O casamento que durou dois meses
Casal alega “diferenças irreconciliáveis”. Será que esse é mesmo o motivo?
A atriz Adrianne Palicki (36) e o ator Scott Grimes (48) estão se divorciando após menos de dois meses de casamento. O casal se uniu em matrimônio em 19 de maio último e deu entrada no pedido de divórcio no dia 2 de julho.
Adrianne é famosa no Brasil por suas participações em séries como “Supernatural”, “Smallville” e “Agents of S.H.I.E.L.D”. Já Scott Grimes ficou mundialmente famoso após estrelar o seriado “E.R: Plantão Médico”.
Ambos se conheceram quando começaram a trabalhar juntos na série de televisão “The Orville”. Anunciaram o namoro em 2018 e já no início de 2019 se casaram. Agora estão se divorciando, mas seguem trabalhando juntos no seriado.
Esse foi o primeiro divórcio de Adrianne, mas o terceiro de Scott.
Como desculpa para o término, Adrianne afirmou à Justiça: “Temos diferenças irreconciliáveis”.
A culpa é de quem?
Afirmando que ambos têm diferenças irreconciliáveis, Adrianne se esquiva da responsabilidade de fazer o casamento funcionar. Afinal, se não há como corrigir essas diferenças, por que tentar?
A verdade, porém, é que o casal não levou o matrimônio a sério. Afinal, qual diferença tão grande passaria despercebida durante o namoro?
Adrianne e Scott repetem o discurso de milhares de divorciados que não se esforçaram o suficiente para fazer a relação funcionar, mas não admitem isso.
No livro “Casamento Blindado 2.0”, Renato e Cristiane Cardoso ressaltam que um casamento fracassado corresponde ao fracasso das duas pessoas envolvidas. E isso não pode ser ignorado.
“ ‘O casamento não deu certo’ ou ‘casei com a pessoa errada’ ou ‘não somos almas gêmeas’ são expressões que nos isentam totalmente de culpa quando o relacionamento destrambelha para o fracasso”, afirma o casal, no livro.
“Quer dizer, a culpa é do casamento que deu errado ou da outra pessoa por não ser a ‘certa’. É a nova moda da transferência de culpa e da isenção da responsabilidade pessoal em fazer o casamento funcionar. É como se o casamento fosse uma pessoa com vontade própria que pudesse ser responsável pelo sucesso ou fracasso da união, ou como se somente a outra pessoa pudesse garantir o casamento feliz”.
Na verdade, a culpa é dos indivíduos.
De acordo com os escritores, a chave para um casamento funcionar não é encontrar a pessoa certa ou alguém igual a si. O importante é fazer as coisas certas.
“Se você fizer o que é certo para o relacionamento, o casamento dá certo. Se fizer o que é errado, dá errado”, explicam Renato e Cristiane.
Decerto, as atitudes corretas para o relacionamento são conhecidas de todos:
“Coisas como perdoar, tratar o outro como também quer ser tratado, ter paciência, servir, ajudar, ouvir, não ser egoísta, falar a verdade, ser fiel, respeitar, ter bons olhos, tirar a trave do próprio olho.”
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