“Eu tinha me tornado uma pessoa amarga para me proteger”

Rejeitada pelo pai, Fabiana Santiago deixou que esse trauma impactasse seus relacionamentos

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A rejeição gera uma dor emocional que pode impactar a forma como a pessoa lida com a vida. A autônoma Fabiana Ribeiro de Melo Santiago, de 43 anos, conhece bem esse sentimento. “Quando meu pai descobriu a gravidez da minha mãe, ele rejeitou a nós duas e isso deu início a complexos que me acompanharam por um bom período”, afirma.

Criada pela mãe, ela passava grande parte do tempo na casa da avó, que cuidava de outros netos. “Aos cinco anos, sofri abuso por parte de um vizinho. Quando tentei contar, não fui ouvida e ainda fui castigada. Tudo isso gerou em mim uma grande revolta”, diz.

A busca pela felicidade

Cercada por traumas, Fabiana alimentou a crença de que a mãe não a amava. Essa carência, somada a outras situações não resolvidas na infância, a levou a fazer escolhas erradas, a começar por um casamento, aos 16 anos, com um homem 13 anos mais velho. “Fui passar um feriado na casa dele e acabei ficando. A relação foi marcada por muitas brigas, ciúmes e até agressões. Foram cerca de quatro anos nessa situação, até que voltei para a casa da minha mãe, agora com um filho”, relata.

Após vários anos, Fabiana conheceu o seu atual esposo, Rafael Ribeiro Chaves, de 42 anos, vendedor. “Ele era divertido, me respeitava e era meu amigo. Ele bebia bastante, mas até então eu achava que era normal. Nos casamos, mas eu não sabia o que me esperava. Os conflitos gerados pela falta do meu pai voltaram, fui atrás dele e fui rejeitada novamente. Depois disso, eu fiquei frustrada e entrei em depressão.”

Maquiando a verdade

Além de sofrer com a depressão, ela teve que lidar com outro problema: o vício do marido. “Eu escondia meus vícios dela, até que fiquei desempregado e me afundei na bebida e nas drogas. Ela via a minha situação e isso gerava muitas brigas”, conta Rafael.

A real mudança

Fabiana estava sem esperança, mas recebeu um convite que mudou tudo. “Fui convidada para a Terapia do Amor e, a cada reunião, a Palavra de Deus foi me moldando. Eu vi que tinha me tornado uma pessoa amarga para me proteger e decidi que seria outra pessoa. Perdoei aos que me fizeram mal, tive o meu encontro com Deus, recebi o Espírito Santo e a minha mudança chamou a atenção do meu esposo, que passou a buscá-Lo também”.

Rafael conta que, no início, ia às reuniões para tentar reconquistar Fabiana e depois percebeu que precisava mudar suas atitudes. “Abandonei os vícios e as amizades e me batizei nas águas. Pouco depois, recebi o Espírito do Amor e a nossa vida foi sendo transformada. Nosso casamento foi restaurado e hoje somos testemunhas de que, quando há entrega sincera, há mudança de vida.” Eles estão juntos há 14 anos, se casaram após dez anos e receberam a bênção do Altar em 2025, durante a Celebração dos Casamentos no Solo Sagrado, em Brasília.

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Colaborador

Cinthia Cardoso / Fotos: Cedidas