Não é só uma festa!

Não seja ingênuo. Por trás da folia, há influências espirituais que não podem ser ignoradas. Entenda por que o carnaval não é apenas uma simples celebração cultural

Imagem de capa - Não é só uma festa!

Para muitas pessoas, o carnaval é só uma festa cultural. Elas enxergam esse período como uma chance de esquecer os problemas da vida, se divertir e extravasar ao lado dos amigos.

Por isso, elas contam os dias e se preparam para a chegada da folia. E, quando a festa finalmente começa, se deixam levar pela emoção. Cada música parece abraçá-las, elas se envolvem pelo ritmo, pelas pessoas e querem experimentar tudo que puderem, como se as experiências vividas se limitassem apenas àqueles poucos dias.

Mas não é bem assim

A ideia de que o carnaval se resume à diversão em escolas de samba, blocos de rua e trios elétricos é ilusória. Por trás do brilho e do colorido das fantasias, existe algo muito mais sério e profundo. Essa visão ignora o que acontece muito além da superfície da folia.

As raízes da festa

Apesar de o Brasil ser conhecido como o “País do carnaval”, ele não tem origem local. Há divergências entre os historiadores quanto à sua procedência: para alguns, o carnaval originou-se há 2 mil anos antes de Cristo, no Egito, com os cultos à deusa Ísis e ao deus Osíris; outros alegam que ele teve início com as festas populares em honra aos deuses pagãos Baco e Saturno. Em Roma, por exemplo, eram realizados os bacanais, festas regadas a muito vinho e orgias, em homenagem a Baco, um deus associado à fertilidade. Assim as celebrações eram repletas de erotismo e de uma alegria fomentada pela embriaguez e pela falta de limites.

No Brasil, o carnaval tem origem no entrudo português e nas mascaradas italianas. Inicialmente violenta, a festa era marcada por confrontos nas ruas e pelo uso de água, farinha, pós, frutas podres e até urina, com o objetivo de molhar ou sujar os adversários ou qualquer transeunte desavisado. Com o passar do tempo, essas práticas foram suavizadas e água perfumada, vinagre, vinho ou groselha passaram a ser utilizados. A brincadeira perdurou por anos, até ser substituída pelo confete e pela serpentina em bailes, onde era comum o uso de máscaras. As fantasias surgiram depois, por volta de 1835, e funcionavam como disfarces.

Carnaval e religião

Em razão de sua origem pagã e do caráter frequentemente obsceno de suas práticas, a relação entre a Igreja Romana e o carnaval nunca foi harmoniosa. No entanto a ligação dessa festa com o povo romano tornou-se tão forte que a Igreja optou por tolerá-la, em vez de suprimi-la. Assim, no século 15, a chamada “festa da carne” acabou sendo incorporada ao calendário eclesiástico, sendo oficialmente reconhecida como o período que antecede a abstinência de carne exigida pela Quaresma (período de 40 dias antes da Páscoa).

Carnaval é, sim, coisa espiritual

O carnaval, rotulado de “o maior espetáculo da Terra”, tem revelado, nos últimos anos, uma face cada vez mais explícita de degradação moral e espiritual. Enredos de escolas de samba já causaram polêmica ao retratar figuras centrais da fé cristã de modo ofensivo, enquanto músicas e apresentações carregadas de apelos sexuais e violência passaram a incomodar até participantes da festa.

Não há neutralidade no carnaval. O que antes era velado, hoje é declarado. Os desfiles não são apenas um espetáculo, mas parte de uma estrutura espiritual organizada. Elementos como músicas, batuques, trajes e danças evidenciam práticas contrárias aos princípios bíblicos e exaltam o que provém do diabo.

Não por acaso, nesse período os limites são rompidos, os excessos são normalizados e os valores morais são descartados. Se observarmos, há uma manifestação explícita das obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, contendas, dissensões, heresias, inveja, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes. A Bíblia, por sua vez, deixa claro que aqueles que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus (Gálatas 5:19-21).

Por isso, mesmo quem afirma que “só vai para se divertir” acaba sendo impactado, sobretudo espiritualmente. Não por acaso é no carnaval que aumentam os índices de criminalidade, acidentes, mortes no trânsito, uso de álcool e drogas e conflitos familiares.

Lembre-se: o carnaval é um evento que antecede a Páscoa, que é o marco do sacrifício de Jesus que liberta o homem de todo o pecado. Então, como participar de algo que exalta justamente aquilo de que é preciso se libertar?

