Onde e como nasceu a fofoca?

Por Andre Batista / Imagem: Thinkstock

Acredita-se que o livro bíblico de Provérbios tenha sido escrito entre 950 antes de Cristo (a.C.) e 400 a.C. Já naquela época, frases como esta eram ensinadas: “O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito o mantém em oculto.” Provérbios 11.13)

Mexerico, fofoca ou “rádio peão”. Não importa por qual nome é chamado, esse é um hábito que milhões de seres humanos repetem todos os dias e, pelo visto, fazem isso há milhões de anos.

O biólogo Klaus Zuberbuehler, da Universidade de St. Andrews (Grã-Bretanha), acredita que o homem tenha começado a trocar informações pessoais há aproximadamente 1 milhão de anos, quando deixou a África em busca de novos territórios.

Segundo ele, o novo ambiente, com diferentes condições das da selva fechada em que viviam, exigia que os humanos se unissem mais e compartilhassem impressões e conhecimentos. “Aumentou a necessidade de trabalharem juntos para conseguirem caçar com sucesso. Isso forjou um alto grau de trabalho em equipe e compartilhamento de informações pessoais”, explicou ele em entrevista à BBC.

A necessidade do trabalho em grupo exigia que um humano cativasse o outro para formar a sua equipe. Essa carência teria incentivado o diálogo sobre acontecimentos que não fossem tão sérios quanto os relacionados à alimentação, histórias mais atraentes. A partir de então, teria surgido a fofoca.

“A boca do tolo é a sua própria destruição”

Com o passar do tempo, o hábito de trocar informações ganhou um viés maldoso. Já na época em que o livro de Provérbios era escrito, sabia-se que pessoas imprudentes espalhavam boatos com a intenção de prejudicar outros. Hoje em dia não é tão diferente.

“Fazer fofoca é falar de outras pessoas sem o total conhecimento delas e dos fatos; é bisbilhotar a vida alheia; é tirar vantagens da confiança depositada por alguém que relata algo pessoal em busca de ajuda, etc.”, explica Núbia Siqueira, em seu blog. Ela ressalta que histórias que misturam fatos e fantasias (muitas vezes maldosas) são corriqueiras, mas fazem mal tanto para quem é a vítima dos boatos quanto para quem o espalha.

“Alguns, com o pretenso argumento de prestar um serviço valioso, repassam tudo o que ouvem. São histórias narradas conforme a conveniência, e, às vezes, maldosamente apimentadas. Dificilmente ‘quem conta um conto não aumenta um ponto’”, afirma.

Todavia, a Bíblia é muito clara ao mostrar que “a boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma” (Provérbios 18.7).

Núbia afirma que “há uma linha tênue que separa o que é uma fofoca e o que é uma informação”, e recomenda: “Para que você nunca seja visto como alguém cuja boca espuma veneno, só fale fatos concretos, presenciados por você, de que tem o real conhecimento do contexto.”

E você, já sofreu por causa de boatos e fofocas? Deixe um comentário contando a sua história e como você se livrou desse problema. Outras pessoas podem ser auxiliadas ao lerem o seu depoimento

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