Quando um acidente é capaz de libertar

Por Maiara Máximo / Fotos: Demetrio Koch e Arquivo pessoal

No dia 9 de abril de 2014, o jovem Cássio Soares de Lima (foto), hoje com 23 anos, sofreu um grave acidente de bicicleta. Uma van escolar avançou o farol, que ainda estava com a luz amarela, e bateu na bicicleta que ele pedalava. Ele foi arrastado por cerca de 20 metros. Caído no chão, ele ficou acordado por cinco minutos, tempo suficiente para avisar onde morava. Em seguida, desmaiou. “Quando acordei, eu já estava no hospital cheio de tubos. Eu não lembrava o que tinha acontecido”, declara.

O jovem teve traumatismo craniano e seis costelas quebradas. Os rins, o pulmão, o tórax, o baço e o intestino foram perfurados. Em situação gravíssima, já que ficou entre a vida e a morte, ele ainda sofreu três paradas cardíacas.

Cássio ficou em coma induzido por sete dias e passou 41 dias internado no hospital. Ele passou por sete cirurgias e os médicos fizeram tudo que foi possível para salvar a vida dele. Cássio recebeu alta e foi informado pelo médico que seu intestino ficaria exposto. “Eu não queria sair do hospital com aquilo para fora, mas não teve jeito”, conta.

A partir daquele momento, Cássio teria de continuar o tratamento em casa e ficaria na fila de espera para poder realizar a operação de reconstrução do intestino. O tempo de espera previsto para fazer o procedimento era de cinco anos.

Enquanto isso, ele usaria uma bolsa especial para coletar as fezes. Para isso, ele passou por uma colostomia, que consistiu na abertura da parede abdominal chamada estoma e de que fosse ligada nela uma terminação do intestino pela qual as fezes e os gases puderam ser eliminados. A higienização da bolsa era feita diariamente e a troca realizada no hospital de três em três meses.

Vício

Como se não bastasse o problema de saúde, Cássio ainda era viciado em drogas e álcool desde a adolescência. A dependência química o levava a deixar a família desassistida e sem condições de sobreviver com dignidade. Sua esposa, Ingrid de Lima Barros, de 25 anos, e seu filho, Heitor Gabriel de Lima Soares, de 11 meses, passavam por dificuldades por causa do vício dele. “Cheguei a negar R$ 2 para minha esposa, que na época estava grávida, para que eu pudesse comprar droga”, diz.

Depois do acidente, os médicos o alertaram para os riscos de usar drogas na situação em que ele se encontrava. Cássio ficou exatamente um ano sem usar nada, mas depois voltou a usar ainda mais e com maior frequência. “Eu ia para a balada com a bolsa de fezes e usava drogas, bebia e não me importava”, afirma.

A cura

Cássio já esperava pela cirurgia de reconstrução do intestino há um ano e meio quando recebeu o convite de um obreiro para participar de uma reunião na Universal. No começo, ele não acreditou que Deus pudesse curá-lo. “Eu não levava muito a sério, mas o obreiro insistia em me ajudar e falava que Jesus podia me curar. A princípio resisti, mas ele insistiu e acabei indo. Confesso que ali senti a presença de Deus”, lembra.

Cássio começou a frequentar as reuniões de cura e o grupo Força Jovem Universal (FJU). Enquanto fazia os propósitos e votos com Deus, ele foi surpreendido pela notícia de que a cirurgia, que aconteceria dentro de alguns anos, foi autorizada em apenas cinco meses. “Vi Deus operando o milagre. Realizei o procedimento, hoje estou curado e sem nenhuma sequela. Devo tudo isso a Jesus e à fé que tive nEle”, finaliza Cássio.

O jovem está curado e liberto das drogas. Hoje ele desfruta de uma vida normal, e quem olha para ele não acredita que passou por tudo isso. São histórias como essas que mostram que Deus faz milagres e transforma vidas.

Muitas pessoas fazem e recebem orações para tratar doenças incuráveis nas reuniões de cura e libertação da Universal. As correntes acontecem todas as terças-feiras, em todo o Brasil. Veja o endereço da Universal mais próxima em universal.org/enderecos e participe dos encontros.

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