Tire a pornografia da sua vida

Por Rê Campbell / Foto: Fotolia

Você gosta de assistir a vídeos pornográficos? Uma pesquisa recente publicada no Sexologies Journal mostra que as mulheres consomem mais conteúdos pornográficos após o casamento. Os dados apontam que 9% das mulheres viam esse tipo de material antes do matrimônio e 28% começaram a assistir após a união. No Brasil, 55% dos usuários de internet acessam sites de pornografia, segundo levantamento da empresa de tecnologia Symantec.

Em abril, o Estado norte-americano de Utah declarou que a pornografia é um problema de saúde pública. Segundo o governador, Gary Herbert, o objetivo é “proteger nossas famílias e nossa juventude”. O texto da nova lei afirma que a pornografia “perpetua um ambiente sexualmente tóxico” e “contribui para a hipersexualização dos adolescentes e até das crianças na pré-puberdade.” A medida pede maiores esforços para evitar vícios ligados à pornografia.

Violência disfarçada

O que as mulheres buscam nesses vídeos? Satisfazer a curiosidade, apimentar a relação, tirar dúvidas sobre sexo, diminuir a insegurança, agradar ao parceiro? A pornografia sempre foi um assunto controverso. Mas o fato é que até ex-atrizes dessa indústria denunciam casos de violência sexual e humilhações. Um dos exemplos é o da norte-americana Linda Susan Boreman, que ficou famosa por filmes desse tipo na década de 1970. Ela revelou que era torturada, espancada e obrigada a fazer os vídeos por seu marido. Linda se transformou em ativista antipornografia.

A pesquisadora Maree Crabbe, da organização australiana It’s time we talked, produziu um documentário que indica que muitos adolescentes estão consumindo pornografia e, com isso, normalizando comportamentos agressivos. No filme, as jovens dizem que muitas vezes se sentiam incomodadas com os pedidos de seus parceiros, mas cediam pela pressão ou pelo desejo de agradar.

A pornografia é o pior caminho para quem deseja tirar dúvidas sobre sexo ou inovar na relação. Afinal, os filmes pornôs disseminam ideias distorcidas e estimulam práticas como violência, humilhação, ofensas e crueldade. Convenhamos: será mesmo que a mulher quer ser tratada como objeto pelo marido?

Vale lembrar que a prática traz diversos prejuízos à saúde. Um estudo da Universidade de Cambridge revela que a pornografia tem o mesmo efeito no cérebro que o álcool e a cocaína. Ou seja, pode começar com uma curiosidade e se tornar um vício.

Até no celular

O acesso a esse tipo de conteúdo ficou bem mais simples com a internet. A pornografia extrapolou os sites especializados no assunto e se espalhou até para os smartphones. Infelizmente, o conteúdo pode ser compartilhado com rapidez em aplicativos de bate-papo. A facilidade acabou tornando normal o que antes era escondido e questionado.

Por isso, todo cuidado é pouco. Antes de sair matando a curiosidade, vale se perguntar quais são os interesses envolvidos nas produções pornográficas e que tipo de benefício ou prejuízo esse conteúdo pode trazer. Afinal, se a pornografia exerce efeito semelhante ao alcoolismo, você corre o risco de, no mínimo, tornar-se dependente dela.

Se você deseja surpreender o parceiro e melhorar sua vida sexual, o primeiro passo é buscar fontes que estejam de acordo com seus valores. Uma dica é a palestra Sexo em um Casamento Blindado, feita pelo casal Renato e Cristiane Cardoso. O conteúdo está disponível na plataforma Univer e também em DVD. Mas se a pornografia já faz parte de seu cotidiano, tome uma atitude e livre-se dela.

Siga essas dicas

Decida: evite conversas inapropriadas em sites, e-mails, redes sociais ou mesmo pessoalmente.

Exclua: apague de seus dispositivos eletrônicos vídeos e fotos. Não clique em links e pesquise ou faça download de material com apelo sexual.

Limpe: analise suas redes sociais e desfaça amizades que estimulem esse tipo de assunto ou prática.

Persista: use a disciplina e a fé para combater o problema e evitar recaídas.

Ocupe: procure gastar seu tempo com conteúdos que tragam benefícios a você.

Peça ajuda: desabafe e converse com pessoas que possam ajudar você a vencer o problema. Grupos como Godllywood têm voluntárias preparadas para lidar com o assunto.

Fonte: blog da escritora Cristiane Cardoso. Confira aqui.

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