Modelo sofre traumatismo craniano após ser agredida por namorado

Ela passou sete horas sendo espancada. Saiba mais detalhes

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A modelo sérvia Tanja Djukic sofreu traumatismo craniano após passar sete horas sendo espancada pelo namorado, o produtor turco Cagri Tortop. De acordo com a denúncia de Tanja, as agressões começaram por ciúmes.

Em seus perfis de redes sociais, Tanja postou várias fotos mostrando hematomas por todo o corpo. Ela relata que apanhou tanto que chegou a desmaiar. Foi acordada com Cagri jogando água gelada em seu corpo. Após isso, ele continuou a agredi-la:

“Eu implorei para ele parar, mas ele não prestou atenção. Ele me bateu em todos os lugares que podia. Depois disso, ferida e coberta de hematomas, ele me puxou para uma sala e trancou a porta. Sofri com a dor, estava com fome e com sede.”

No dia seguinte, Cagri a ameaçou com uma faca em seu pescoço, mas Tanja conseguiu escapar prometendo não denunciá-lo, pois o amava.

Tanja e Cagri moravam juntos há dois anos em um apartamento em Istambul, capital da Turquia. Após o espancamento, porém, ela precisou fugir para seu país-natal com medo de ameaças sofridas.

“Ele me ameaçou por meio de amigos em comum. Disse que ele acabaria com a minha vida. E eu tenho medo. Eu vivi com ele por dois anos e não percebi que ele é um monstro”, declarou Tanja.

Quase sempre o agressor é namorado ou marido

No mundo inteiro, a maioria dos agressores contra mulheres tem algum romance com as vítimas. E no Brasil isso não é diferente. De acordo com uma Pesquisa do Datafolha – encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada em março deste ano -, 35% dos agressores são cônjuges, companheiros, namorados ou ex.

Ainda de acordo com este documento, 43% dos casos de violência contra mulheres são cometidos dentro de casa.

“Quando se trata do uso da violência por parte do homem para regulação das relações, isso é socialmente tolerável. É aquela ideia de que ‘em briga de marido e mulher ninguém mete a colher’, porque são conflitos que devem ser resolvidos na esfera privada, ainda que seja de forma abusiva”, declarou a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.

Não deixe sua vida depender desse ditado

O ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher” é extremamente perigoso. Isso porque é justamente dentro de casa que acontece a maioria dos feminicídios e das agressões. Inclusive, a recorrência de agressões é muito comum.

Por isso, ao primeiro sinal de agressão é necessário buscar ajuda. E as pessoas a quem a vítima recorre devem estar preparadas para “meter a colher”, conforme a Justiça determina.

“Reportar o agressor na polícia é a primeira coisa a ser feita”, afirma o escritor Renato Cardoso, autor do livro “Casamento Blindado 2.0”. “Porque ele tem que responder diante da lei pelo que está fazendo”.

De acordo com o escritor, “não há sentido em você continuar um relacionamento onde você está sendo agredida. Ele pode mudar? Pode. Mas para ele mudar primeiro você tem que se proteger. E sair desse relacionamento é uma das maneiras mais eficazes de mostrar para ele que ele tem que buscar ajuda. Não é continuando, esperando que ele vai mudar, não”.

Para denunciar violência contra a mulher ligue para:

Disque 100 – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH);

Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.

Ou procure a Delegacia da Mulher mais próxima de você.

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Colaborador

Andre Batista / Imagens: Reprodução