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Notícias | 7 de outubro de 2019 - 09:35


“A minha alma também estava condenada”

Tiago Araújo tornou-se traficante na adolescência e se envolveu em vários crimes. Mas sua vida foi transformada

Tiago Mateus de Oliveira Araújo, (foto abaixo)  de 23 anos, conhecia os ensinamentos bíblicos desde criança. Mas, na adolescência, por meio da influência de más companhias, ele se afastou de Deus. Em seguida, começou a ter vários vícios. “Por curiosidade, iniciei fumando cigarro.

Logo depois já estava viciado em maconha e cocaína e envolvido com prostituição”, lembra.

Tiago carregava um grande vazio interno. Ele tentava preencher seu interior com drogas e relacionamentos, mas a tristeza só aumentava. O rapaz estava sempre rodeado de amigos e aparentava ser uma pessoa feliz e divertida. Mas, em casa, a realidade era outra: a solidão e a angústia sempre estavam presentes.

Seus problemas pioraram quando ele entrou para o tráfico. “Nas ruas, as pessoas se escondiam com medo de que eu pudesse machucá-las.

Me tornei muito agressivo e frio. Cometi vários assaltos à mão armada e várias vezes agredi pessoas”, conta.

Por causa das agressões que cometia e das promessas de morte que recebia, Tiago desenvolveu síndrome do pânico. “Eu andava com medo de ser morto. Sempre que ouvia um barulho achava que era alguém querendo me machucar. Tinha insônia, ouvia vozes me chamando o tempo todo e via muitos vultos com olhos vermelhos. Não tinha paz em nenhum momento. Muitas vezes olhava no espelho e via meu rosto deformado”, detalha.

Ele conta que foi preso mais de uma vez por causa de suas más atitudes. Na adolescência, foi detido por roubo à mão armada. Após alguns meses, recebeu a liberdade. Um tempo depois, foi preso novamente por roubo.

Naquela época, em 2016, quando Tiago foi transferido para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, ele foi considerado o preso mais perigoso do Estado. Lá, ele permaneceu por um ano. “Aquele lugar foi o meu maior fundo de poço. Estava sozinho, com uma angústia tremenda e sem amigos. Pensava muito em acabar com a minha vida e prejudicar ainda mais as pessoas. O ódio me consumia cada dia mais lá dentro.”

Encontro com a liberdade
Apesar de ter conhecido a Universal na infância, Tiago não se interessava em voltar para Deus, até que ele conheceu o trabalho do Universal nos Presídios (UNP). “Com os atendimentos dos pastores da Igreja, entendi que não era só o meu corpo que estava condenado a estar naquela cela, mas a minha alma também estava condenada ao sofrimento eterno se eu não a entregasse a Jesus.”

Então, ainda preso, Tiago compreendeu o que deveria fazer para mudar a sua vida e libertar o seu interior da maldade, das tristezas e das angústias. “Eu nunca tinha pedido perdão para ninguém. Mas, naquele dia, dobrei meus joelhos e me arrependi de tudo o que tinha feito.

O meu primeiro pedido de perdão e compromisso de mudança foi com Deus. Depois daquele dia, minha vida passou a ser outra.”

No final do mesmo ano, Tiago ganhou sua liberdade física. Hoje, o rapaz que levava medo, sofrimento e morte às pessoas leva a Vida e a Paz que recebeu. “Deus foi o Único que conseguiu me dar paz. Me libertei dos vícios, não tenho mais ódio dentro de mim e tenho a verdadeira felicidade. O maior bem que tenho é o Espírito Santo”, finaliza.


  • Camila Teodoro / Fotos: Arquivo pessoal e Mídia 


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