Rede aleluia
O que você não sabe sobre a chikungunya
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
Recife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCabo FrioCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta Redonda
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão João da Boa VistaSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
BlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 27 de setembro de 2020 - 00:05


O que você não sabe sobre a chikungunya

Doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti provoca fortes dores nas articulações, pode se tornar crônica e até levar à morte. Saiba mais sobre a enfermidade

O que você não sabe sobre a chikungunya

Enquanto o novo coronavírus domina o noticiário e as rodas de conversa, outras enfermidades continuam a afetar os brasileiros. A chikungunya é uma delas. A doença causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti teve mais de 48.300 casos prováveis notificados entre janeiro e junho deste ano, segundo dados do Ministério da Saúde.

A região Nordeste foi a mais atingida, com incidência de 48,3 casos/100 mil habitantes. O Estado da Bahia concentrou cerca de 45% dos casos prováveis. Por isso, o combate ao mosquito Aedes aegypti deve ser mantido durante todo o ano.

A chikungunya é conhecida como uma doença que provoca fortes dores articulares e musculares, febre aguda e dores de cabeça.

Entretanto uma pesquisa recente mostra que o vírus também pode ter manifestações mais graves ao infectar o sistema nervoso central e comprometer as funções motoras.

O estudo feito por uma equipe internacional de pesquisadores com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) revela que a doença também pode matar jovens saudáveis. “Além da possibilidade de o vírus infectar o sistema nervoso central, identificamos também que a letalidade da doença é maior em adultos jovens e não em crianças ou idosos, como se costuma prever em surtos da doença”, afirmou à Agência Fapesp William Marciel de Souza, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) e coautor de artigo publicado na revista Clinical Infectious Diseases.

A pesquisa foi feita com base em dados de pacientes que morreram durante o maior surto da doença nas Américas, ocorrido no Estado do Ceará, em 2017, quando foram registrados 105 mil casos suspeitos e 68 mortes. Os pesquisadores descobriram que a grande maioria dos infectados que morreram teve lesões no sistema nervoso central.

Articulações
Outra má notícia é que a chikungunya pode se tornar crônica em 50% dos casos. Isso significa que as dores nas articulações podem se prolongar por meses e anos, o que compromete a qualidade de vida dos pacientes. Com base nisso, pesquisadores da Fiocruz Bahia fizeram um estudo para identificar características que podem indicar os pacientes que têm maior probabilidade de desenvolver dores nas articulações a longo prazo, problema conhecido como artralgia crônica.

De acordo com a pesquisa, cinco características indicam a possibilidade de artralgia crônica: ser do sexo feminino, ter hipertensão, ter edema na pele e dor retro-ocular durante a infecção e idade superior a 26 anos, conforme informações publicadas na Agência Fiocruz de Notícias.

O prognóstico é importante para rastrear pacientes que vão precisar de cuidados especiais, propiciar tratamento precoce e orientar políticas públicas. A pesquisa foi feita a partir do monitoramento de pacientes diagnosticados com a doença, entre 2016 e 2018, na Bahia e no Ceará. Depois, os dados foram validados em grupo de pacientes do município de Feira de Santana (BA). Agora que você já tem boas informações, vamos combater a proliferação do mosquito da dengue? E, se tiver sintomas da doença, procure uma unidade de saúde o quanto antes.


O que você não sabe sobre a chikungunya
  • Rê Campbell / Arte: Edi Edson 


reportar erro