Quando a fé é superior aos riscos de uma grave cirurgia

Por Maiara Máximo / Fotos: Karen Caldeira, Arquivo Pessoal e Fotolia

A promotora de merchandising Cláudia Álamo, de 34 anos, nasceu com uma insuficiência cardíaca congestiva, que ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo. A doença é conhecida como inchaço no coração.

Os médicos informaram para a mãe de Cláudia, que tem histórico de infartos na família, que uma cirurgia seria necessária para a correção do problema, mas sinalizaram que a operação era bastante arriscada. A mãe dela decidiu não enfrentar os riscos na ocasião. Com o passar dos anos, entretanto, o problema foi se agravando.

Cláudia teve três princípios de infarto nos anos de 2007, 2009 e 2012. “Eu não queria fazer nenhum tipo de cirurgia, pois não tinha certeza de que conseguiria sobreviver ao procedimento. Meu coração estava inchado, quase atingindo o meu pulmão. Eu sabia que era arriscado. Confesso que preferia morrer a qualquer momento do que passar por uma cirurgia tão delicada”, relembra.

Em 2014, o problema estava aparentemente estabilizado até o momento em que Cláudia começou a apresentar baixo peso. No mês de agosto daquele ano, ela passou de 50 quilos para 36 quilos. Ainda assim, ela não quis se submeter a nenhum procedimento médico.

Meses depois, em novembro do mesmo ano, Cláudia começou a se sentir mal durante o trabalho. Ela foi encaminhada para o hospital mais próximo e foi diagnosticada com anemia profunda. “Eu estava quase com leucemia, perdi muito sangue. Minha urina era escura, fiz vários exames, pois tinha algum sangramento que os médicos não sabiam de onde estava vindo. Ao ler os resultados dos exames, a médica viu que o problema cardíaco estava causando o sangramento.”

Por causa da gravidade da situação, ela foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em dezembro, finalmente passou pela cirurgia para reparar a válvula do coração.

No total foram 47 dias de internação. O corpo fragilizado de Cláudia começou a apresentar outros problemas. “Eu peguei pneumonia, tive bactérias que se alojaram no pulmão. Meus rins pararam e eu não tinha pulsação. Os aparelhos garantiam a minha sobrevivência.”

Cláudia entrou em coma, mas lembra que conseguia ouvir o que os médicos falavam. “Eles achavam que eu estava morta. Eu ouvia quando eles falavam ‘será que ela passa de hoje?’”

Além disso, Cláudia ouvia as reações de outros pacientes da UTI. “Eu os ouvia gritando, pedindo ajuda, pois estavam morrendo. Isso me deixava apreensiva.”

Milagre

Ela já conhecia a Universal, frequentava as reuniões e sabia que somente Deus poderia mudar aquela situação.

Foi quando um obreiro, a pedido da mãe de Cláudia, passou a visitá-la no hospital. Ele sempre levava a gota do milagre, ungindo-a e determinando a cura de Cláudia.

Ela se recorda de que muitos familiares queriam desligar os aparelhos, pois não acreditavam que um milagre pudesse acontecer. Diante de tantas complicações, os médicos já estavam descrentes. Foi quando a fé de Cláudia mostrou ainda mais força.

No dia 18 de dezembro, a promotora, que já tinha saído do coma, recebeu alta. Com 36 quilos e com a traqueia aberta, ela foi para casa andando com dificuldade. A recomendação médica incluiu a continuação do tratamento, além de cuidado e repouso totais.

Os meses se passaram e Cláudia seguiu lutando nas correntes de cura da Universal. “Em fevereiro de 2015 eu já estava trabalhando novamente. Ganhei peso e hoje estou aqui para dizer que morri, mas tive o privilégio de voltar e contar que nada é impossível para Deus”, afirma. Hoje, Cláudia está totalmente curada.

Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

Segundo o médico Laercio Natal Fonseca Júnior, cardiologista da Clínica Megamed, a insuficiência cardíaca congestiva ocorre quando o coração não bombeia sangue suficiente para o resto do corpo. É uma doença progressiva, geralmente desencadeada após lesão miocárdica (infarto miocárdico), doenças valvares e hipertensão arterial ou infecções (virais ou bacterianas).

Nos primeiros estágios, a insuficiência cardíaca pode não apresentar nenhum sintoma. Alguns indivíduos sentem fadiga ou falta de ar. Os fatores de risco para o desenvolvimento da insuficiência cardíaca incluem:

  • Pressão arterial alta (hipertensão)
  • Ataque cardíaco (infarto do miocárdio)
  • Válvulas cardíacas anormais
  • Aumento do coração (cardiomiopatia)
  • Histórico familiar de doença cardíaca
  • Diabetes

  • O tratamento é feito com medicações e modificações de hábitos alimentares, dentre outros cuidados. Em casos graves, é necessária a implantação de marcapassos ou até mesmo a realização do transplante cardíaco. Segundo os médicos, não há cura e sim tratamento para retardar sua evolução natural (que caminha para a insuficiência cardíaca).

    A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente. Caso queira participar de um dos encontros, às terças-feiras, por exemplo, acontece a Reunião da saúde restaurada. Direcionada a quem sofre com um doença, dores ou problemas de saúde persistentes. Participe! No Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de você. Acesse: universal.org/enderecos.

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