Suecos têm dificuldade de deixar a independência por um relacionamento

Por Rafaella Rizzo / Foto: ThinkStock

Em 2015 a Suécia teve um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – de 0,956, numa escala de 0 a 1. O país recebe muitos imigrantes que estão à procura de emprego e estabilidade financeira. Mas quando o assunto é relacionamento amoroso, a Suécia deixa muito a desejar. Lá, a proporção de solteiros é a maior de toda a Europa, e o índice de divórcios é o mais alto da União Europeia.

As cidades suecas estão cheias de casas compactas, projetadas para facilitar a vida independente e a igualdade de gênero. O pensamento predominante na população é que você pode ter filhos sem ser casado e estar com alguém sem morar junto. Assim, o casamento, como instituição, tem perdido força no país.

Equilíbrio

Não existe privacidade em um casamento. O parceiro tem direito a saber tudo sobre você e vice-versa. Esconder senhas, mensagens ou qualquer outra informação é prejudicial para a relação, pois fere a confiança. Mas, por outro lado, cada um tem a sua individualidade: gostos, escolhas, visão de mundo e é dever do cônjuge respeitar as preferências do parceiro.

A psicóloga Tatiana Ades explica que, para encontrar o equilíbrio, é importante saber separar a identidade do casal e de cada indivíduo. “Uma pessoa nunca deve ir além para agradar o parceiro, isso só trará caos e frustração ao relacionamento. Um casal que se ama de verdade respeita um ao outro, compreende que não deve exigir mais do que é possível dar e aceita isso com serenidade. Ultrapassar as barreiras do outro por egoísmo é uma forma de jogo, e não de amor real.”

A ideia do casamento é a união de duas pessoas diferentes que farão de tudo para se adequar uma a outra. Qualquer extremo é prejudicial, seja para ter uma vida pessoal separada da relação ou ao controlar o que o parceiro é, faz e quer.

“Para que os limites sejam traçados sem egoísmo é preciso pensar em doar 50% e receber 50%; é preciso dialogar e dizer o que pensa, conversar sobre o que não concorda, negociar, traçar metas. Afinal, uma vida de casal deve ser vivida a dois, e a postura de solteiro deve ceder espaço para o acolhimento de quem se ama”, completa a psicóloga.

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