Rede aleluia
Até onde você  iria por sua mãe?
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
Recife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta RedondaCabo Frio
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão João da Boa VistaSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
BlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 7 de Maio de 2019 - 10:15


Até onde você iria por sua mãe?

Conheça a história de filhos que lutaram para ajudar suas mães a superar diferentes desafios. A fé, o respeito e o carinho foram fundamentais em todas as situações

Até onde você  iria por sua mãe?

O costume de homenagear as mães em uma data especial é antigo. No Brasil, um decreto assinado em 1932 instituiu o segundo domingo de maio como o Dia das Mães. É nesse dia que muitos brasileiros compram presentes e se reúnem para celebrar a vida de suas mães. A data é a segunda mais importante do comércio.

Será que dar um presente é o máximo que um filho consegue fazer por sua genitora? Nesta reportagem, você conhecerá relatos de filhos que estavam diante de um grande desafio e decidiram lutar por suas mães. Com isso, eles mostram que as mães merecem mais do que apenas um dia de dedicação. Quer conhecer essas histórias inspiradoras? Continue lendo.

A infância de Pâmella Kelly Santos dos Santos, de 29 anos (foto a esq.), foi marcada por desentendimentos entre seus pais. Ela conta que se preocupava muito com sua mãe. “Meu pai bebia, era ciumento e agressivo. Ele brigava com minha mãe, ela ia embora de casa e depois voltava”, diz ela, que é de Salvador, na Bahia.

Apesar do clima tenso em casa, Pâmella afirma que confiava que tudo melhoraria. “Eu era uma criança, mas orava e pedia a Deus que me ajudasse.” Ela revela que aprendeu a usar a fé ainda pequena. “Até os seis anos, minha mãe me levava à Escola Bíblica Infantil (EBI), mas depois ela se afastou da Universal.”

Após muitas brigas, a mãe de Pâmella saiu de casa. Entretanto a situação não melhorou. Maria Edilene Vieira Santos, de 52 anos (foto a esq.), resume como era aquela época: “eu comecei a beber muito, todo fim de semana, de quinta-feira a domingo. Eu levava Pâmella aos bares e ela presenciava o meu sofrimento.”

Maria Edilene lembra que recebia conselhos da filha, apesar da pouca idade da menina. “Ela pedia para que eu não bebesse e dizia que não era bom. Algumas vezes, eu acordava depois de beber muito e ela estava ao meu lado.” Esse problema durou alguns anos.

Quando começou a estudar em uma nova escola, Pâmella descobriu uma Igreja Universal no caminho. Ela entrou para pedir conselhos ao pastor e logo passou a frequentar o local. Pouco tempo depois, ela tomou uma decisão: “fiz um propósito com Deus para que minha mãe voltasse ao Altar e deixasse o álcool”. Pâmella também havia convidado a mãe para ir à Universal, mas ela recusara a proposta.

Porém, passado um mês, a vida de Maria Edilene começou a mudar. “Eu passei a ter vergonha de beber. Ouvi os conselhos da minha filha e voltei a participar de reuniões da Universal. Lá, tive um encontro com Deus e consegui ver as coisas de forma diferente”, admite. Desde então, Maria Edilene nunca mais voltou a beber.

Hoje, Pâmella e Maria Edilene são voluntárias na EBI. “Nunca desisti da minha mãe. É muito gratificante contar com o apoio e a companhia dela. Às vezes, as pessoas almejam tantas coisas que esquecem o mais importante, que é viver, amar e demonstrar o que sentimos pelas pessoas que amamos”, conclui Pâmella.

Filho na fé
Adelaide Firmino, de 57 anos (foto acima), conta que passou por uma grande transformação de vida graças ao apoio do filho caçula. Ela explica que seus problemas começaram quando o pai de seus filhos abandonou a família. “Meus filhos eram pequenos quando meu ex-marido nos deixou. Nós vivíamos em uma casa de 320 metros quadrados e fomos morar em um apartamento de 48 metros quadrados em um bairro conhecido por ser violento”, diz ela, que é de Catanduva, no interior de São Paulo .

