“Meu intestino já estava quase todo para fora”
Após anos convivendo com uma enfermidade grave e à beira da morte, Solange Silva sabia que apenas um milagre poderia salvá-la
Há nove anos, a autônoma Solange Silva, hoje com 45 anos, sentiu uma forte pontada na barriga. Com a intensificação das dores, ela procurou atendimento médico e, depois da realização de alguns exames, recebeu o diagnóstico de hérnia umbilical.
Embora os médicos reconhecessem a necessidade de cirurgia, Solange não podia ser operada, pois seu estado de saúde não permitia o procedimento. Ela convivia havia mais de 20 anos com um quadro grave de anemia, sem cura, e sofria de pressão arterial alta, apesar de tomar remédios.
Hérnia umbilical
É uma condição caracterizada pela fraqueza da parede abdominal na região do umbigo, permitindo a saída de gordura ou parte do intestino, formando um abaulamento visível, sobretudo ao esforço.
Algumas das causas mais comuns desse diagnóstico são múltiplas gestações, ganho de peso e obesidade, constipação intestinal, esforço físico, cirurgias prévias e predisposição genética.
Entre os principais sintomas figuram dor ou desconforto local, sensação de peso ou queimação e abaulamento no umbigo.
O diagnóstico é feito durante exame físico em consulta e em situações específicas podem ser solicitados exames de imagem. Quando não tratada adequadamente, a hérnia umbilical pode evoluir para complicações importantes.
Tratamento
Apesar do único tratamento definitivo da hérnia umbilical ser cirúrgico, o coloproctologista Alexandre Nishimura elenca algumas medidas que ajudam a reduzir o risco de desenvolvê-la:
-
Manter o peso corporal;
-
Fortalecer a musculatura abdominal;
-
Evitar esforços excessivos;
-
Tratar constipação e tosse crônica; e
-
Fazer acompanhamento médico após gestações ou cirurgias.
A doença piorou
Com o passar do tempo, a enfermidade se agravou. As dores se tornaram ainda mais intensas e o desconforto passou a fazer parte da sua rotina. Depois de inúmeras visitas ao hospital e por não encontrar uma solução, ela decidiu pagar uma consulta particular, pois acreditava que seria uma saída, mas o custo elevado da cirurgia estava totalmente fora da sua capacidade financeira. Mais uma vez, ela voltou para casa.
Mantendo-se na fé
Nessa época, Solange já servia a Deus como obreira na Igreja Universal. Enquanto teve forças, ela continuou frequentando os cultos e cumprindo o “Ide” por meio da evangelização.
Embora não aceitasse a doença, Solange teve que aprender a conviver com ela, mas não abandonou a fé. Durante sete anos, ela fez propósitos, bebia a água consagrada a Deus aos domingos e cria no milagre. Seu quadro clínico, porém, continuava se agravando e o médico, então, recomendou que ela fizesse repouso absoluto.
Ela conta qual era seu estado de saúde na época: “Meu intestino já estava quase todo para fora. Eu sentia muitas dores, cãibras ao me deitar e isso me limitava em tudo”.
Provocando o agir de Deus
Parar de trabalhar e ter de se afastar da Obra de Deus a levaram a sentir uma grande revolta e, ao mesmo tempo, a uma decisão de fé. Mesmo com limitações, ela passou a fazer pães caseiros, o genro os vendia e todo valor arrecadado foi colocado no Altar durante o propósito da Fogueira Santa. Ela detalha o que disse a Deus: “Eu sei que o Senhor pode resolver meu problema, mas também pode criar uma situação para que fique provado que foi o Senhor quem fez o milagre em minha vida”.
O Sinal de que Deus a ouviu 
Uma semana depois da entrega do voto, ela passou muito mal e a partir daí ia ao hospital diariamente, com vômitos, diarreia e dores intensas. Solange foi submetida a uma cirurgia de emergência. Parte do intestino precisou ser retirada, porque estava necrosada, e ela foi levada para a UTI com septicemia (infecção generalizada).
As primeiras 72 horas foram decisivas. Solange ficou entubada por 24 dias, teve falência dos rins, fez hemodiálise e recebeu 16 bolsas de sangue. Só um milagre poderia fazê-la sobreviver e, caso se recuperasse, ficariam sequelas.
Enquanto isso, sua família se levantava de madrugada para orar, ungia as portas do hospital, bebia a água consagrada no lugar dela e mantinha a fé de que Deus operaria o milagre.
Ela recebeu o Milagre
Após várias complicações, uma infecção hospitalar e de fazer uma traqueostomia, Solange acordou do coma. “Quando acordei, tive a certeza de que Deus esteve comigo desde a cirurgia.” Depois de fazer quase um mês de fisioterapia no hospital, ela recebeu alta. Mesmo fraca, com a incisão na traqueia e queda de quase todo o cabelo, ela continuou usando a fé e, no retorno médico, foi informada de que não precisaria realizar nenhum tratamento pós-traqueostomia.
Uma nova vida
Hoje, ela está completamente curada da hérnia e da anemia. Apesar de não existir uma explicação médica, ela voltou a falar normalmente após retirar a cânula da traqueostomia: “Para a medicina era quase impossível que eu saísse daquela situação sem sequelas, mas Deus é especialista em fazer milagres. Ele restaurou completamente a minha saúde e agora vivo uma nova vida”, conclui.
A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
Saiba mais
Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.
Folha Universal, informações para a vida!
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo