"Não parávamos diante das dificuldades"

Por Débora Vieira / Fotos: Didier Pinheiros

O paulista José Manoel Gonzalez (foto ao lado), de 53 anos, chegou à Universal aos 28 anos de idade. Ele estava separado da esposa, Silvana Camargo dos Santos Gonzalez, de 46 anos, e queria encontrar a Deus. “Eu tinha apenas um ano e três meses de casado, mas nós resolvemos dar entrada no divórcio. Foi assim que cheguei à Universal e fui orientado a participar das correntes de quarta-feira e domingo”, relembra.

Mas Manoel, como gosta de ser chamado, percebeu que todas as áreas de sua vida estavam totalmente destruídas.

Mesmo separada de Manoel, Silvana também estava frequentando as reuniões na Universal. Distantes um do outro, eles começaram a ver a transformação que Deus estava fazendo em suas vidas.

Manoel era professor universitário e tinha uma vida financeira fracassada. Aos poucos, isso foi mudando. “Nossa vida econômica se estabilizou e voltei a lecionar. Na época, fui aprovado em três concursos públicos e a Silvana já era empresária”, conta.

Chamado

Os dois, já com as vidas restauradas, voltaram a compartilhar bons momentos juntos. Mas Deus queria fazer muito mais. “Fomos levantados a obreiros, tínhamos muito amor pelas almas. Mas, quando decidi abrir uma nova empresa, tive o chamado para fazer a Obra no Altar. Deixamos tudo para nos dedicar exclusivamente a essa missão.”

Já são 25 anos de casamento e 23 anos fazendo o trabalho evangelístico pelo Brasil e México, onde o casal ficou por quatro anos, entre 1996 e 2000.

Obstáculos

Fazer a Obra de Deus requer muitos sacrifícios e renúncias e o casal sentiu isso na pele. “No México, a Universal estava começando e nós também. Lá, a religião predominante era o catolicismo. Mas nosso amor por aquelas almas era tão grande que não parávamos diante das dificuldades, como terremotos, erupção de vulcões, diferenças culturais e também do idioma. Em uma vigília, fomos encurralados por policiais federais que tinham a intenção de nos extraditar para o Brasil e fechar a Universal. Cada pastor começou a fugir. Como eu não conseguia acompanhar alguns pelo telhado, voltei para o Altar onde havia um buraco no chão de madeira e ali entrei, no escuro, e rastejei até me afastar o máximo da entrada. Não conseguia ver nada, apenas ouvir o povo saindo e os policiais fortemente armados”, relembra.

A consagração de um servo significa a aprovação de Deus ao seu ministério como homem de Deus. Por isso, o então pastor Manoel foi consagrado a bispo no dia 26 de fevereiro pelo bispo Júlio Freitas, no Templo Maior, em Goiânia (GO).

Para ele, esse é um momento único. “Significa que Deus aceitou a oferta por nós apresentada no decorrer do ministério e que Ele conta conosco para servi-lO ainda mais na conquista de almas”, finaliza o bispo Manoel, que atualmente é responsável pelo trabalho do grupo Universal nos Presídios (UNP) no Estado de Goiás.

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