Para sustentar a família, Adelaide começou a trabalhar, mas explica que ficava preocupada com a situação das crianças. Ela dependia da ajuda de vizinhos para cuidar dos pequenos. “Eu não queria perder meus filhos para o mundo.” Para tentar combater suas angústias, ela frequentava uma igreja. Apesar disso, Adelaide não conseguia encontrar paz. “Eu era depressiva e tinha síndrome do pânico. Sofria muito por ter sido abandonada por meu ex-marido, fiquei doente e tive até que fazer cirurgia.”

Quando o filho dela, Thiago Penariol (foto a esq.), anunciou que tinha recebido um convite para ir a uma igreja, Adelaide se assustou ao descobrir que se tratava da Universal. Na época, ele tinha 18 anos. “Eu tinha insistido muito para que ele fosse à minha igreja, mas eu não gostava da Universal.” Contrariando a opinião da mãe, o jovem seguiu frequentando as reuniões. “Um dia, ele me contou que estava participando da Força Jovem e me convidou para ir a uma consagração especial. Eu fui para agradá-lo. Depois de um tempo, ele foi levantado a obreiro e eu fui novamente.”

Thiago Penariol, que hoje é Pastor e responsável pela Terapia do Amor em Taubaté, interior de São Paulo, lembra que aproveitava as visitas de sua mãe à Igreja Universal para transmitir a ela algumas palavras de fé. “No princípio, ela não deu ouvidos ao que eu dizia, mas eu sabia que a fé poderia transformá-la. Então, eu aproveitava as consagrações para aproximá-la de Deus.”

Adelaide conta que se surpreendia com a dedicação do filho à fé. “Durante as madrugadas, eu o via de joelhos dobrados, orando. No início, eu não entendia. Ele estava se preparando para ser pastor e eu e meu pai queríamos que ele saísse da igreja.” Entretanto ela relata que os esforços do filho deram resultado. “Fui abandonada e sofri por 17 anos. Eu era uma pessoa triste. Só superei tudo quando finalmente conheci a Palavra de Deus.”

Hoje, Adelaide diz com um sorriso nos lábios que é uma pessoa muito feliz. “Casei novamente e sou líder do grupo Calebe em Catanduva. Minha filha diz que temos um paizão na fé, o Thiago”, afirma ela, que tem mais duas filhas, Graziele e Lilian. Já o Pastor Thiago destaca a importância da fé na relação entre filhos e mãe, pois ela estimula a troca de ensinamentos. Segundo ele, o cuidado e o carinho devem ser mútuos. “Minha mãe tem a experiência de vida dela. Ela passou por lutas, dificuldades, e tem coisas a ensinar. E eu tenho uma experiência com Deus para ensinar a ela.”

Longe da mãe
Desde muito cedo, Patrícia Castro Borba, de 36 anos (foto a dir.), teve de se acostumar a viver longe dos pais. “Quando meus pais se separaram, eu fui morar com a minha avó.” Ela relata que sempre pensava em sua mãe e buscava forças na fé. “Frequento a Universal desde os três anos. Aos 11 anos, me batizei nas águas e comecei a ajudar na Escola Bíblica Infantil (EBI). Eu ensinava as crianças e aprendia também”, lembra ela, que hoje é coordenadora da EBI bloco Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

Patrícia costumava receber a visita da mãe duas vezes por ano. “Ela fumava, bebia, havia um clima horrível. Eu sempre fazia propósitos e orações pela família e levava fotos da minha mãe para orar por ela durante as reuniões.” Ela explica que sentia falta de uma relação mais próxima com sua genitora. “Eu não tinha referência de mãe. Quando chegava o Dia das Mães, eu entregava as lembranças da escola para a minha vó, pois não tinha uma mãe presente.”

Patrícia diz que fez orações por sua mãe por muitos anos. “Foram dez anos lutando. Minha mãe só foi à igreja depois que ficou doente.” Petrolina da Silva Pereira, de 60 anos (foto acima), lembra daquela época: “fui desenganada pelos médicos, eu achava que ia morrer e quis salvar minha alma. Eu tinha muitas dores no estômago. Fui à Universal após ver um programa na TV. Depois descobri que era a mesma igreja que a Patrícia e minha mãe frequentavam. Minhas dores passaram e eu já não tinha nada”, detalha.

