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Notícias | 4 de novembro de 2019 - 09:53


“Perdi a dignidade, o respeito e até meus dentes para o vício”

Janaina Alves chegou a morar nas ruas por causa do crack. Veja como sua vida mudou

A assistente de vendas Janaina Alves, (foto abaixo) de 31 anos, passou a juventude em baladas e manteve relacionamentos com vários rapazes. Naquela época, ela consumia bebidas alcoólicas nos finais de semana e fumava cigarros esporadicamente. Mas foi em uma dessas festas que conheceu a maconha. “Por meio de amigos, comecei a fumar esporadicamente. Achava aquilo normal e que fazia parte da curtição.”

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Após alguns anos, ela conheceu um rapaz com quem teve o primeiro filho. Por causa das brigas, Janaina decidiu se separar dele. A partir daí, ela passou a beber ainda mais, a ponto do consumo fazê-la perder o controle de suas atitudes.

Pouco depois, ela conheceu a cocaína. “Isso aconteceu de novo por influência de amigos, que me disseram que a cocaína cortaria o efeito da bebida. Minha rotina era beber, ficar bêbada e depois usar cocaína para cortar o efeito da bebida”, declara.

O crack
Depois de um tempo, a cocaína não mascarava mais o efeito do álcool. Então, ela passou a consumir crack. “Uma vez, depois de ter passado a noite acordada e muito drogada, vi um pessoal usando crack e pedi para experimentar. Foi aí que começou meu fundo de poço.”

Janaina começou a ficar dias nas ruas. Para sustentar o vício, ela se prostituía, traficava e roubava. “Fui presa duas vezes e isso me fez afundar ainda mais no problema. Fui morar definitivamente na rua.”

Ela se recorda que naquela época chegou a consumir 64 pedras de crack em curto período de tempo e permaneceu 11 dias sem comer, sem dormir e sem tomar banho, apesar de estar grávida.

Janaina declara que os nove anos de dependência fizeram com que perdesse tudo: “perdi a dignidade, o respeito, o amor pela família, o emprego e até meus dentes para o vício”.

Mudança
Ao assistir a um programa na TV que falava sobre o Tratamento da Cura dos Vícios, que acontece na Universal, Janaina teve esperança de mudar. “Decidi ir com minha mãe até lá e, na primeira reunião, vi uma diferença. Tudo que saía do Altar eu colocava em prática, porque, na época em que era para os vícios, eu não hesitava em colocar o que fosse preciso em prática.”

Hoje, ela não sente mais vontade de consumir álcool e drogas. “Tenho paz e restituí minha dignidade, o amor pela vida e pelos meus filhos. Terminei meus estudos, tenho trabalho, carro e minha Salvação, que é o principal”, conclui.


  • Maiara Máximo / Fotos: Arquivo Pessoal 


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