O dever do atalaia e o alerta espiritual para o fim dos tempos

Todos que já foram salvos ou tiveram uma experiência com Deus recebem esta responsabilidade. Entenda qual é

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Com guerras, ameaças nucleares, pandemias e o avanço descontrolado da tecnologia, o debate sobre o fim dos tempos passou a ocupar o centro das discussões científicas. O chamado “Relógio do Juízo Final”, elaborado por um grupo de cientistas, indica que a humanidade estaria a apenas um minuto e 25 segundos da meia-noite, símbolo do colapso global. Para a fé cristã, esse cenário não aponta apenas para o fim do planeta, mas para algo ainda mais sério: o destino eterno da alma humana.

O maior perigo não é o fim do mundo, mas o fim da alma

Nesta quarta-feira (4), durante encontro no Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso destacou que a maior ameaça não é a destruição da Terra, mas a perdição eterna da alma.

Ele explicou que muitas pessoas até ouvem os alertas científicos, mas não compreendem o risco espiritual envolvido. “O maior perigo não é a Terra acabar. O maior perigo é a alma da pessoa arder no fogo por toda a eternidade. Por isso, quem já conhece a mensagem da Salvação carrega uma responsabilidade espiritual que não pode ser ignorada”.

O dever do atalaia

O fundamento dessa responsabilidade está em Ezequiel 33:2-9, texto lido e explicado durante a mensagem. Na passagem, Deus usa a figura do atalaia — o sentinela que ficava sobre os muros da cidade — para ilustrar o papel de quem foi alertado sobre um perigo iminente.

O texto bíblico diz que, ao ver a espada se aproximar, o atalaia deveria tocar a trombeta para avisar o povo. Quem ouvisse e se preparasse salvaria a própria vida. Quem ignorasse o aviso arcaria com as consequências. Porém, se o atalaia se omitisse, o sangue dos que perecessem seria cobrado dele.

“Se o atalaia vir que vem a espada e não tocar a trombeta, o sangue daquele será requerido da mão do atalaia.” (Ezequiel 33:6)

Quem é o atalaia hoje

De acordo com o Bispo, todo aquele que conhece a Palavra de Deus e a Salvação em Jesus se torna, automaticamente, um atalaia.

“Você sabe que Jesus vai voltar, então, é um atalaia e tem responsabilidade de avisar as pessoas que a espada está vindo. Isso inclui familiares, colegas de trabalho, vizinhos e pessoas do convívio diário que ainda não compreendem a Salvação. Se não o faz, o silêncio diante disso não é neutralidade, mas omissão”, afirmou.

O preço do silêncio e a responsabilidade pessoal

O Bispo chamou atenção para as desculpas mais comuns que impedem as pessoas de falar sobre fé: medo de constrangimento, receio de rejeição ou a ideia de que “alguém já deve ter falado”.

Mas “o papel do atalaia não é convencer, é avisar. A decisão final sempre será individual. Mesmo que a pessoa não aceite o aviso, quem falou se livra da própria responsabilidade diante de Deus. Ou seja, o dever não está no resultado, mas na obediência”, reforçou.

Outro ponto enfatizado foi a diferença entre evangelizar e discutir religião. “Falar de salvação não é falar de igreja, nem dizer que a sua é melhor que a do outro. É falar da eternidade da alma”.

O que precisa mudar na prática

Ao final, o ensino foi direto: quem crê precisa agir. Isso inclui usar oportunidades do dia a dia, redes sociais, conversas informais, tudo que estiver ao seu alcance para tocar a trombeta. “Deus não vai abrir a sua boca. Ele vai te dar as palavras, mas quem precisa falar é você. Cada pessoa que conhece a verdade carrega o dever de anunciá-la, para que não seja por omissão que uma alma se perca.”

Veja o vídeo abaixo e entenda mais sobre o assunto:

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Foto: iStock