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Notícias | 16 de Janeiro de 2021 - 11:28


O que o Brasil precisa aprender com o caos no Amazonas

Colapso na saúde do estado revela um problema ainda pior. Entenda

O que o Brasil precisa aprender com o caos no Amazonas

Nos últimos dias, os noticiários foram tomados pela situação da saúde no Amazonas, onde os hospitais entraram em colapso, estão superlotados e falta, inclusive, oxigênio. O Hospital Universitário Getúlio Vargas é o local onde a situação é ainda mais crítica. Por lá, pacientes de uma ala inteira morreram asfixiados por falta de cilindros de oxigênio.

Até o momento, o estado registra 5,9 mil mortes e 223 mil infectados pelo novo coronavírus.

Diante da difícil situação no Amazonas, milhares de pessoas utilizaram as redes sociais para acusar o Governo Federal, na pessoa do presidente Jair Bolsonaro, por ser responsável pela situação que acomete o estado. 

Contudo, o que muitos não se lembram é que o Governo Federal destinou verba ao estado do Amazonas para o combate à pandemia de COVID-19. Segundo a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, em 2020, o Estado destinou R$1,9 bilhão para saúde e R$8,9 bilhões para o estado e seus municípios. Além das dívidas que somavam R$679 milhões, que foram perdoadas. 

Mas em meio à crise de saúde, o estado também teve de lidar com a crise de corrupção e foi a população quem pagou o preço. Com a verba destinada pelo Governo Federal, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), comprou, em uma loja importadora de vinhos, 28 ventiladores pulmonares para tratar os infectados pela COVID-19.

Esses ventiladores custaram R$2,9 milhões e o valor equivale a até quatro vezes o preço do mesmo aparelho vendido no Brasil e no exterior. 24 respiradores da marca Resmed custaram R$104,4 mil cada um. O mesmo aparelho é encontrado no Brasil por pouco mais de R$25 mil. E para agravar ainda mais a situação, os aparelhos foram considerados inadequados para os pacientes da COVID-19.

A compra desses respiradores levaram o governador do estado a ser alvo da Polícia Federal. Em junho de 2020, Wilson foi alvo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Sangria, que investigava a compra dos aparelhos.

Na ocasião, a secretária de Saúde de Manaus, Simone Araújo de Oliveira Papaiz, foi presa pelas supostas fraudes e desvios na compra desses respiradores. A primeira fase da operação prendeu 8 pessoas. 

Em outubro de 2020, o vice-governador, Carlos Almeida, também foi alvo de buscas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, na segunda fase da Operação Sangria, que tinha 5 pessoas como alvo da operação. 

Carlos, segundo a investigação, teria grande influência na gestão da Secretaria de Saúde. Ele responde investigação por direcionar sobrepreço e superfaturamento na aquisição de respiradores; organização criminosa; lavagem de dinheiro; montagem de processos e adulteração de documentos, que tinham como principal objetivo encobrir os crimes praticados.

A má gestão e desvio de verba pública, no entanto, é prática velha no estado, muito antes da pandemia causada pelo novo coronavírus. Desde 2016, o Ministério Público Federal investiga supostos crimes, que desviaram mais de R$100 milhões em recursos públicos.

Repercussão 

A deputada federal Bia Kicis, que também foi alvo de acusações na internet, usou uma rede social para se manifestar sobre o que tem acontecido. “Estamos sofrendo ataques abomináveis por parte de gente mentirosa, tosca e que aponta o dedo pra [sic] quem não tem responsabilidade pelo caos, mas não aponta o dedo para governantes corruptos e negligentes”, afirmou a parlamentar.

Em um vídeo de mais de quatro minutos, a deputada federal Carla Zambelli destacou que “o governo Bolsonaro não tem culpa, porque a gestão, o planejamento do estado é responsabilidade do estado” e que “85% dos leitos de UTI foram desativados entre julho e outubro do ano passado”, no Amazonas e que “agora fazem falta”.