Portanto não seja ingênuo. Carnaval é algo espiritual e conhecer de fato o que esse período representa é essencial, principalmente para quem se diz cristão. Compreender os efeitos dessa festa permite decidir conscientemente não participar de práticas incompatíveis com os princípios da fé bíblica.

Ritual a céu aberto

“Um mês antes do carnaval, as casas espirituais realizam oferendas e alimentam entidades. Os locais são fechados em respeito ao “povo de rua” (entidades), que sai para agir na vida das pessoas. Quando entram na vida de alguém, primeiro tomam a cabeça (a “coroa”), depois passam a dominar o corpo, causando destruição: casamentos desfeitos, doenças e até morte. A cada som, as entidades são invocadas e as pessoas se transformam. Mas, quando a festa acaba, voltam à realidade.

Sem perceber, continuam presas às mesmas forças espirituais, que seguem acompanhando e amarrando seus caminhos, porque não desistem dessas vidas.”

Geni Reis, ex-sensitiva após 12 anos de atuação

Confira a seguir os relatos de quem conhece bem os prejuízos sofridos durante este período.

Arrasando por fora e arrasada por dentro

Antes de começar o carnaval, eu investia tudo em aparência: corpo, cabelo e roupas. Eu precisava estar perfeita para chamar atenção e “arrasar”. Cheguei a vencer um concurso de musa em um bloco e, a partir dali, tive acesso a pessoas influentes e status. Entrei em um mundo de glamour que parecia compensar a miséria da infância, a fome e tudo que meus pais não puderam me dar.

Busquei na vaidade e na fama aquilo que me faltou e acabei gostando da vida fácil. Vieram dinheiro, visibilidade e convites, mas também a prostituição. Meu ego cresceu, mas por dentro eu afundava. Bebia muito e quase tive uma overdose. A depressão piorou, eu não dormia, via vultos e passei a me sentir usada. Tudo tinha um preço. Até amizades exigiam algo em troca. O vazio só aumentava e eu procurava uma porta para a felicidade, porque eu não era feliz.

O fundo do poço ocorreu em uma festa em alto-mar, quando fui drogada. Entre desmaios, vi pessoas como demônios e tive a certeza de que, se morresse ali, iria para o inferno. Desesperada, clamei a Deus. Naquele momento, decidi abandonar aquela vida.

Foi então que, pela televisão, conheci a Universal. Quando entrei na Igreja pela primeira vez, senti uma paz que nunca havia sentido. Entendi que eu cuidava do corpo, mas ignorava a alma. Abandonei a prostituição, rompi antigas amizades e escolhi viver do jeito de Deus. Me batizei nas águas, perseverei em agradá-Lo e recebi o Espírito d’Ele.

Hoje tenho paz, durmo bem e vivo com dignidade. Digo, com certeza, que sou feliz porque encontrei a verdadeira felicidade.

Luciana Albuquerque, de 39 anos, Esteticista

Ele estava onde o bloco estava

Comecei a ir ao carnaval aos 15 anos e foi ali que tive meu primeiro contato com as drogas. O que era curiosidade virou dependência e seguiu até os 35 anos. Eu esperava pelo carnaval como alguém que espera por uma dose de emoção e falsa alegria. Eu estava onde o bloco estava.

Comecei com o lança-perfume, depois passei a produzir e traficar a droga nos carnavais, o que me levou a ter dinheiro fácil, ao sexo sem compromisso e a uma vida sem limites.

Quando uma droga não me satisfazia, eu buscava outra. Do lança-perfume fui para a maconha e, depois, para a cocaína, até que cheguei ao tráfico. Vivi intensamente o carnaval: tocava em grupos de samba, frequentava blocos e passava dias sem voltar para casa. Depois vinha a tristeza e surgiram os pensamentos de morte, porque nada mais fazia sentido.

Afastei-me da família, ignorei os conselhos da minha mãe e vivi no risco. Sofri 12 acidentes de moto, sempre bêbado ou drogado. Tentei fugir mudando de cidade, mas me afundei mais. Em São Paulo, comecei a pedir a Deus que tirasse minha vida. Apesar disso, as orações do meu irmão me alcançaram.

Quando cheguei à Universal, minha mente já saiu diferente. Os pensamentos de morte cessaram. Ainda lutando contra o pecado, passei a enxergar o que desagradava a Deus. Me batizei nas águas, abandonei tudo o que era errado, pedi perdão e busquei o Espírito Santo com toda a força. Quando O recebi, me tornei completo.

