Você quer ter uma vida completa?

Por Janaina Medeiros / Fotos: Mídia FJU RS, Arquivo Pessoal e Marcelo Alves

Quem não quer ter sucesso em todas as áreas da vida? Ter uma família abençoada, prosperidade no trabalho, conquistas materiais, paz interior, saúde perfeita, etc. Certamente, qualquer pessoa deseja ser feliz em todos os sentidos.

Mas, para que isso aconteça de forma permanente, é necessário renunciar o modo de viver que lhe traz problemas. Caso contrário, você poderá até ter um bom emprego, mas logo estará desempregado. Ou terá um relacionamento feliz, contudo, depois de pouco tempo, estará sozinho. Afinal, de nada adianta ter uma bênção, mas não saber como agir para mantê-la.

Para que as bênçãos sejam completas e permanentes é preciso sacrificar o “eu” e, dessa forma, obter a mudança de identidade.

Jacó, por exemplo, ficou conhecido como enganador durante toda a sua vida. Apesar de seu nome, que deriva do hebreu Ya’akov, significar “aquele que segura pelo calcanhar”, a marca de usurpador o acompanhou por muito tempo depois que ele se passou por seu irmão, Esaú, para lhe roubar o direito da primogenitura (Leia em Gênesis, 25.27).

Ele foi um homem abençoado financeira e sentimentalmente, mas tudo o que havia conquistado por meio de mentiras acabou sendo um peso para ele, a ponto de ele ter de se tornar um fugitivo, atormentado e com medo de que seu irmão o encontrasse.

Até que um certo dia Jacó cansou de ser Jacó. Ele queria apagar a sua má reputação e se tornar uma nova pessoa. Para isso, precisava renunciar ao seu próprio “eu”, fazendo uma entrega material, física e espiritual, ou seja, se despojando de tudo.

Foi isso que ele fez no Vau de Jaboque (Gênesis, 32. 22-32) ao lutar com o Anjo de Deus. Em um encontro noturno, sem mais nada a perder, disse-lhe que não sairia de lá enquanto não fosse abençoado. “Além da ameaça de perder a vida porque seu irmão iria matá-lo, Jacó tinha consciência de que se morresse não teria a Salvação. Ele iria para o inferno com todo o dinheiro que tinha, com todo o ouro, com todos os camelos, todo o gado, mulheres, filhos, etc.”, explicou o bispo Clodomir Santos em uma reunião no Templo de Salomão.

Durante a luta, o Anjo perguntou o seu nome apenas para que ele se reconhecesse como o pecador, o enganador. “Quando ele disse ‘sou Jacó’, estava dizendo ‘sou eu mesmo, mas eu quero ser transformado’, contou o bispo.

Então, a partir dali, a resposta veio: “O Anjo lhe disse: ‘Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu.” (Gênesis 32:28). Isso quer dizer que ele teve seu caráter transformado, deixando de ser um homem com perfil de enganador para ser o príncipe de Deus”, completou o bispo.

Assim como Jacó, quem está cansado de si mesmo opõe-se aos problemas e se distancia de tudo, como os exemplos que estão nesta reportagem. Essas pessoas carregaram a marca do erro por muito tempo. Mas, quando ouviram a voz de Deus, reconheceram que teriam que sacrificar corpo, alma e espírito para verem os planos dEle (e não o delas) se concretizando em suas vidas.

As consequências de uma entrega

O empresário Vinício Silva dos Santos (foto ao lado), de 41 anos, tinha um comportamento destrutivo antes de conhecer a Deus. Desde a infância, não conseguia ter paz porque vivia tendo pesadelos. “Sempre sonhava que tinha alguém querendo me matar e abusando de mim. Acordava chorando e só dormia com minha mãe do meu lado”, lembra.

Já adulto e sem acreditar nem sequer que Deus existisse, se tornou um homem muito agressivo e até andava armado. “Um dos prazeres que eu tinha era atirar e sentir o cheiro forte da pólvora. Atirava até no pátio de casa e pela janela. Os vizinhos tinham medo de mim.”

Viciado em drogas e em bebidas alcoólicas, se relacionava intimamente com várias mulheres em um mesmo dia. “Minha família me buscava na rua onde eu ficava jogado. Ao chegar em casa, me esfregava no banho para sair o cheiro forte que ficava no meu corpo.”

A sua autodestruição era tão grande que a depressão era constante. “Cheguei a ficar uma semana trancado no quarto sem tomar banho. A cama cheirava mal e ficava com marcas do meu corpo”, diz.

Um dia, depois de a polícia ter batido na porta de sua casa para conter um dos episódios de agressividade diante de sua esposa que estava grávida, Vinício saiu de carro, ligou o rádio e ouviu uma mensagem do Bispo Macedo que lhe tocou. “Ele explicava o que era viver da carne, como ter vícios, prostituição, traições, etc. Então veio um despertar na minha alma.”

