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Notícias | 19 de agosto de 2019 - 12:00


Entre ateus e agnósticos brasileiros, a maioria cresceu em um lar cristão

O relatório foi elaborado pela Universidade de Kent. Confira

“Meu ateísmo começou na infância. Eu cresci em uma família religiosa, mas eu não conseguia ver Deus na minha família. Eu ia com os meus pais para a igreja, mas eu não queria saber. Aquilo não me ‘descia’”.

A frase acima é de Rogério Brizzi (foto ao lado, com a esposa). Da infância até a juventude, ele procurou por algo em que pudesse se apegar. Mas seu ceticismo, reforçado pelo mau exemplo de falsos cristãos, o distanciava cada vez mais de Deus. “Achava que era tudo enganação, uma criação da cabeça dos homens”, recorda-se.

Na fase adulta, Rogério decidiu preencher o seu vazio interior com drogas. Entretanto, quando o efeito dos entorpecentes passava, a tristeza retornava.

Certo dia, Rogério decidiu pôr um fim à própria vida. Alugou um quarto de hotel e usou drogas por dois dias. Felizmente, nada aconteceu. Então, ele pensou em conversar com Deus sobre o que estava sentindo. Naquele mesmo momento, a vontade de usar drogas desapareceu. Por fim, ele decidiu participar dos encontros da Universal. Desde então, Rogério vive uma nova fase em sua vida e garante que, agora, é uma pessoa feliz.

Entendendo a incredulidade

Ao contrário do que se pode imaginar, muitas pessoas receberam ensinamentos sobre Deus em casa antes de se tornarem ateias – como foi o caso de Rogério. Uma pesquisa chamada “Entendendo a Incredulidade”, realizada pela Universidade de Kent, na Inglaterra, entrevistou pessoas no mundo inteiro – inclusive, no Brasil – sobre o tema. E uma das informações interessantes extraídas dos dados foi que 79% dos brasileiros que se declararam ateus ou agnósticos cresceram em um lar consciente da fé cristã. Somente 15% desse grupo afirmou não ter recebido uma criação religiosa em casa. Vale lembrar que ateus são pessoas que não acreditam na existência de Deus. Enquanto os agnósticos creem que não é possível determinar se Ele existe ou não.

Um recado para os pais

Quando consultamos a Bíblia, vemos que a vontade de Deus é que os pais transmitam para os filhos a sua fé (Deuteronômio 6:6-7, Provérbios 22:6). Porém, os pais devem orientá-los com sabedoria e sem usar a severidade ou injustiça. Senão, o efeito será o contrário e a criança terá raiva em vez de amor pela Palavra de Deus (Efésios 6:4).

Vale acrescentar que nenhum conselho fala mais alto do que aquele transmitido pelo exemplo. É no lar – o ambiente privado – em que os pais revelarão o seu real caráter. Se as atitudes dos pais não condizem com o comportamento que pregam, obviamente, a criança não dará crédito para o que está sendo falado.

Infelizmente, muitos pais, apesar de se autodeclararem cristãos, não praticam os Mandamentos de Deus e, por isso, desmoralizam a figura de Cristo. Portanto, é muito importante ter esse tipo de consciência.

Uma reflexão para quem não crê em Deus

O grande problema do ateísmo ou agnosticismo está na vida após a morte. Pois, o que Cristo veio oferecer para a humanidade foi a esperança de um novo lar quando o nosso tempo na Terra se acabar. Por isso, o apóstolo Paulo enfatizou: “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com Ele, também com Ele viveremos.” 2 Timóteo 2:11

Mas, para um ateu ou agnóstico não há essa esperança, como observou a autora e apresentadora Cristiane Cardoso, durante a programação “Entrelinhas”, realizada no mês de fevereiro passado: “O pior momento na vida de um ateu é, justamente, o momento da morte. Porque se você é um ateu, caso morra, acabou. Quando a pessoa não crê em Deus, uma das coisas que ela também não crê, é no que vem após a morte”.

Além disso, é importante acrescentar que o bom comportamento aqui na Terra não conquista a paz depois da partida. Porque, essa esperança oferecida pelo Senhor Jesus só pode ser conquistada por meio dEle: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim.” João 14:6

“A Bíblia diz que a Salvação não vem pelas obras (Efésios 2:8-9). Então, não basta a pessoa ser boa. Fazer boas obras, para aqueles que creem em Deus, é uma obrigação, não é uma medalha no peito. Ninguém pode reivindicar a Salvação por boas obras. Isso deve ficar bem claro”, acrescentou o Bispo Renato Cardoso, durante a mesma programação.

No passado, o apóstolo Paulo também resistiu a Cristo. Mas Ele lhe disse: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.” Atos 9:5

No fundo, Paulo sabia que suas convicções estavam equivocadas. E logo percebeu que seria em vão questionar a fé que ouvia.

Por isso, procure a presença de Deus enquanto há tempo. Participe ainda hoje de um encontro no Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de sua casa.


  • Daniel Cruz / Foto: Getty Images 



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