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Notícias | 12 de maio de 2019 - 00:05


“Eu já tinha me conformado em morrer dessa forma”

A realidade que a artista plástica Vanessa Menezes conheceu foi a depressão: a mãe e a avó também tiveram esse problema

A artista plástica Vanessa Menezes Loiola, de 44 anos (foto abaixo), pós-graduada em poéticas visuais, precisou lidar com a depressão desde criança. “Minha avó era depressiva e minha mãe também”, conta. Ela acabou não conhecendo a avó porque ela se suicidou quando sua mãe ainda era criança. Depois, conviveu com a mãe que tomava muitos remédios controlados para depressão e ansiedade e, ainda na infância, também se tornou depressiva. “Era a única realidade que eu conhecia. Eu já tinha me conformado em morrer dessa forma”, declarou.

Histórico
Vanessa afirma que sua infância foi traumática. Ela sofreu com a separação dos pais. Foi nesse momento, quando tinha entre 6 e 7 anos, que os sintomas de depressão se manifestaram. Os anos passaram, mas sua situação não foi amenizada. “Tive uma adolescência conturbada. Por conta da depressão, de uma forma inconsciente, me colocava em situações de risco, como, por exemplo, fugir de casa.”

Sem ânimo
Vanessa relata que não conseguia sentir alegria nem prazer em nenhuma atividade que realizava. “Filmes, livros, baladas, barzinhos, festas, fazia de tudo para distrair minha dor, mas os sintomas foram piorando e as tarefas mais simples se tornaram difíceis. Arrumar o quarto, lavar a louça ou organizar um cômodo da casa, que levaria 15 minutos, tomava horas ou o dia inteiro. Parecia que eu só conseguia fazer as coisas em câmera lenta, pois não tinha forças.”

No auge da depressão, Vanessa não se interessava mais nem por si mesma. “Ia dormir e acordava mais cansada do que tinha deitado. Nem a comida tinha gosto. Não sorria mais, não queria me aproximar de ninguém, mas apenas ficar sozinha em casa. Meu corpo estava no paraíso, mas minha alma estava no inferno”, confessa.

Mudança
Certa noite, ela assistiu a uma programação da Universal na TV que lhe fez reagir. Então, decidiu ir a uma das reuniões na Igreja. Desde então, tudo mudou em seu interior. “Hoje, sei o que é sentir alegria de viver. A Vanessa do passado estava presa nos grilhões do inferno, mas a Vanessa de hoje se libertou, é feliz e abençoada. Tenho a alegria da Salvação dentro de mim”, finaliza.


  • Flavia Francellino/ Fotos: Fotolia e Cedida 


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