Hoje tenho paz constante e vivo para mostrar que, quando alguém se entrega de verdade, Deus transforma tudo.

Francisco Loureno, de 43 anos, Autônomo

O carnaval era sua prioridade

Quando chegava o carnaval, meu pensamento era sempre o mesmo: “Tenho só uma vida e preciso curtir”. Desde às seis da manhã, eu já me reunia com amigos para beber e usar drogas. Eu misturava cocaína, maconha, cerveja e aguardente para entrar rápido no clima. Eu gastava todo o salário, fazia dívidas e pegava empréstimos porque o carnaval era minha prioridade. Eu me preparava o ano inteiro para aqueles dias.

Durante as festas, eu me envolvia com mulheres e no dia seguinte nem me lembrava. Ainda no meio da folia, o vazio já aparecia. Quanto maior ele ficava, mais eu bebia e me drogava. Quando tudo acabava, restava só sofrimento e eu já pensava no próximo ano. Vivi brigas, agressões e até uma overdose. Eu acordava sem memória e as palavras da minha mãe começaram a me confrontar. Os anos passavam, os carnavais se repetiam, mas nada mudava. Cansado do vazio, clamei a Deus por mais uma chance.

Algumas semanas depois, recebi um convite para a Festa do Espírito, na Igreja Universal. Eu resisti, tinha até raiva, mas queria uma mudança de vida, então fui. Na primeira reunião, decidi parar de beber e de usar drogas. Naquele dia, morri para o carnaval e comecei uma nova vida com Deus. Vi pessoas felizes sem álcool ou drogas, porque tinham encontrado o Autor da verdadeira felicidade.

Passei a investir na minha comunhão com Deus a mesma força que antes gastava nas festas. Hoje não preciso de carnaval, bebida ou drogas para me sentir completo. Sou cheio do Espírito Santo. A gente se engana achando que o carnaval nos satisfaz, mas só o Senhor Jesus realmente faz isso.

Manoel Leônio dos Santos, de 40 anos, Técnico de Inspeção

Uma falsa promessa

Na adolescência, eu quis viver sem limites e fazer o que os outros faziam. Eu já estava deprimida e tentei curar a dor mergulhando nas festas. No carnaval, encontrei uma falsa promessa de alegria. Na verdade, eu sabia que era uma festa espiritual e que aquilo não agradava a Deus, mas queria experimentar. Eu ia com medo, lembrando das confusões que via em reportagens, e evitava bagunças para conseguir escapar se algo ocorresse. Eu sabia que, se morresse ali, iria para o inferno.

No carnaval adquiri vícios que jamais imaginei. Busquei o valor que perdi nos relacionamentos e tentei compensar a rejeição e o vazio. Eu usava pouca roupa e queria atenção e status. Eu investia dinheiro e expunha tudo nas redes sociais, mas voltava para casa sempre mais triste. Me afastei do meu filho e achei que depois poderia compensar minha ausência. Antes de sair de casa, eu pensava: “Não vou me envolver em briga, nem entrar em carro de gente embriagada”. Mas fazia exatamente o contrário.

O vício cresceu e tive a primeira crise de ansiedade. Ali eu vi a morte. Desesperada, pedi ajuda a Deus. Naquela semana, decidi buscar a Universal perto de casa. Eu já conhecia o caminho, mas precisava levá-lo a sério. Apesar das dificuldades, eu perseverei. Ouvi que precisava me entregar completamente e não negociar a salvação.

Abandonei os vícios, me batizei nas águas e recebi o Espírito Santo. Hoje tenho paz, alegria verdadeira e força para lutar. Sou uma mãe presente e uma filha que dá orgulho. Não preciso mais do carnaval, das drogas ou de aprovação. Agora carrego dentro de mim a alegria que eu nunca encontrei nas festas.

Gisele Calistro, de 34 anos, Empreendedora

7 dias de Batalha Espiritual

Como foi explicado nesta matéria, o carnaval não é apenas um espetáculo marcado por músicas, cores e alegria, mas um período carregado espiritualmente. Em razão disso, a Igreja Universal estará numa corrente forte de libertação e proteção durante este período: os sete dias de Batalha Espiritual. O evento acontecerá de 12 de fevereiro (quinta-feira) a 18 de fevereiro (Quarta-Feira de Cinzas), no Templo de Salomão, em São Paulo, e em todos os templos da Universal. 

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Colaborador

Núbia Onara / Arte sobre foto: Liliia Bila/getty images / Fotos: Demetrio Koch e cedidas