Osteoporose atinge mais de 10 milhões de brasileiros

Por Kelly Lopes/ Fotos: Fotolia

A osteoporose é uma doença assintomática, que causa enfraquecimento e porosidade nos ossos, e pode surgir com o envelhecimento. As principais causas da doença são a perda de cálcio ou a falta de vitamina D no organismo, que geram a perda de massa óssea. Isso pode causar um aumento do risco de fraturas até mesmo durante a execução de atividades simples do dia a dia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de brasileiros já foram diagnosticados com osteoporose. O público feminino é o mais afetado: uma em cada três mulheres com idade acima de 50 anos tem a doença.

Quem esclarece esse fato é o médico endocrinologista Sérgio Setsuo Maeda, diretor da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso). Quando a mulher entra na fase da menopausa (interrupção dos ciclos menstruais), ela perde a capacidade de produzir hormônios, como o estrógeno. “Essa falta do estrógeno se instala rapidamente e faz com que o osso perca sua proteção e seja reabsorvido e descalcificado. Nos primeiros anos da menopausa há uma descalcificação rápida, que pode levar ao enfraquecimento dos ossos. Dessa maneira, o quadro de osteoporose é muito mais comum na mulher”, afirma.

Nos homens, a doença pode aparecer mais tardiamente como resultado do envelhecimento ou de alguma doença que possa desencadeá-la. O médico explica que uma das causas – tanto em homens quanto em mulheres – é o fator genético, ou seja, uma herança familiar de baixa massa óssea.

Diagnóstico e tratamento

A enfermidade é considerada silenciosa por não apresentar sintomas até o surgimento de alguma fratura, a partir da qual o médico realizará o diagnóstico.

O exame mais importante para avaliar a doença é a densitometria óssea, que mede a densidade do osso e a quantidade de cálcio presente nele.

O doutor Maeda acrescenta que as regiões mais acometidas pela osteoporose são vértebras (coluna), punho e quadril e alerta para a necessidade de procurar atendimento médico. “Quando as mulheres chegam no período da menopausa, elas devem realizar o exame de densitometria óssea. Nos homens, a descalcificação acontece mais tardiamente e, por isso, o exame é indicado a partir dos 70 anos de idade.

O especialista reitera que, antes de iniciar o tratamento, é preciso investigar o que causou a enfermidade e avaliar se há outra doença causando o problema, como, por exemplo, artrite reumatoide, diabetes, leucemia ou linfoma.

O tratamento é feito com reposição de cálcio e de vitamina D, por meio de dieta ou suplementação alimentar. Dentre as medicações utilizadas estão as que diminuem a perda de massa óssea (conhecidas como antirreabsortivos) e os formadores de osso (chamados de anabólicos). Para as mulheres, pode ser sugerida também a reposição hormonal. Os resultados devem ser acompanhados pelo médico, que também determinará o tempo de tratamento e a avaliação, feita sempre por meio do exame de densitometria óssea.

Mulheres são as mais afetadas

- Total da população brasileira: 206.583 milhões

- Idosos acima de 65 anos: 16.420 milhões (8,21%)

- Desse total:

Homens: 7.080 milhões

Mulheres: 9.340 milhões

- Mulheres com doença: 3.113.000 (33%)

- Homens com doença: 920.400 (13%)


Como prevenir

- É importante realizar atividades físicas ao longo da vida, pois os ossos ficam fortes à medida que são movimentados. “Se a pessoa fica muito tempo sentada ou deitada, os ossos vão enfraquecendo, assim como os músculos”, explica o médico Sérgio Setsuo Maeda. Para quem tem osteoporose, atividades supervisionadas e de baixo impacto são importantes

- Para a saúde dos ossos, é importante ingerir cálcio, encontrado basicamente no leite e em seus derivados. Na fase da adolescência, com o desenvolvimento e o fortalecimento dos ossos, esse consumo é essencial

- A vitamina D, sintetizada pelo corpo a partir da luz solar, tem como principal função a absorção de cálcio pelo organismo. Por isso, é recomendada a exposição solar de 10 a 15 minutos por dia (sempre usando o protetor solar). Dessa forma, é possível prevenir e retardar o aparecimento da doença

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