Ele passou a frequentar a Universal, mas a luta interior para conhecer a Deus foi muito grande. Durante três anos ele foi à Igreja, porém, não conseguia ter um encontro com Deus porque não sacrificava todo o seu ser.

Um dia, cansado da vida que levava, ele decidiu lutar com Deus como fez Jacó. “Eu queria saber como era nascer de Deus. As pessoas falavam que tinham tido um Encontro com Ele e eu queria o mesmo. Quando entendi isso, tomei a decisão para me libertar dos problemas, como os pesadelos que ainda me assolavam. Foi uma guerra muito grande dentro de mim.”

Pouco tempo depois, Vinício recebeu a maior bênção. “Em uma vigília, Deus estava diante de mim. Ele entrou no meu ser e senti um gozo na minha alma. Saí dali com sede de servi-Lo.”

Por meio da sua entrega no Altar, Deus abriu sua visão profissional e ele conquistou uma empresa de importação e distribuição de produtos cirúrgicos. Comprou uma área industrial, seguiu a direção que Deus lhe deu e passou a vender os produtos para hospitais em diversos Estados brasileiros. Além disso, conquistou bens, como carros e imóveis, e um casamento abençoado.

Hoje Vinício sabe bem que a prosperidade chegou em sua vida após uma mudança em sua identidade. Ele deixou de ser o Vinício de antes para ser o que Deus planejou para ele. Então, a bênção tornou-se completa. “Deus me deu sabedoria para trabalhar com isso e hoje tenho a paz que procurava. Busco a Ele a todo instante, pois não há nada que me faça tão feliz quanto ouvir e seguir a voz dEle.”

Saiu do crime e se tornou próspero

Wagner Luiz Arnaut (foto ao lado), de 39 anos, sempre viveu em um ambiente cheio de brigas. Por isso, foi um adolescente problemático que não tinha responsabilidade e perspectiva de crescimento pessoal e profissional.

Aos 11 anos, conheceu as drogas, tornando-se, logo em seguida, dependente de crack, cocaína e maconha. “Quando trabalhava, todo meu dinheiro era para o sustento do vício”, alega.

Com o passar do tempo, ele começou a realizar vários delitos, como roubar casas e carros, e não demorou para que se tornasse integrante de uma facção criminosa. A seguir, começou a trabalhar com tráfico de entorpecentes.

Após um desacerto nessa facção, o jovem começou a ser perseguido e foi jurado de morte. “Vivia confinado dentro da minha casa, com medo de morrer. Logo em seguida, fui preso, mas, como era réu primário, paguei fiança e fiquei dois anos respondendo ao processo em liberdade. Foi o momento mais difícil da minha vida”, relembra.

Wagner estava pagando o preço de sua vida errada, como consequência de suas escolhas. Contudo, decidiu pôr um fim naquela situação. Aceitou o convite de sua irmã de ir a um templo da Universal e, em uma segunda-feira, ouviu que sua vida poderia mudar caso ele expressasse uma fé inteligente. Então, começou a fazer propósitos pela libertação dos vícios e se batizou nas águas.

A bênção completa aconteceu quando, após três meses, viu a oportunidade que faltava para transformar toda a sua vida sacrificando, material e espiritualmente, no Altar de Deus. “Me revoltei e me entreguei no Altar. A partir dali tudo começou a mudar, não do dia para a noite, mas com trabalho e dedicação”, argumenta.

Deus lhe deu a visão de trabalhar com seu pai produzindo e comercializando picolés na praia. Foram cinco anos até Deus lhe mostrar que os planos que Ele tinha para a sua vida eram muito maiores.

Sem parar de expressar a sua fé, após algum tempo, a pequena fábrica se tornou uma indústria de sorvetes conhecida nacionalmente. “Hoje, ela tem capacidade para produzir 50 mil picolés por dia com caminhões especiais para o transporte dos produtos. Temos uma rede com 20 lojas de sorvetes. Dessas, 80% estão em sedes próprias”, cita.

Além da indústria dada por Deus como resultado de seus sacrifícios, Wagner mora com a esposa, Adriana, e os três filhos em uma casa com quase mil metros quadrados, tem carro importado, viaja para vários lugares dentro e fora do Brasil e matriculou os filhos em excelentes escolas. Mas a maior conquista ele garante que recebeu quando se despojou de todo o seu ser. “Hoje posso dizer que sou feliz, pois tive um real Encontro com Deus.”

A mudança interior transformou o casamento

Muitas vezes os resultados externos são reflexo daquilo que conquistamos internamente, como pode ser visto na vida de Noemia Peixoto dos Santos Calderaro, de 43 anos, e Romeu Ângelo Calderaro (foto ao lado), de 42 anos.

Eles se casaram muito jovens e, por causa da imaturidade, viviam um relacionamento conturbado. “Casei grávida aos 18 anos, morávamos mal e estava endividada. Era um casamento de aparência”, relata Noemia.

