eb3c52f78ce3362254213324871c7984 Redes sociais e o perigo da falsa felicidade - Universal.org

Redes sociais e o perigo da falsa felicidade

Por Andre Batista / Imagem: Reprodução Instagram @neymarjr

Mais de 3 milhões de pessoas curtiram a foto de uma roupa jeans que o jogador de futebol Neymar postou em sua conta no Instagram, mais de 60 mil comentaram essa mesma imagem. Outros 3 milhões curtiram a foto de um relógio, sendo que 64 mil comentaram ali. Já a foto dos óculos de sol chegam a quase 4 milhões de curtidas. E é assim que o craque ganha ainda mais dinheiro.

Um levantamento publicado no jornal espanhol Mundo Deportivo mostra que quase todas as celebridades do esporte vendem postagens em suas redes sociais. O destaque vai justamente para Neymar, que, de acordo com a pesquisa, cobra 459 mil euros por cada post, o equivalente a mais de 1,8 milhão de reais. Ou seja: somente para publicar as fotos com aquela blusa, aquele relógio e aqueles óculos, a conta bancária de Neymar pode ter engordado cerca de 5,4 milhões de reais.

Evidentemente nem Neymar, nem as outras celebridades nem as marcas que os patrocinam estão erradas em realizar esse tipo de negócio. É rentável para ambos: uns recebem produtos e dinheiro, outros recebem publicidade, propaganda de pessoas famosas e admiradas no mundo inteiro.

Erradas estão as pessoas que acreditam que aquela vida é de verdade. E não são poucas.

Um estudo realizado pela Real Sociedade de Saúde Pública do Reino Unido e pela Universidade de Cambridge (Inglaterra) constatou que as pessoas que dedicam duas horas diárias às redes sociais tendem a desenvolver problemas de autoestima, desregulamento das horas de sono, medo de ser excluído de eventos sociais, estímulo ao assédio e a agressões digitais, aumento de ansiedade, desenvolvimento de sintomas depressivos e sensação de solidão.

“Esses jovens estão mais propensos a sofrer problemas de saúde mental, sobretudo angústia e sintomas de ansiedade e depressão”, afirmam os pesquisadores.

Grande parte desses problemas nascem da comparação realizada pelas pessoas. Por exemplo: “Esse hotel em que o Neymar está é um sonho, pena que eu não possa pagar para estar no mesmo lugar”. Esse sentimento é alimentado a cada nova foto, a cada novo vídeo, e as pessoas perdem o discernimento entre o que é real e o que é simples propaganda: a venda de uma falsa felicidade.

A mentira das redes sociais evidencia-se justamente nisso: Quantos são os famosos que postam dezenas de imagens felizes, utilizando produtos caros, comendo nos melhores restaurantes, mas que, na verdade, são infelizes? Muitos deles não conseguem sustentar um relacionamento amoroso, afastam-se de suas famílias, usam drogas e até cometem suicídio. Enquanto passam por transtornos que todos os seres humanos enfrentam, o público acredita nas redes sociais.

“Segundo pesquisas, o brasileiro é vice-campeão em ficar mais tempo na internet. São 4 horas diárias envolvido em atividades como jogos, bate-papos, estudo e redes sociais. E, justamente as redes sociais que têm gerado as maiores mudanças no comportamento humano”, afirma a escritora Núbia Siqueira. “Todos já devem ter visto o grande número de pessoas que vivem iludidas nas redes sociais, pois a vida que elas mostram pelas fotos é bem interessante, mas a vida real é sem graça.”

Portanto, não acredite em tudo o que as redes sociais te mostram. Não seja mais um dos iludidos que perdem autoestima por não viverem de acordo com as imagens postadas pelas celebridades. Antes, busque a felicidade verdadeira, real, que só pode ser encontrada em Deus. Tem dúvidas sobre como fazer isso? Visite hoje mesmo a Universal mais próxima de sua casa e descubra como ser feliz.

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