Golpe religioso: mulher perde R$ 4 mil com profeta do pix
Vulnerável emocionalmente, Shirley Freire relata como foi manipulada por um suposto pastor que prometia libertação espiritual, mas exigia dinheiro em troca
O golpe religioso pode acontecer quando pessoas fragilizadas emocionalmente são abordadas com promessas de ajuda, cura e solução imediata. Foi nesse cenário que Shirley Freire e sua família perderam cerca de R$ 4 mil, entregues a um homem que se dizia pastor e exigia dinheiro em troca de orações e suposta libertação espiritual.
Golpe religioso: promessa de ajuda virou dependência
Shirley conta que conheceu o falso profeta por indicação da sogra. Na época, sua mãe enfrentava o alcoolismo, e ela própria vivia conflitos espirituais e emocionais. “Eu conheci uma pessoa através da minha sogra com a promessa que ia ajudar a minha mãe, porque ela tinha problema de alcoolismo, e eu tinha problemas espirituais”, relatou.
Segundo ela, o contato se tornou diário. Sempre no mesmo horário, o homem ligava dizendo que estava orando por ela. “Todos os dias, às seis horas da tarde, ele me ligava falando que orava. E nessas ligações eu passava mal, incorporava.”
Pressão financeira e piora do estado emocional
Com o passar do tempo, o suposto pastor passou a falar sobre dízimos e ofertas. Em um momento de fragilidade, Shirley e a mãe aceitaram. “Como eu e minha mãe estávamos vulneráveis, eu não tive problema nenhum em dar o dízimo para ele.”
Mesmo assim, a situação só piorava. A mãe não se libertava do vício, e Shirley passou a ter crises constantes. “Minha mãe ficou pior, eu também, pois aonde eu ia, eu incorporava.”
Quando questionava o motivo de tanto sofrimento, a resposta vinha acompanhada de mais pressão. “Ele falava: ‘É assim mesmo, você vai passar por um processo de libertação. Mas tem que ir até o final’.”
Isolamento e controle

Nos momentos de maior angústia, Shirley diz que o falso profeta desaparecia. “A hora que eu mais precisava dele para fazer uma oração, ele sumia.”
Ao mesmo tempo, ele a impedia de buscar ajuda em outro lugar. “Eu falei que precisava ir numa igreja porque eu não estava bem. Ele dizia: ‘Não vai não. Eu vou te acompanhar, vou ligar para você’.”
Segundo Shirley, isso nunca acontecia. As ligações cessavam, e ela ficava sem apoio.
Cobranças e medo
As exigências financeiras se intensificaram. Mesmo sem condições, ela era pressionada a dar mais dinheiro. “Ele falava: ‘O que mais você tem aí para dar o dízimo?’ Eu dizia que tinha contas, e ele respondia: ‘Depois você resolve isso’.”
O dinheiro, segundo ela, era buscado diretamente em sua casa ou na casa de familiares.
O alerta e a decisão de procurar ajuda
Foi após conversar com outra pessoa que Shirley recebeu uma orientação diferente. “Essa pessoa me falou: ‘Vai na Igreja Universal. Esse problema que você está passando, lá eles vão te ajudar’.”
Quando decidiu ir, o falso profeta tentou impedi-la mais uma vez, usando o medo. “Ele falou: ‘Se você for lá, eles vão tomar tudo de você, até a sua casa’.”
Mesmo assim, Shirley tomou a decisão e chegou numa sexta-feira.
Para saber como está a vida da Shirley hoje e o que mudou depois dessa decisão, assista ao vídeo abaixo:
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