Patrícia diz que, após ir à igreja, as atitudes de sua mãe mudaram. Ela deixou a bebida e o cigarro e se reaproximou da filha. “Minha mãe se entregou a Deus. Agora, nós estamos sempre em contato. Todo dia nós conversamos e eu mando uma bênção para ela, apesar de morarmos em cidades diferentes. Nossa relação é baseada em carinho, atenção e amor”, comemora.

Doença superada
Pamella Pandela, de 27 anos (foto a esq.), também usou a fé para ajudar sua mãe a superar uma série de doenças. Segundo ela, foram três anos de idas e vindas ao hospital. Pamella tinha apenas dez anos quando sua mãe ficou internada por um longo período. “Minha mãe tinha vasculite, pancreatite, tuberculose óssea, entre outras doenças. Ela também era depressiva. Por causa das internações, às vezes eu tinha que ficar na casa de parentes. Meu conforto era ir à igreja, onde encontrava apoio na EBI”, detalha ela, que hoje é coordenadora da EBI em Sinop, em Mato Grosso.

Apesar do sofrimento, Pamella diz que a fé a ajudava a superar os momentos longe da mãe. “Eu via meu pai e meus irmãos chorando, mas eu acreditava que íamos superar aquilo. Aprendi a confiar em Deus muito cedo.”
Certo domingo de maio, Pamella recorda que teve uma conversa marcante com sua mãe. “Era Dia das Mães e meu pai tinha me levado ao hospital. Eu corri para o quarto dela e a encontrei chorando. Então, lhe dei um abraço bem forte e disse que nós iríamos vencer.”

Maria Paula, de 63 anos, também se lembra daquela data: “foi muito marcante. A Pamella pediu para que eu não chorasse e disse que eu sairia logo do hospital para cuidar dela. Ela falou que não podia ficar sozinha e que havia pedido a Deus. No hospital, todos admiravam a fé dela.” Segundo Maria Paula, as palavras da filha foram decisivas. “Eu me perguntei o que eu estava fazendo no hospital e pedi que Deus me curasse.”

Prester a receber alta, Maria Paula teve algo inesperado. “Eu tive uma convulsão cerebral e chegou a notícia de que eu entrei em óbito.” Pamella, que estava no hospital, conta que não acreditou no diagnóstico. “As pessoas tentavam me consolar, mas eu tinha certeza que minha mãe estava viva. Alguns minutos depois, o médico retornou e disse que não podia explicar o que aconteceu, mas minha mãe estava viva. Esse milagre marcou minha vida”, admite Pamella, acrescentando que a mãe recebeu alta no mesmo dia.

Quando chegou em casa, Maria Paula pediu que Pamella e o filho mais velho jogassem os medicamentos no lixo. “O médico falou que minha mãe ia morrer em casa, então ela reagiu e disse que lutaria por sua vida. Assim, começamos a ver progresso dia após dia.”

Maria Paula se emociona ao falar da filha: “Pamella foi uma guerreira. Ela me deu forças e cuidou de mim. Hoje somos muito próximas e eu continuo na fé. As doenças não voltaram mais”, conclui.

Mães e fé
O Dia das Mães, além de ser uma data comemorativa, é um dia para fazer muito mais do que celebrar, como explica o Bispo Francisco Decothé ao citar que a Bíblia traz ensinamentos sobre o valor dos genitores. “Para os filhos eu passo o que está escrito na Bíblia, em Êxodo 20.12: ‘Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá’. Podemos aproveitar a data para abençoar as mães.”

As histórias mostradas acima têm algo em comum: os filhos se esforçaram para ajudar suas mães a enfrentar desafios. Questionado sobre o significado do cuidado entre os membros da família, o Bispo destaca o valor desse tipo de atitude: “é muito importante um parente lutar pelo outro e também é bíblico (1 Timóteo 5.8). A promessa de Deus é que todos vão servir a Ele, os que creem verão isto acontecer.”

A mãe do Bispo Decothé também enfrentou dificuldades. “Minha mãe teve câncer no útero e depois de fazer exames o médico disse que não teria cura. Ela entrou em desespero pelo fato de ter quatro filhos, mas pela fé foi curada e não tem nada hoje.”


Até onde você  iria por sua mãe?
  • Rê Campbell / Fotos: Fotolia, Mídia FJU/BA e Arquivo Pessoal  


reportar erro