Uma mentira em dez reportagens

Uma emissora portuguesa acusou a Universal de integrar uma rede internacional de tráfico de crianças, em uma série que causou grande repercussão e mobilizou a opinião pública no país

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A história levada ao ar

Em 2017, a emissora portuguesa TVI exibiu a série O Segredo dos Deuses, composta por dez reportagens. A produção acusava a Universal de manter uma rede internacional de adoções ilegais e tráfico de crianças portuguesas. Segundo a série, mães teriam sido impedidas de ver os filhos, assinaturas teriam sido falsificadas e crianças teriam sido retiradas das famílias sem consentimento e encaminhadas a um abrigo ligado à igreja.

O que a investigação comprovou

A Universal manteve, entre 1994 e 2012, em Loures, região metropolitana de Lisboa (Portugal), um lar de acolhimento regular, inspecionado pela Segurança Social e que recebia crianças encaminhadas por órgãos públicos e tribunais.

Após ouvir dezenas de pessoas, revisar documentos e realizar perícias, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) concluiu que não existiu uma rede clandestina, que os processos passaram pelas instituições competentes e que não houve crime. As duas mães que afirmaram ter sido enganadas foram processadas após a investigação constatar que mentiram.

Uma delas admitiu em tribunal que eram falsas as alegações de que seus filhos haviam sido roubados e de que sua assinatura fora falsificada. Ela também reconheceu que as crianças foram muito bem cuidadas pelas famílias adotivas, pediu desculpas à Universal, que as aceitou, e o processo movido contra ela foi retirado.

Em 14 de maio de 2019, o inquérito foi arquivado, sem chegar a julgamento. Posteriormente, a TVI e seu ex-diretor foram condenados a pagar quase 70 mil euros à Universal, e a emissora teve de transmitir direitos de resposta referentes à série em seus principais telejornais.

 

Ele também produziu fake news contra a Universal

Durante anos, o assessor de imprensa Michel Tavares, de 43 anos, tomou como verdade as acusações que ouvia e, em um episódio, chegou a levá-las às páginas de um jornal

Charlatão

Meu preconceito contra a Universal começou na infância. Na década de 1990, vi na televisão a prisão do Bispo Edir Macedo e ouvi pela primeira vez a palavra “charlatão”. Cresci acreditando naquela imagem. Minha família seguia uma religião oriental, mas eu não a compreendia. Com o tempo, deixei de acreditar em Deus e me tornei ateu.

Transformei mentira em notícia

Formei-me em Comunicação e abri uma agência de publicidade. Nosso maior cliente era um jornal municipal, no qual eu tinha liberdade para publicar editoriais. Na inauguração do Templo de Salomão, escrevi na primeira página: “Inauguração do Templo de Salomão em São Paulo, a nova Casa da Moeda”. Coloquei no papel toda a minha indignação contra a Universal.

Enquanto eu julgava, minha vida desmoronava

Eu criticava a Universal e a minha sogra, que frequentava a Igreja, mas minha vida caminhava para o fundo do poço. Meu casamento era marcado por brigas e traições. Eu não dava atenção à minha esposa nem às minhas filhas. Usava cocaína e maconha escondido. Pouco tempo depois daquele editorial, perdi a sociedade da empresa.

O outro lado

Diante do meu fracasso, um amigo me levou ao Templo de Salomão sem revelar o destino. Ao chegar, recusei-me a entrar. Entrei apenas para observar, mas senti uma paz inédita. A mensagem parecia contar minha vida. Naquele instante, minhas “certezas” caíram por terra: reconheci que Deus existia e pedi a Ele uma oportunidade para mudar.

Conheça por si mesmo

Passei a frequentar as reuniões, me libertei dos vícios e, um mês depois, me batizei nas águas. Mas eu queria o Espírito Santo de Quem tanto falavam. Quando O recebi, encontrei uma paz e uma alegria que nenhuma droga havia me proporcionado. Meu caráter, meu casamento e minha família foram transformados. O homem que um dia usou um jornal para atacar a Igreja hoje evangeliza nas ruas com o jornal Folha Universal.

Por isso, digo a quem critica sem conhecer: não julgue apenas pelo que ouviu. Vá a uma Universal com o coração aberto e conheça por si mesmo.

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Colaborador

Núbia Onara / Fotos : Demetrio Koch / Divulgação / Arte: sobre imagens gerada por IA