Traumas familiares e vazio marcaram a juventude de um casal

História revela como conflitos em casa, medo de relacionamentos e comportamentos autodestrutivos levaram à busca por ajuda

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Traumas familiares e vazio emocional podem moldar escolhas por toda a vida. No testemunho de Lucas e Nathalia, a falta de referências saudáveis dentro de casa, o medo do amor e a dificuldade de se relacionar criaram um ciclo de dor silenciosa que só começou a ser rompido quando ambos decidiram buscar ajuda para mudar a própria história.

Traumas familiares e vazio emocional desde a infância

Nathalia cresceu em um ambiente instável, marcado por discussões constantes entre os pais e pela ausência de uma base emocional segura. “Meus pais nunca foram felizes no amor. Eles casaram sem nenhuma estrutura, e eu acabei vindo no meio disso tudo.”

O problema com o álcool agravou ainda mais a situação dentro de casa. “Meu pai já bebia, mas depois que eles se casaram isso piorou. Parecia que a qualquer momento eles iriam se separar.”

O medo de perder a família e a insegurança emocional a acompanharam durante toda a infância.

Medo de relacionamentos e visão distorcida do amor

A referência familiar fez com que o amor fosse associado à dor. Um conselho repetido pela mãe marcou profundamente sua forma de pensar. “Ela sempre dizia que arrumar homem era arrumar sarna para se coçar.”

E essa ideia se enraizou. “Eu nunca tive o sonho de casar. Via outras meninas sonhando com casamento, mas eu não queria viver o que meus pais viveram.”

Na percepção dela, a mãe representava proteção, enquanto o pai era visto como ameaça. “Na minha cabeça, minha mãe era a protetora. Meu pai era o lobo mau da história.”

Pornografia, isolamento e depressão

Sem saber lidar com a dor emocional, ela buscou escapes que trouxeram ainda mais consequências. “Eu busquei na pornografia uma forma de aliviar a dor. Era algo que eu não conseguia controlar.”

Assim, com o tempo, o hábito afetou sua saúde emocional e social. “Isso gerou em mim uma depressão. Eu não conseguia me relacionar com as pessoas, fui ficando cada vez mais antissocial.”

Vida sem limites

Lucas também não tinha referências de felicidade amorosa na vida dos pais. Além de presenciar muitas brigas, na adolescência, o cenário se agravou com episódios de agressão. “As brigas foram escalando. A polícia ia sempre lá em casa.”

Mas após a separação definitiva dos pais, veio uma sensação de liberdade que rapidamente se transformou em excesso. “Na balada, eu ficava com quem viesse. Não tinha compromisso.”

Relacionamentos passaram a ser superficiais e sem propósito. “Era namoro por namorar. Não tinha objetivo nenhum nesses relacionamentos.”

Vazio existencial e perda de sentido

Logo após o fim de mais um relacionamento sem futuro, o sentimento de estagnação se intensificou. “Minha vida não ia para frente nem para trás. Eu estava vivendo por viver.”

Mesmo sem pensamentos suicidas, o vazio era constante. “Eu sabia que minha vida estava sem rumo, era um vazio existencial.”

A decisão de buscar ajuda

Foi nesse momento de desgaste emocional que Nathalia e Lucas chegaram às palestras da Terapia do Amor, ainda solteiros, sem se conhecer. Antes de entrar em qualquer relacionamento, era preciso haver cura interior.

No vídeo abaixo, eles contam como essa decisão impactou suas vidas e como se conheceram. Assim, assista e veja a continuação desse testemunho.

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Fotos: Reprodução