Entrelinhas aborda caminhos para transformação de vida

Programa destacou ensinamentos do Família ao Pé da Cruz, o propósito do Pentecostes e a superação de traumas da infância

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Durante o programa Entrelinhas (12), o Bispo Renato Cardoso destacou o impacto que o evento Família ao Pé da Cruz teve na vida dos milhares de participantes, ressaltando, porém, que essa experiência não deve se limitar ao momento vivido no estádio. 

“O que faz a diferença não é simplesmente o que aconteceu ali naquele momento, mas é o que fica dentro da pessoa”, afirmou. Segundo ele, a presença do Espírito Santo não está restrita a um ambiente, mas acompanha aqueles que creem e praticam a Palavra. 

Além disso, foi reforçado que a fé não depende de grandes multidões. “Bastam duas ou três pessoas para que a mudança comece a acontecer”, pontuou o Bispo Adilson Silva, enfatizando que a transformação verdadeira vem da prática da fé baseada na Palavra de Deus, e não apenas da emoção. 

Propósito rumo ao Pentecostes 

Outro ponto abordado foi o propósito dos 50 dias rumo ao Dia de Pentecostes, que convida as pessoas a buscarem o recebimento do Espírito Santo, não como uma prática religiosa, mas como o cumprimento de uma promessa bíblica para todos os que creem. 

De acordo com a orientação apresentada, qualquer pessoa pode participar, independentemente de ter estado presente no evento. A recomendação é buscar a Deus nas reuniões da Igreja Universal mais próxima e dar continuidade à fé iniciada. 

O impacto da infância na vida adulta 

Ainda durante o programa, foi comentado que as experiências da infância influenciam diretamente a vida adulta, especialmente na área emocional e nos relacionamentos. 

A infância funciona como uma base que molda comportamentos futuros. Quando marcada por rejeição, abandono ou traumas, pode levar a pessoa a buscar aprovação constante, muitas vezes em relações destrutivas. 

Testemunho: da rejeição à transformação 

A história de Carolina ilustrou de forma clara esse impacto — e a sua mudança. Marcada por abandono desde a infância, ela cresceu sem referências familiares, enfrentando sentimentos de rejeição e solidão. 

Na adolescência, passou a buscar aceitação em amizades e relacionamentos, o que a levou ao envolvimento com drogas e com o crime. Posteriormente, viveu relacionamentos abusivos e chegou a ser presa, além de enfrentar um período de profunda dor emocional e decisões autodestrutivas. 

Carolina relatou que sua vida era guiada pela carência e pela busca por aprovação, o que a levou a situações cada vez mais degradantes. Se envolveu com a prostituição e com ocultismo. No entanto, ao chegar ao fundo do poço, se voltou para Deus. 

A partir desse momento, começou a sua transformação por meio da prática da Palavra de Deus. Ela destacou que colocou em seu relacionamento com Deus a mesma intensidade que antes usava para caminhos destrutivos. Com o tempo, venceu traumas, liberou perdão e reconstruiu sua vida. 

Hoje, Carolina vive uma realidade completamente diferente: em paz consigo mesma, com a família restaurada e sendo exemplo para outras pessoas. Sua história, antes marcada pela dor, tornou-se um testemunho de superação. 

Fé que transforma o passado 

Foi ressaltado ainda que, por meio da fé, é possível “zerar” o passado — não apagando as lembranças, mas transformando-as em testemunho. Como explicado, Deus pode reescrever a história de qualquer pessoa que decide crer e agir. 

Por fim, independentemente da situação vivida, sempre há a oportunidade de recomeçar. A orientação é dar o primeiro passo na fé, buscar a Deus e permitir que a transformação comece de dentro para fora. 

Como vencer os impactos da infância na vida amorosa 

Além disso, o tema continuará sendo tratado na Terapia do Amor desta quinta-feira (16), com a palestra “Os impactos da infância na vida amorosa.” O encontro mostrará como traumas, rejeições e carências do passado podem influenciar comportamentos atuais, como insegurança, ciúmes e dificuldade de confiar, e ensinará, na prática, como quebrar esses padrões.  

A reunião acontece às 20h, no Templo de Salomão, com entrada gratuita. 

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Colaborador

Sabrina Rodrigues / Foto: reprodução