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Notícias | 3 de novembro de 2019 - 00:05


Você sabe o que é projeção financeira?

Como usar essa ferramenta que poderá ajudar sua empresa a obter sucesso

Abrir um negócio e mantê-lo em pleno funcionamento não é brincadeira. De cada quatro empresas abertas, uma fecha antes de completar dois anos, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Há um fator que contribui bastante para isso: a falta de projeção financeira. Trata-se de um exercício de tentar prever o que pode acontecer com as finanças da empresa, baseado em previsões que projetam se a empresa terá capacidade de honrar os compromissos, e ele pode ser fundamental para o sucesso dela.

Bom senso
De acordo com Felipe Chiconato, consultor de negócios do Sebrae/SP, a projeção financeira pode ser aplicada tanto por empresas como por pessoas físicas. “A projeção financeira antecipa cenários e faz com que você consiga antever possíveis problemas e ganhe tempo para tomar a melhor decisão para solucioná-los. Enquanto o universo de planejamento da pessoa física é mais limitado e com mais certezas, o da empresa precisa considerar as variáveis. Por isso, é preciso ter bom senso na hora de fazê-la, justamente pelo grau de aprofundamento que se dá no momento de projetar”, adverte.

Decisão
Segundo o consultor, a projeção financeira possibilita que se tome a decisão capaz de maximizar o lucro da empresa. “Há também a chance de ganhar tempo para procurar alternativas para possíveis problemas e, quando ela é bem-feita, torna a empresa mais eficiente.

Deve-se primeiro levantar a política de crédito da empresa, depois projetar suas vendas e custos, entender bem seu mercado de atuação para validar se as projeções estão coerentes, prever algumas hipóteses e colocar essas informações nas ferramentas específicas.”

Regimes
Chiconato avalia que é importante fazer um estudo detalhado, pois se a análise for superficial, sua margem de erro será muito maior. “Normalmente, a projeção é feita com base no regime de caixa, quando se projetam os possíveis recebimentos e pagamentos para um período de tempo determinado; ou pelo regime de competência, quando é levado em consideração o que vai ser vendido e os custos da venda. O cálculo deve respeitar a política de crédito da empresa ou como ela recebe e paga seus credores e cruzar esses dados com a estimativa de vendas e custos”, diz.

Tipos
De acordo com o especialista, há dois tipos de projeção financeira: “a projeção financeira de caixa é usada para dimensionar a necessidade de capital de giro da empresa ou quando se projeta o caixa para verificar se há capacidade de pagamento. A ferramenta utilizada nesse caso é o fluxo de caixa. Já a projeção financeira de resultados avalia o possível lucro da empresa em cenários diferentes, possibilitando tomar a decisão que maximize o lucro da companhia. Neste caso usa-se o demonstrativo de resultado do exercício”.

Precisão
Na opinião de Chiconato, com a projeção você se prepara para o pior cenário. “Toda projeção possui um grau de incerteza e, caso aconteça alguma mudança, é preciso revê-la. Mesmo que você não conheça todas as ferramentas ou todo o mercado em que está inserido, é importante fazê-la. Com o tempo, ela se tornará mais precisa”, analisa.

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  • Eduardo Prestes / Foto: Getty Images / Arte: Edi Edson 


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