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Notícias | 23 de Abril de 2021 - 12:24


Atenção para a Vacina de Vento

O que fazer para não cair no golpe da aplicação falsa?

Atenção para a Vacina de Vento

Desde que começou a vacinação contra a Covid-19 em todo o Brasil, estamos vendo casos de simulação de aplicação de vacinas que têm deixado a população cada vez mais perplexa. Agentes de saúde têm deixado de imunizar principalmente os idosos, que fazem parte da faixa etária que está sendo vacinada nos postos de saúde. Esse tipo de prática passou a ser chamada popularmente de vacina de vento, pois o líquido imunizante deixa de ser injetado no corpo na hora da aplicação. Muita gente desavisada pode ter sido engambelada por esse golpe e por essa prática desonesta.

No final de março, no Mato Grosso do Sul, o Ministério Público do Estado solicitou explicações sobre a conduta de uma agente de saúde pública ao administrar uma dose de vacina em uma idosa de 83 anos, em Três Lagoas, a 330 quilômetros de Campo Grande. A denúncia acabou virando caso de polícia depois que um vídeo mostrando a técnica de enfermagem aplicando a dose de forma errada viralizou na internet.

A profissional de saúde está afastada do cargo até que o caso seja concluído e a idosa já recebeu uma nova dose da vacina, graças ao registro do que ocorreu. Contudo esse não foi um episódio isolado. Antes dele, o Brasil já tinha registrado ao menos quatro casos de falsa aplicação de vacina em três Estados: Goiás, Alagoas e Rio de Janeiro.
Para os advogados José Ricardo Armentano e Antônio Carlos Morad, da Morad Advocacia Empresarial, em São Paulo, fatos como esse são, no mínimo, imorais e revoltantes. “Principalmente se levarmos em conta o envolvimento de profissionais da saúde, de quem se espera, no mínimo, compaixão e dignidade no tratamento daqueles que, em condição de vulnerabilidade e aterrorizados com a possibilidade de perderem as respectivas vidas por conta da Covid-19, veem na vacina a solução”, afirma Armentano.

Armentano explica que, se essas práticas forem comprovadas, elas caracterizam crime de peculato. “É um crime tipificado no Código Penal e consiste, basicamente, na apropriação, por funcionário público, de bem, público ou particular, em relação ao qual ele tem a posse em razão do cargo que exerce. A pena prevista é de reclusão de dois a 12 anos e multa”, esclarece.

Para prevenir episódios desse tipo, o advogado Antônio Carlos Morad recomenda registrar o momento da vacinação ou levar uma testemunha que o acompanhe. “Quem está sendo vacinado pode filmar e ou fotografar a ação, desde que não interfira, interrompa ou prejudique o trabalho do profissional que está aplicando a vacina. É um direito do vacinado que, por conta dos fatos ocorridos e por se sentir inseguro, poderá utilizar essa prova audiovisual a seu favor”, orienta.

Em virtude dos registros de casos, o Senado aprovou no dia 16 de março um projeto de lei que garante a quem vai ser vacinado que, no ato da vacinação, seja informado sobre o lote da vacina aplicada e que possa contar com a presença de um acompanhante no momento da aplicação da dose. O texto agora está em análise na Câmara dos Deputados.
Independentemente da aprovação do projeto, fique atento na hora que for vacinado. Se não quiser olhar, leve alguém para acompanhar você e fazer o registro da aplicação.


Atenção para a Vacina de Vento
  • Eduardo Prestes / Foto: Getty Images 


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