Meditação da Palavra: uma cegueira chamada "emoções"
Saiba como foi este momento especial com Cristiane Cardoso e D. Ester Bezerra
Na Meditação da Palavra desta segunda-feira, 30 de março, Cristiane Cardoso e D. Ester Bezerra falaram sobre o tema “uma cegueira chamada ‘emoções'” ao usar o exemplo da viúva, o qual podemos conferir em II Reis 4.
“E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.” II Reis 4:1
Ao analisarem o relato, Cristiane e D. Ester destacam não apenas o milagre ocorrido, mas a postura da mulher envolvida. Uma atitude que, segundo elas, ainda é comum nos dias atuais: o de atribuir a outros, inclusive à igreja, as consequências de decisões pessoais mal conduzidas.
O texto bíblico apresenta uma mulher em desespero: viúva, endividada e prestes a perder os filhos como pagamento da dívida deixada pelo marido. No entanto, o ponto de atenção não está apenas na situação, mas na forma como ela reage.
Cristiane observa que a mulher “joga no colo de Eliseu o problema dela”, transferindo a responsabilidade de algo que não foi causado por ele.
Dívidas e vida com Deus: uma incompatibilidade prática
Um dos pontos mais enfatizados é a questão das dívidas. Para Cristiane, a vida com Deus exige responsabilidade e prudência:
“O homem de Deus não tem dívidas. A pessoa de Deus não vive como as pessoas do mundo, que fazem dívidas contando com um salário fixo (…) Você está lá orando pelas pessoas, passando fé, mas está com dívidas. Aquilo te estressa, te prende, tira a sua liberdade.”
Ela explica que quem vive pela fé não pode se apoiar em garantias humanas incertas. Por isso, decisões financeiras devem ser pautadas pela realidade e não por desejos ou vaidades.
Quando a emoção substitui a fé
Outro aspecto abordado é o domínio das emoções. A mulher demonstra mais sentimento do que fé. Em vez de buscar a Deus, ela recorre ao homem de Deus como última alternativa.
A análise aponta que, ao se deixar levar pela dor, pela autocomiseração e pela indignação, a mulher perde a capacidade de raciocinar e agir com fé. Ester reforça que esse estado emocional impede a pessoa de enxergar soluções que estão ao seu alcance.
A intervenção de Eliseu: ensinar a agir com fé
Diante da situação, o profeta Eliseu não assume o problema, mas direciona a mulher a agir.
“Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.” II Reis 4:2-4
Mesmo afirmando que não tinha nada, ela revela possuir “uma botija de azeite”. A partir disso, Eliseu orienta uma série de ações práticas: pedir vasilhas emprestadas, entrar em casa, fechar a porta e derramar o azeite. No entanto, apesar de obedecer, a mulher ainda demonstra limitações. Pois, o azeite só para de multiplicar quando faltam vasilhas.
Cristiane observa que até mesmo após o milagre, a mulher não soube o que fazer com o azeite, sendo necessário que Eliseu dissesse.
Lições para a vida prática
A reflexão traz aplicações diretas para o cotidiano. Entre elas:
- Não contrair dívidas por impulso ou vaidade;
- Não transferir responsabilidades pessoais;
- Buscar a Deus antes de recorrer a pessoas;
- Controlar as emoções para agir com fé;
- Valorizar o que já se tem, por menor que pareça.
Por fim, a história evidencia um contraste entre emoção e fé. Enquanto a emoção paralisa, a fé exige ação, humildade e obediência.
Veja um trecho da Meditação no vídeo abaixo
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Clique aqui e assista a esta meditação na íntegra.
Esse momento de reflexão com Cristiane Cardoso acontece às segundas e sextas-feiras, ao vivo, às 8h, pelo UNIVER Vídeo.
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