O presidente Jair Bolsonaro também se pronunciou sobre o assunto. Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, o presidente reiterou que “é hora da população se unir para o bem” e que “tem pessoas em Manaus morrendo como se estivessem morrendo afogados”. 

Além disso, o presidente também reiterou que uniu forças para ajudar o estado e que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi ao estado, na semana passada, onde passou três dias. 

“E o que foi feito de imediato?  Usou a nossa Força Aérea para mitigar o problema. Aviões das Forças Aéreas levaram cilindros para lá”, destacou o presidente, que reiterou outras medidas do Governo Federal.

“Nós determinamos que a Camex (Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior) zerasse os impostos de cilindros de oxigênio. Estamos fazendo tudo o possível”, afirmou o presidente.

A Força Aérea Brasileira (FAB), também tem auxiliado nas medidas de socorro ao Amazonas. Na manhã desta sexta-feira, a FAB começou a transportar pacientes de Manaus para Teresina, no Piauí, para realizar tratamento. Outra aeronave, decolou à noite de Manaus para São Luís, no Maranhão com 12 pacientes. E outros voos estão programados para João Pessoa, na Paraíba, Brasília, no Distrito Federal e Goiânia, em Goiás.

“Escolho odiar”

Infelizmente, muitas pessoas não veem – ou não querem enxergar- os fatos e fazem parte de uma massa de manobra formada por pessoas que tecem comentários, sem, ao menos, se inteirar dos fatos.

Como foi o caso da internauta Rita Velloso, que compartilhou uma foto de uma cabeça do presidente em uma lixeira com a legenda: “Agora, escolho odiar. Chega. Um canalha, bandido, bastardo. Te desejo uma morte lenta e dolorosa. E sem redenção, idiota”. 

Essa revolta não atinge apenas anônimos. Políticos  também têm se aproveitado para atacar o presidente. Nesta sexta-feira, o governador de São Paulo, João Doria, por exemplo, chamou o Jair Bolsonaro de “facínora”. 

“Em outro país isso talvez fosse classificado como genocídio”, disse Doria, em coletiva de imprensa.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) também se pronunciou. Ele usou sua conta no Twitter para dizer: “Impeachment ou morte”. Uma frase dúbia, que gerou inúmeras críticas e que o fez apagar o que escreveu.  

Por outro lado, enquanto políticos e alguns artistas fazem da situação uma forma de ganhar holofotes, convocando panelaços, que em nada resolverão o problema, há pessoas engajadas em ajudar de alguma forma.

O cantor Gustavo Lima, fretou um um Boeing para levar cilindros de oxigênio ao estado. Segundo ele, foram colocados o máximo de cilindros que cabiam na aeronave. “Tenho certeza que esses cilindros vão salvar muitas vidas”, disse ele.

A Universal também tem auxiliado neste momento. Mais de 1.200 voluntários tem se disponibilizado em uma mega ação humanitária no local. Voluntários têm utilizado seus automóveis particulares para levar cilindros de oxigênio a todos os cantos do estado.

Neste domingo (17), eles saíram da capital, Manaus, em direção à cidade de Itacoatira, no interior do estado. A cidade está localizada a 275km de distância da capital e deve abastecer as demais cidades da região.

Além disso, a os voluntários também tem levado alimentos, EPI’s e, sobretudo, uma dose de força e fé aos profissionais da saúde, pacientes e seus familiares.

Portanto, neste momento, é prudente analisar antes de ser massa de manobra de quem quer instaurar o caos no País. Ademais, diante de tristes informações sobre os esquemas de corrupção no estado do Amazonas é prudente dizer que o brasileiro precisa, de uma vez por todas, entender que a corrupção também mata.


O que o Brasil precisa aprender com o caos no Amazonas
  • Rafaela Dias / Foto: Divulgação - Força Aérea Brasileira  


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