Ele era chamado de “filho do diabo”

Criado em meio a drogas, violência e criminalidade, Duarte dos Santos seguiu um caminho que parecia repetir a história do próprio pai

Imagem de capa - Ele era chamado de “filho do diabo”

Duarte dos Santos, hoje com 61 anos, entrou para a criminalidade ainda jovem, repetindo comportamentos que tanto repudiava na própria família.

Na infância, presenciou inúmeras brigas dentro de casa e viu sua mãe ser presa injustamente por causa das atitudes do pai, que era traficante e viciado em drogas, realidade que gerou revolta dentro dele. Na juventude, acabou seguindo o mesmo caminho. Aos 18 anos, cometeu o primeiro assalto, sendo preso dois dias depois.

Quando minha mãe me visitou, perguntou: ‘Foi para isso que eu te criei?’ Naquele momento percebi que estava me tornando a imagem do meu pai. Aos 18 anos, eu era um bandido”, relembra.

Seis meses depois, ele recebeu liberdade condicional e se aprofundou ainda mais no crime. Duarte passou a traficar drogas, portar armas e viver cercado pela violência. “A cocaína virou meu porto seguro. Cheguei a dizer que amava mais a droga do que a minha própria mãe. Para mim, a vida das pessoas não valia nada”, conta.

O título de “filho do diabo”

Ao sofrer uma traição amorosa, ele voltou para a casa da mãe, mas foi expulso. Sem rumo, passou a viver entre traficantes e ganhou o apelido de “filho do diabo”. A situação se agravou quando, em meio a uma disputa entre facções, ele foi jurado de morte. Certo dia, caminhando sem direção pelo bairro, passou em frente a um templo da Universal e foi convidado a entrar para receber uma oração.

Depois de ser orientado pelo pastor, ele recebeu um presente. “Ganhei uma Bíblia e comecei a ler. Quando li João 6:37, entendi que, mesmo que minha mãe tivesse me rejeitado, Deus não me rejeitaria. Naquele momento decidi abandonar o crime e as drogas”, relata.

Após se entregar a Deus por meio do batismo nas águas e receber o Espírito Santo, Duarte afirma que tudo mudou.

Agora um filho de Deus

“Eu já não era mais o ‘filho do diabo’, mas um filho de Deus. Hoje não devo nada à Justiça, me casei e Deus me deu uma empresa. Sou um homem feliz e realizado”, conclui.

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Colaborador

Camila Dantas / Foto: Reprodução