“Por que eu ainda estou viva?”

A busca por liberdade no lugar errado levou Bianca Silva a consequências emocionais tão devastadoras que ela já não via mais sentido em viver

Imagem de capa - “Por que eu ainda estou viva?”

Desde pequena, a assistente administrativa Bianca Silva, de 27 anos, ia à Igreja Universal com sua família. Ela cresceu ouvindo falar de Deus, participava das reuniões e aprendeu sobre a fé. Entretanto, apesar de frequentar a Igreja, ela passou a dar sinais de que não estava bem e se tornou uma adolescente muito nervosa.

O que a afastou de Deus

Na transição da adolescência para a juventude, Bianca deixou de frequentar a Universal. Seus pais a alertaram de que aquela escolha poderia trazer sofrimento, mas ela seguiu com sua decisão. Aos seus olhos, a vida dos amigos parecia mais atrativa do que a dela: festas, relacionamentos e a sensação de liberdade eram, para ela, o verdadeiro significado de “viver”. “Na minha cabeça, eles sabiam aproveitar a vida de verdade, enquanto eu, dentro da Igreja, estava parada no tempo.”

O “mar de rosas” cheio de espinhos

Bianca diz que, apesar de ter abandonado a fé, seus pais continuaram a tratá-la com carinho, o que a surpreendia. “Eles me tratavam muito bem, como se eu fosse a melhor filha. Isso chegava a me constranger.” A reação deles, porém, despertava nela ainda mais vontade de fazer o contrário do que eles desejavam.

Fora da Igreja, Bianca passou a beber, a frequentar baladas e a fumar narguilé. Era a vida que ela sonhou, mas, com as alegrias momentâneas, vieram o vício em álcool, sintomas depressivos e crises de nervosismo.

A pior fase

Aos poucos, Bianca foi tomada pela depressão e por pensamentos de suicídio. Ela se isolava e perdeu a vontade de comer e de viver. Ela até planejou tirar a própria vida e, quando tentou, não conseguiu. “Eu me perguntava: ‘Por que eu ainda estou viva?’”, conta. Para ela, nada fazia sentido: havia um vazio constante, acompanhado de muita angústia.

Uma amiga de verdade

Foi nesse período que uma amiga a convidou para voltar à Igreja. Mesmo tendo crescido ali, Bianca ainda não tivera um real encontro com Deus. Desesperada, ela aceitou o convite: “Eu queria que aquela dor acabasse”. Durante a luta por sua libertação, ela voltou a se envolver com as coisas de Deus e, depois de dez meses firme na fé, decidiu se batizar nas águas.

Uma nova Bianca

Após o batismo, Bianca passou a obedecer a voz de Deus e a fazer propósitos, até que recebeu o Espírito Santo. “Eu entendi que Deus queria me dar o Seu Espírito e que eu precisava fazer a minha parte. Passei a orar de madrugada e mergulhei na Palavra. Por meio dela, Deus me mostrou o que eu precisava mudar para me tornar filha d’Ele.”

Hoje, Bianca está livre da depressão e tem alegria em viver. “Eu levo vida a outras pessoas através da Palavra de Deus. Ele me deu nova vida e provou que, quando nos entregamos a Ele, Ele também se entrega a nós”, conclui.

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Colaborador

Thayná Andrade / Foto: Cedida