Por que Jesus perguntou ao cego o que ele queria?

Por Andre Batista / Imagem: Thinkstock

Nas proximidades de Jericó, um cego pedia esmolas quando notou uma grande movimentação. Curioso, perguntou às pessoas o que se passava e ouviu dizerem que Jesus, o Nazareno, estava se dirigindo para a cidade. Nesse momento, mesmo sem saber a qual distância se encontrava Jesus ou qual daquelas pessoas era Ele, o mendigo clamou:

“Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim.”

Os seguidores do Filho de Davi, porém, repreenderam o cego, ordenando que se calasse. A resposta foi um grito ainda mais alto dele:

“Filho de Davi, tem misericórdia de mim.”

Jesus parou. Mandou que lhe trouxessem o cego e lhe perguntou:

“Que queres que te faça?”

“Senhor, que eu veja”, respondeu o pedinte.

“Vê; a tua fé te salvou”, afirmou Jesus.

O que queres?

Esse caso está relatado na Bíblia em Lucas 18.35-43. A maioria das pessoas que leem presta atenção ao milagre que foi realizado pelo Senhor. Poucos, porém, atentam para o fato do diálogo que Ele travou com o pedinte.

“Que queres que te faça?” – questionou o Senhor Jesus, mesmo já sabendo a resposta. Conhecendo todas as coisas e vendo que a aflição do homem derivava de sua cegueira, Ele sabia que o pedido do mendigo só poderia ser a cura dos olhos. Ainda assim quis ouvir da boca dele qual era o desejo.

De acordo com o bispo Edir Macedo, a resposta de Deus aos desejos do homem depende exclusivamente do próprio homem:

“Ele é um gentleman. Ele é uma pessoa gentil. Ele não impõe as coisas para nós. Ele não impõe a vontade dEle para a gente.” Portanto, para que Ele faça qualquer coisa por alguém, é preciso que essa pessoa expresse o desejo. “Ele não pode fazer nada porque a nossa vontade é soberana. Nem o diabo nem Deus podem impor alguma coisa para o ser humano, porque o homem, o ser humano, tem o direito de escolher o seu próprio caminho, independentemente de Deus ou do diabo.”

Não basta querer

Uma importante lição trazida pela passagem bíblica citada é que Deus quer ouvir do homem qual o desejo a ser atendido. Ele ajudará a pessoa, mas sem interferir em suas decisões. Portanto, se o homem quer algo, precisa dizer exatamente o que quer.

Outra lição do texto é que querer, simplesmente, não basta. O cego sempre quis enxergar, obviamente, mas a sua situação só mudou quando ele lutou para ir ao encontro de Deus. Contra a vontade de outras pessoas, ele clamou e se esforçou para ser ouvido. Ele agiu. Foi em busca de sua felicidade.

“A felicidade é um fruto, é o resultado de uma árvore que se plantou e ela dá os seus frutos, os frutos da felicidade. Os frutos da felicidade vêm quando você semeia essa árvore, quando você planta essa árvore”, destaca o bispo.

Ou seja, não basta querer algo. É preciso trabalhar para que isso aconteça. “A ação de Deus é proporcional à ação do homem. Quanto mais ele se dedica, mais respostas obterá. Então, se nós vivemos uma vida almejando a felicidade, primeiro nós temos que plantar e, naturalmente, essa árvore, essa semente, vai dar frutos da felicidade. Tudo depende da gente.”

Clique aqui e ouça o áudio completo da Palavra Amiga em que o bispo Edir Macedo explica a situação.

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