Notícias | 29 de Março de 2021 - 20:30


#FiqueEmCasa? E quem paga as contas?

Número de brasileiros em extrema pobreza aumenta durante quarentena

O Domingo Espetacular (Record TV) exibiu, no último domingo (28) uma reportagem especial sobre as consequências da quarentena para famílias brasileiras de baixa renda. O jornalista Roberto Cabrini visitou a periferia para mostrar de perto a realidade dessas famílias.

São milhões de pessoas que perderam os empregos devido às medidas de isolamento social. De crianças a idosos, o número de brasileiros passando fome segue crescendo a cada novo dia em que a rigorosa quarentena permanece em vigor.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego bateu recorde histórico em 2020, chegando a 13,5%. São mais de 20 milhões de pessoas sem emprego.

Ainda segundo o IBGE, a maioria das pessoas que perderam seu trabalho não recebem qualquer valor para o sustento. Em novembro de 2020, por exemplo, 99,6% das pessoas afastadas do trabalho devido à crise causada pela pandemia não recebem um real sequer. Ademais, 19,6% dos trabalhadores que conseguiram manter o emprego tiveram a remuneração diminuída.

Uma das principais instituições de ensino do Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizou um estudo que aponta que, entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021, cerca de 17,7 milhões de pessoas passaram para baixo da linha da pobreza. Anteriormente eram 9,5 milhões de pessoas nessa situação. Agora são 27,2 milhões (12,8% da população brasileira).

Todas essas pessoas sobrevivem com menos de R$ 250 por mês, sendo que a maioria precisa pagar aluguel, água, luz e alimentação para si e seus filhos.

Mas o lockdown funciona?

Ninguém sabe. Embora grande parte da mídia e alguns governantes destaque o lockdown como única maneira de impedir o avanço da pandemia, a verdade é que não há dados científicos suficientes que atestem essa tese. Quem explica é o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro:

“Não existe consenso da Literatura [Médica] em relação ao lockdown. Desculpe, mas não existe consenso. Não existem estudos que provem que o lockdown tem um efeito melhor do que a proteção dos vulneráveis, o uso de máscara, o distanciamento social, enfim, medidas de restrição preservando a liberdade das pessoas”.

Em entrevista à CNN, Ribeiro ressaltou que “o CFM tem uma obrigação legal. Nós somos a entidade maior da medicina brasileira. O CFM é a maior entidade reguladora médica do mundo. Não existe, no mundo, um país que tenha 530 mil médicos registrados numa única entidade médica. Então a nossa responsabilidade é imensa”.

De acordo com ele, “não existe nenhuma entidade médica no Brasil que se guie mais pela Ciência do que o CFM. Até pelas atribuições legais que nós temos”. E a obrigação da Ciência é questionar, investigar. Não aceitar opiniões como fatos inquestionáveis.

A questão, ainda segundo Ribeiro, é que, cada vez que o CFM explicita a necessidade de estudar melhor as ações que estão sendo tomadas para o combate à pandemia, parte da imprensa subjuga os próprios cientistas.

“Quando nós questionamos alguma coisa, como, por exemplo, ‘será que o lockdown tem efeitos melhores do que medidas restritivas?’, nós somos taxados de bolsonaristas, negacionistas, terraplanistas”, afirmou o médico. “Tem certos assuntos que não podem ser proibidos. Nós temos que discutir sem a polarização política que existe hoje no Brasil, que está fazendo tanto mal à população brasileira […] “Nós nos baseamos na Ciência. Por mais que parte da mídia nos critique por causa disso, nós nos baseamos na Ciência”.

Ajude!

Recentemente, a economista Camila Abdelmalack contou ao programa “Fala que eu te escuto” que “a economia está sofrendo contração, o que significa que aumenta o número de desempregados. Quanto mais pessoas desempregadas, menos dinheiro temos na economia, e maior é a pobreza”.

Dessa maneira, torna-se imprescindível que, quem tem condições financeiras, auxilie aos mais necessitados. Entendendo isso a Universal, por meio do grupo Unisocial, está recolhendo alimentos não perecíveis para realizar doações.

No último fim de semana foram doadas 59.659 mil cestas básicas em 14 estados brasileiros, auxiliando quase 180 mil pessoas. O Bispo Renato Cardoso explicou, durante o programa “Inteligência e Fé”, que este é um momento em que todos precisam colaborar:

“Nós estamos motivando as pessoas a ajudarem porque é um momento de união, é um momento de unir forças. Não de dividir, de criticar. Nós queremos fazer um apelo aos empresários, aos donos de supermercado, às pessoas que têm condições financeiras. Não importa se você é evangélico, católico, se você é ateu, não importa. Deus tem te dado condições para você e sobra. E Deus nos tem dado pessoas pessoas voluntárias que têm o coração do tamanho do mundo para ajudar, para se esforçar, para ir nas comunidades e fazer um trabalho voluntário gratuito”.

É a ponte ideal para todos que podem doar o alimento, mas não podem ir até a pessoa que necessita da doação. Os voluntários da Universal estão prontos para levar as doações a quem está, realmente, precisando.

“Se você pode doar alimento, kit de higiene, cesta básica, leve até uma Universal”, orientou o Bispo. “Nós vamos garantir que esse alimento chegue às casas mais necessitadas. Nós não damos aleatoriamente, nós verificamos in loco se a pessoa está realmente precisando. Nós vamos na casa da pessoa, verificamos a necessidade e entregamos para quem realmente precisa”, falou o Bispo.

Toda doação – por menor que possa parecer ao doador – é capaz de salvar vidas. Clique aqui e saiba qual o endereço mais próximo de uma Universal para realizar a doação.

Você também pode realizar doação financeira clicando aqui. Colabore!


  • Andre Batista / Foto: Getty Images