As brigas eram constantes. Romeu era grosseiro com Noemia e ela, por sua vez, era autoritária. O comportamento de Noemia atrapalhava a relação dos dois. Ela sentia muita raiva do marido por causa dos problemas financeiros e também por saber que ele se envolvia com outras mulheres. “Fiquei cinco meses sem gás vivendo de torradas e biscoitos. Além disso, as mulheres com as quais ele se envolvia me procuravam nas redes sociais. Era uma humilhação.”

Noemia frequentava a Universal, mas não colocava em prática os ensinamentos da Palavra de Deus para ser uma esposa agradável. “Em julho de 2015, tivemos uma briga muito séria em razão de algumas contas. Cobrei uma atitude dele, mas ele ficou tão irritado que deu um murro na mesa. Meus filhos ficaram assustados e eu o mandei embora de casa”, diz.

Dessa vez ficaram separados por 11 meses. Os problemas só começaram a ter fim quando Noemia percebeu que ela era uma das responsáveis pelo sofrimento. No mês de fevereiro, durante um depoimento que deu sobre a mudança de comportamento de seus filhos, ouviu do palestrante Renato Cardoso, no Templo de Salomão, uma frase que tocou em seu íntimo. “Ele, usado pelo Espírito Santo, me disse: ‘a senhora mandava tanto que tentou até mandar no marido’. Na hora, então, caiu minha ficha, de que se eu não mudasse meu jeito, tampouco ele mudaria”, reconheceu.

Ela começou a participar das palestras da "Terapia do Amor" e foi sacrificando a Deus o seu interior. “Eu queria a mudança do meu marido, mas sabia que tinha que me curar, me valorizar.” Ainda separados, contou a Romeu que estava buscando a sua mudança interior e que gostaria que ele fizesse o mesmo. “No início, ele resistiu, mas aos poucos foi vendo a minha mudança e mudando também.”

Noemia se tornou uma esposa agradável. “Me tornei uma pessoa tranquila e segura, que não o cobrava mais.”

A partir daí, o interior de Romeu foi se transformando. “Ele se tornou carinhoso e passou a se preocupar comigo e me dar atenção.”

As bênçãos na família tornaram-se completas. Além da felicidade conjugal, eles são felizes com os quatro filhos e administram juntos os dois restaurantes que possuem. “Tudo como resultado do sacrifício no Altar de Deus”, comemora Noemia.

De enganador a empresário

Quantas são as pessoas que mentem para “levar vantagem” em relação às outras justificando que possuem tal atitude porque vivem no sofrimento? Carlos André da Silva (foto ao lado), de 42 anos, era uma delas.

Aos 20 anos, criado pelos avós e sem estudo, ele deixou sua terra natal, Alagoas, em busca de uma nova vida em São Paulo, longe da miséria. Entretanto, os problemas o acompanharam.

Ficou durante muito tempo desempregado, com dores na coluna, tomando remédios para uma forte sinusite, sofrendo com insônia e murmurando pela área amorosa. Chegou a passar necessidades no barraco da favela onde morava. “Faltava tudo dentro de casa, nem tinha pão para o café. Quando precisava sair tinha que pegar alguma roupa emprestada”, relata.

Por causa desse sofrimento, Carlos enganava as pessoas ao seu redor para tentar se destacar em busca de seu crescimento. “Eu contava mentiras para me beneficiar, para tirar proveito de situações, como levar atestado médico falso no trabalho, por exemplo. Também saía com mulheres com má índole e tinha amigos do crime.”

Como não encontrava a solução para seus problemas, ele tinha complexo de inferioridade. “Eu achava que viveria daquela forma para o resto da vida. Não tinha paz e nada me fazia rir. Sempre estava triste e vazio”, relembra.

Até que um dia, ao ver um programa da Universal pela televisão, Carlos decidiu que precisava mudar seu jeito de ser para realizar o sonho que carregava quando se mudou para São Paulo. Ele entendeu que os planos que Deus tinha para a vida dele eram melhores do que o que ele imaginava.

Então, entregou todas as áreas de sua vida para Deus. “Era Fogueira Santa e eu sacrifiquei o barraco onde eu morava. Mas também sacrifiquei algumas coisas dentro de mim, como os pensamentos e as atitudes erradas. Larguei tudo para ter um novo caráter.”

Por meio das suas renúncias, Deus logo o abençoou com uma empresa própria. “Aluguei um espaço e montei um pequeno comércio para funilaria e pintura de automóveis. Mesmo sabendo que por um tempo teria que dormir em um colchão, fui morar lá”, conta.

Ao sacrificar no Altar de Deus todo o seu "eu", Carlos foi vendo o crescimento do seu negócio e a felicidade em seu lar. “Hoje tenho um salão grande que atende 25 automóveis, com refeitório, escritório e estufa. Tenho uma casa grande e confortável, com quatro banheiros e espaço para quatro carros, na qual jamais pensei em morar. Também tenho carro importado e vivo um casamento abençoado”, enumera.

Além disso, ele recebeu a paz interior. “Sou feliz no que faço, não tenho complexo de nada e tenho prazer de servir a Deus com tudo o que Ele me deu.”


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