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Notícias | 20 de outubro de 2019 - 00:05


Ela conviveu dez anos com a depressão

Apesar de todo seu conhecimento e da ajuda profissional, Patrícia Bueno, de 48 anos, só conseguiu vencê-la por meio da fé

Natural de Santos, litoral de São Paulo, a professora Patrícia Bueno, de 48 anos, conviveu com a depressão por dez anos. “Por esse motivo, cheguei à Universal em setembro de 2003”, diz. A raiz desse problema, no entanto, era mais antiga e começou na infância. “Fui molestada por um parente dos 6 aos dez anos. Me tornei uma criança retraída, ansiosa e que tinha muito medo. Isso se estendeu para a adolescência e a vida adulta.”

Patrícia conta que a mãe dela só soube dos abusos quando ela estava com 22 anos. Com a mesma idade, perdeu o pai, que morreu vítima de câncer, e foi quando também começou a lecionar. “Dois anos depois, percebi que entrar na sala de aula já era impossível para mim. Foi aí que recorri ao tratamento com psiquiatra e deixei as aulas.”

Diagnosticada com depressão, Patrícia relata que, além da doença, surgiram o complexo de inferioridade e outras doenças como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), dermatite de contato, gastrite e anorexia. “Cheguei a pesar 40 quilos”, detalha.

Todos as doenças foram acompanhadas por profissionais de saúde. Além de terapia, a depressão foi tratada com medicamentos. “Depois da terapia, fui para a parapsicologia (que investiga fenômenos paranormais e psíquicos), acupuntura e homeopatia (medicina alternativa)”, recorda a professora, que revela que nenhuma tentativa lhe trouxe resultados satisfatórios. “Procurei o melhor psiquiatra de Santos e fazia uma sessão caríssima, uma vez por semana, de 45 minutos contados no relógio. Gastei rios de dinheiro e nada adiantou”, afirma.

TENTATIVAS
Patrícia deixou de lecionar, mas tentou retornar à atividade após ter voltado de Londres, na Inglaterra, onde morou alguns meses.

Ela tinha a expectativa de que a viagem tivesse sido capaz de ajudá-la a superar o passado e de estar habilitada novamente a dar aulas.

“Até consegui recomeçar em uma escola de idiomas, mas essa tentativa foi frustrante. Fiquei apenas um ano. Eu pensava que tinha vencido a depressão por conta da viagem e, então, percebi que o problema ainda estava lá. A viagem me deu uma sensação de bem-estar que logo passou”, observa.

Patrícia “colocava tudo para fora” nas sessões de terapia, embora tivesse se calado e escondido da família a situação que viveu por tanto tempo. “O meu psiquiatra falava que tinha uma grande vantagem a meu favor, pois eu conseguia me expressar, colocar em palavras situações particulares. Eu realmente achava que, se conseguisse expressar tudo aquilo que eu tinha passado, ajudaria o profissional a me ajudar”, recorda. De fato, expor o que nos acontece é uma forma de traçar o panorama da situação. No entanto, a conversa que foi realmente eficaz para ela foi a que teve com Deus.

UMA CHANCE
Na época, Patrícia já acompanhava a programação da Universal nas madrugadas. O convite para ir a uma das reuniões veio por meio de seu esposo, Izau Pereira dos Santos, de 57 anos, que já tinha ido à Universal duas vezes. “Ele falou que, se eu fosse, tinha certeza de que eu ficaria curada, que lá eu receberia uma oração forte. Como eu já tinha tentado de tudo, deixei o preconceito de lado e fui. Ele me convidou em um domingo à noite e na segunda-feira eu estava na Igreja. Nunca mais saí. No primeiro dia, já notei uma diferença. Sempre digo que Deus não é mágico, mas que saí daquela reunião com todos os problemas, mas com esperança e vontade de lutar. Após alguns meses frequentando a Igreja, fiquei livre da depressão e consegui retornar às aulas.”

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Os traumas alimentados por tantos anos também se foram. “Isso aconteceu quando consegui perdoar o parente que tinha me molestado.

Quando percebi que tinha conseguido perdoar de verdade, as coisas começaram a caminhar. Sou professora, fiquei sete anos sem dar aula por causa da depressão. Depois da minha libertação, consegui entender quem era o Espírito Santo e que, mesmo que eu estivesse bem, precisava tê-lO. Quando O recebi, nada mais me incomodou”, esclarece.

Hoje, ela consegue ver que todo aquele histórico negativo ficou para trás. “A Patrícia de antes não tinha vida nem brilho no olhar. Ela era a expressão da tristeza. Coragem era uma palavra que não existia no meu dicionário. Hoje, tenho força e disposição para fazer o que tiver que ser feito e para enfrentar os problemas. Tenho desejo de ajudar o próximo e passar para as outras pessoas que elas podem, por meio da fé, mudar toda e qualquer história”, finaliza.


  • Flavia Francellino / Fotos: Júnior Araujo 


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