido. Já os casos conhecidos como “Alzheimer de início precoce” são raros, representam cerca de 5% a 10% de todos os casos e ocorrem em pessoas com menos de 65 anos.
- Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 57 milhões de pessoas viviam com demência no mundo em 2021, e quase 10 milhões de novos casos surgiam a cada ano.
- Nesse contexto, a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre idosos e pode representar entre 60% e 70% dos casos.
- No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), o Alzheimer afeta cerca de 1,2 milhão de pessoas e registra aproximadamente 100 mil novos diagnósticos a cada ano.
Diagnóstico precoce e redução de riscos
O diagnóstico precoce do Alzheimer é importante porque permite investigar a causa dos sintomas, iniciar o acompanhamento adequado e orientar a pessoa diagnosticada e seus familiares sobre as mudanças que podem ocorrer ao longo do tempo. Dessa forma, é possível buscar maneiras de preservar a autonomia da pessoa pelo maior tempo possível e adaptar a rotina às novas necessidades.

Em julho deste ano, a OMS divulgou novas diretrizes e estimou que até 45% dos riscos associados à demência podem estar relacionados a fatores modificáveis. Por isso, entre as medidas recomendadas para reduzir o risco de declínio cognitivo estão praticar atividade física, não fumar, evitar o consumo de álcool, manter uma alimentação saudável, cuidar do peso e controlar fatores como pressão arterial, colesterol e diabetes. Além disso, a organização recomenda manter atividades cognitivas e o convívio social.
Na prática, isso significa que cuidar do cérebro também envolve cuidar do corpo, das emoções e das relações. Além disso, ter uma rotina ativa, aprender coisas novas, manter vínculos sociais, praticar exercícios e acompanhar regularmente a saúde podem contribuir para um envelhecimento mais saudável.
Calebe incentiva vida ativa na melhor idade
É justamente nesse ponto que iniciativas voltadas à população idosa podem contribuir para uma rotina mais ativa. Um exemplo é o Grupo Calebe, que desenvolve um trabalho direcionado à terceira idade por meio de encontros, ações de integração e atividades físicas, culturais, espirituais e sociais.
O grupo também busca combater o isolamento e oferece aos idosos um ambiente de acolhimento e amizade, com atividades que valorizam essa fase da vida. Além disso, realiza ações voltadas ao desenvolvimento de habilidades criativas e cognitivas.

O Projeto Ler e Escrever, por exemplo, contribui para a autonomia e a confiança no dia a dia. A iniciativa oferece aulas com exercícios de leitura, escrita e matemática, incentivando o aprendizado contínuo de forma simples e acolhedora. Já o Projeto Educar oferece aulas de informática em um ambiente de aprendizado acessível.
Além disso, o Calebe reúne voluntários de todo o Brasil em atividades que estimulam os idosos a manter uma vida ativa e saudável. Entre os projetos estão o Beleza Não Tem Idade, o Calebe Bem-Estar, o Calebe NutriAção e o Projeto Cultura, entre outros.
Em 2026, uma edição do Calebe Intercessor alcançou mais de 30 mil idosos no Brasil e levou atenção, escuta, oração e acolhimento a pessoas em suas casas, instituições e outros locais. A iniciativa reforça a importância de manter os idosos incluídos, ouvidos e valorizados.

No Brasil, o Calebe iniciou suas atividades em 2012. Desde então, o grupo oferece atenção, cuidado e acolhimento a pessoas que dedicaram grande parte da vida à família e à sociedade.
Se interessou pelas ações do grupo Calebe Universal? Procure uma Universal mais próxima, converse com um responsável local. Torne-se um voluntário.
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