Ele se considerava uma fraude

Paulo Soares vivia entre dois mundos e tentava agradar a todos, até descobrir onde encontraria a verdadeira paz

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Paulo Eduardo Soares, analista de sistemas de 33 anos, frequentava as reuniões da Universal acompanhado dos pais na juventude. No entanto sua motivação não era a fé, mas o medo de decepcioná-los. Assim, embora ouvisse sobre a importância de viver um caráter cristão, mantinha comportamentos contrários aos ensinamentos que recebia. “Eu era uma pessoa dentro da Igreja e outra fora dela. Isso fazia com que eu me sentisse uma fraude. Eu não apenas mentia, mas passei a me sentir a própria mentira”, relata.

Uma vida de disfarces e angústias

Sua missão era esconder da família e dos membros da Igreja o fato de que ia a bares, consumia bebidas alcoólicas e se envolvia em vários relacionamentos. Ao mesmo tempo, ele fazia de tudo para que os colegas do trabalho e da faculdade não soubessem que ele frequentava a Universal. O uso de tantos disfarces não impedia que seu conflito interno aumentasse.

A angústia constante desencadeou crises de ansiedade e síndrome do pânico e ele conta que uma delas o marcou e o levou ao fundo do poço: “Era início da noite. Eu voltava do trabalho e estava no metrô quando presenciei um assalto. Fiquei sem reação, assustado, meu coração disparou. Tomado pela angústia e sufocado pela crise, pedi ajuda aos seguranças. Quando percebi, estava dentro de uma ambulância”.

O arrependimento

Em desespero, a caminho do hospital, ele fez a seguinte oração: “Deus, eu não mereço dirigir a palavra ao Senhor nem ser ouvido, mas, se o Senhor me ouvir e me tirar dessa situação, eu vou abandonar os meus erros”. Ao orar, Paulo sentiu que Deus o aceitava e o perdoava.

A busca pelo que realmente importa

Depois de receber atendimento hospitalar, ele foi acolhido pela família e compreendeu que precisava cumprir a palavra que tinha empenhado com o Altíssimo. “Resolvi passar a fazer o que era certo. Enfrentei as consequências das mentiras que mantive por anos e entendi que, a partir dali, eu precisava da aprovação de Deus e não mais das pessoas à minha volta”, afirma.

Vivendo na verdade

Com a vida totalmente entregue a Deus, Paulo teve a experiência do Novo Nascimento, foi abraçado pelo Espírito Santo e teve a certeza de que não estava mais sozinho. “Nenhum dinheiro, amigo ou relacionamento pode me dar a alegria que o Espírito de Deus me trouxe. Hoje, não busco aceitação nos círculos sociais, mas no Reino de Deus. Eu sigo na verdade e tenho vida”, conclui.

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Colaborador

Camila Dantas / Foto: reprodução