Mágoa intensa: quando a dor vira prisão
Abuso, culpa e autodestruição marcaram a história de Leiriane antes do recomeço
Mágoa intensa e depressão podem se tornar um cárcere invisível. Por fora, força e sorrisos; mas, por dentro, desprezo, culpa e um vazio difícil de explicar. A história de Leiriane Paradello revela como feridas da infância, sentimentos reprimidos e autodepreciação moldaram comportamentos autodestrutivos que, por anos, definiram sua maneira de viver.
Mágoa intensa e depressão desde cedo
Leiriane descreve a mágoa como um sentimento corrosivo. “A mágoa me fazia sentir desprezada, anulada e excluída. Assim, eu me tornei escrava de reações e sentimentos que me destruíam”, relata. Apesar da dor, ela escondia tudo. “Eu mantinha a aparência de força, sorria, mas por dentro revivia tudo constantemente.”
A situação financeira da família também contribuiu para a vulnerabilidade. “Não havia separação entre a nossa casa e a dos vizinhos, o que facilitava o contato”, conta. Por isso, ocorreu uma tentativa de abuso. “A primeira sensação foi medo. Eu me fechei completamente.”
Culpa, rejeição e ruptura familiar
Ao tentar relatar o ocorrido, Leiriane não encontrou acolhimento. “Quando tentei explicar à minha mãe, ela disse que a culpa era minha”, lembra. A dor se transformou em revolta. “O medo e a raiva que senti daquela pessoa se tornaram mágoa e ódio da minha mãe.”
A partir daí, o comportamento mudou drasticamente. “Eu me tornei explosiva, grosseira e descontrolada”, afirma. Ela passou a agir de forma reativa dentro de casa. “Fazia exatamente o contrário do que esperavam de mim. Eu alimentava aquilo que provocava vergonha e decepção.”
Autodepreciação, vergonha e colapso interior
Mesmo tentando ferir os outros, o prejuízo era sempre interno. “Tudo o que eu fazia para machucar retornava para mim”, diz. A vergonha se aprofundou. “Eu me sentia enojada do meu próprio corpo, tinha ódio de mim mesma.”
Leiriane relata episódios de automutilação. “Eu me arranhava constantemente, sem entender o que aquilo representava.” A depressão, de acordo com ela, não era visível. “Não era uma depressão física, mas uma escuridão na alma.”
O primeiro contato e o incômodo com a alegria
O primeiro contato com a Universal aconteceu ainda na juventude. “Minha primeira impressão foi estranhamento. Eu me perguntava de onde vinha aquela alegria”, relembra. O sentimento não foi de alívio imediato, mas de questionamento. “Havia uma paz ali que me incomodava, mas ao mesmo tempo despertava curiosidade.”
Algum tempo depois, ao participar de uma reunião, algo chamou sua atenção. “O que estava sendo dito descrevia exatamente tudo o que eu sentia e nunca havia contado a ninguém”, afirma.
Foi nesse momento que Leiriane começou a refletir sobre a mágoa que carregava e o impacto disso em sua própria vida.
O que aconteceu a partir desse ponto — e como essa história se transformou — pode ser visto no vídeo completo deste testemunho.
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