Por que você deve se despedir do seu filho mesmo quando ele chora

Por Andre Batista / Imagem: Thinkstock

É normal que as crianças sejam apegadas aos pais, especialmente à mãe. O filho passou meses em segurança dentro dela; quando nasceu, recebeu aquele colo protetor e, nos primeiros dias de vida, foi a relação mais intensa que construiu. Naturalmente, o filho cresce apegado aos pais e aprender a se despedir deles é difícil.

Geralmente, quando vê a mãe ou o pai se distanciar, a criança chora. Entretanto, os pais precisam se distanciar em algum momento, quer seja para trabalhar, cumprir um compromisso ou simplesmente dormir.

Muitos pais, para não verem os filhos chorando, preferem sair de casa quando eles estão distraídos ou dormindo. Mas será que essa é a melhor opção?

Razão X Emoção

É doloroso ver o filho chorar. Mas o que acontece quando ele acorda e percebe que o seu protetor não está por perto? Certamente, ao procurar pelos pais e não os encontrar, sofre da mesma maneira. A única diferença é que os pais não estão vendo isso.

Os filhos precisam aprender a se despedir de seus pais, pois, eventualmente, eles descobrirão que aquela despedida é temporária. Logo a família estará reunida novamente.

O palestrante Renato Cardoso, responsável pela palestra Transformação Total de Pais e Filhos, explica que todo pai tem um instinto de salvador, assim, é extremamente desconfortável ver o filho em situação adversa. Mas, muitas vezes, isso é necessário.

“O pintinho ou qualquer filhote de pássaro tem que quebrar o ovo para nascer. O seu crescimento, enquanto incubado dentro do ovo, exige espaço. A única forma de continuar crescendo é sair do ovo. Aí começa a sua primeira luta: quebrar aquela casca com as próprias forças. É naquela luta que ele começa a desenvolver forças próprias, as quais precisará para sobreviver logo após nascer. Se alguém ‘ajudar’ e quebrar a casca do ovo para o filhote sair, estará na verdade prejudicando-o”, compara Renato. “Não é diferente com o ser humano. Às vezes eles têm de sofrer as consequências de seus atos, viver com suas decisões, lutar as suas lutas para poder crescer. E se tentarmos ajudar, estaremos na verdade prejudicando.”

Uma criança que aprende desde cedo, mesmo nas pequenas coisas, a lidar com a realidade – entrar na escola é necessário, os pais precisam trabalhar, ela precisa tomar banho, cortar as unhas é importante – aprende também, aos poucos, a ser forte e firme contra as adversidades.

“Amar requer que deixemos a pessoa amada guerrear as suas próprias guerras quando necessário”, conclui Renato.

Para entender melhor sobre o assunto, clique aqui e leia a opinião completa de Renato Cardoso.

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