Por que devemos jejuar?

Por Jeane Vidal / Foto:Thinkstock

A prática do jejum não começou com os cristãos e, embora não tenha sido estabelecido por Deus, já era um costume do povo de Israel.

Quando Moisés subiu o Monte Sinai para receber de Deus as Tábuas da Lei – os Dez Mandamentos –, esteve em jejum durante todo o tempo de permanência lá:

“E esteve ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.” Êxodo 34.28

Quando os amonitas vieram contra o rei Jeosafá, ele apregoou um jejum em toda a Judá pedindo a Deus o livramento. E o Senhor respondeu: “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus.” 2 Crônica 20.15

Quando a rainha Ester decidiu ir até o rei Assuero para interceder pelo seu povo, abriu um jejum e pediu que o povo também o fizesse em favor dela, a fim de alcançar o favor do rei (Ester 4.16).

Esses são só alguns exemplos. Podemos ver que o jejum tanto tem a finalidade de santificar, de separar uma pessoa para Deus – como foi o caso de Moisés –, como também para interceder por alguém ou por uma causa – a exemplo do caso de Ester e do rei Jeosafá.

Como jejuar

No Novo Testamento, o maior exemplo de jejum é o do próprio Senhor Jesus, conforme o relatado no livro de Marcos, no capítulo 4, versículos 1 e 2: Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.”

Vemos então que o jejum também tem a finalidade de nos fortalecer espiritualmente para resistirmos e não cairmos nas tentações do diabo.

Jesus também nos orienta sobre como devemos proceder ao jejuarmos:

“E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” Mateus 6.16-18

Enfim, o objetivo do jejum é fortalecer o nosso espírito, pois se o nosso espírito está forte temos autoridade espiritual para repreender o mal. A exemplo do que aconteceu quando os discípulos não puderam expulsar o demônio do rapaz lunático. Quando ele foi levado ao Senhor Jesus, Ele repreendeu o espírito maligno, que saiu, e o rapaz ficou curado.

Intrigados com aquilo, os discípulos questionaram Jesus sobre o porquê de eles não terem conseguido expulsá-lo. Jesus respondeu: “... Esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” Mateus 17.21

Seja fiel

Em seu blog, o bispo Júlio Freitas esclarece que o jejum é feito sempre que se pretende alcançar algo superior. “Nós somos espírito, alma e corpo, e quando jejuamos, passamos a vigiar mais de perto os nossos pensamentos, sentimentos, palavras, atitudes e reações.”

O bispo ainda adverte: “Não se iluda, existem, sim, forças espirituais do mal que trabalham para nos desviar dos nossos objetivos, que tentam bloquear os nossos caminhos ou fechar as portas para que neguemos a fé no Senhor Jesus, dando as costas para a Verdade, e tentemos viver ou vencer do nosso próprio jeito. Mas seja fiel, jejue, vigie as suas palavras, pensamentos, sentimentos, atitudes e reações.”

Entretanto, o bispo Edir Macedo orienta que o jejum de alimento não deve ser feito por quem está em tratamento médico. Nesse caso, deve-se fazer outro tipo de jejum.

No dia 5 de junho próximo, começa o Jejum de Daniel, no qual, durante 21 dias, as pessoas abrem mão de informações seculares e qualquer tipo de entretenimento para se conectarem com Deus. Participe.

Para saber mais, clique aqui.

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