Jovem se mata do mesmo modo que a mãe fez 5 anos antes

Da Redação / Fotos: Thinkstock

O município de Avaré, no interior de São Paulo – cidade com aproximadamente 89 mil habitantes, entre eles mais de 21 mil jovens –, registrou, em menos de 10 dias, dois casos de suicídio, somando três em cerca de 6 meses.

Um jovem, identificado apenas como D. S. A., de 25 anos, foi encontrado pelo irmão mais novo pendurado no caibro do telhado do quarto, com um fio envolto em seu pescoço, depois de passar a noite fora de casa. O caso aconteceu no dia 13 de maio último, véspera do Dia das Mães. Segundo a Polícia Militar da região, há 5 anos, a mãe de D. S. A. também cometeu suicídio por enforcamento.

Avaré ocupa o 9º lugar entre as 100 cidades brasileiras com o maior número de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos, segundo o estudo "Mapa da Violência: Os Jovens do Brasil", de 2014. O primeiro lugar da lista é da cidade de Moju, no Pará, com quase 79 mil habitantes e 22 mil jovens.

De acordo com um jornal da cidade de Avaré, D. S. A. possivelmente sofria de depressão. Contudo, o pai dele nega essa informação.

Vergonha de pedir ajuda

Muitas são as causas conhecidas que levam os jovens a se sentirem desamparados, vazios e sozinhos, a ponto de acreditarem que tirar a própria vida é a única solução para problemas como depressão, frustrações amorosas e com amigos ou sentimento de inferioridade na escola, por exemplo.

Segundo o psicólogo clínico formado pela PUC-SP Bayard Galvão, jovens que tenham se sentido solitários, inferiorizados, desprezados, menosprezados, alvos de chacotas, com dificuldades em casa — financeiras ou de relacionamento — e com pressões do tipo "você tem que ser o melhor ou nunca será coisa alguma na vida" tendem a pensar em tirar a própria vida. Os inseguros também.

E o excesso de protecionismo dos pais, a intensa frequência de elogios ou a absoluta falta de críticas em relação às faltas e falhas do jovem podem ser fatores que contribuem com essa condição.

Galvão ainda explica que quem passa por essas situações costuma sentir vergonha e acaba não procurando ajuda de maneira eficiente.

A morte realmente traz paz?

Quando se fala em suicídio, a maioria das pessoas prefere não pensar no assunto ou fingir não enxergar o problema. Isso é um engano que pode custar uma vida, porque não se resolve um problema fugindo dele. O bispo Edir Macedo, em texto publicado em seu blog, indaga: “A morte realmente traz paz?”

O bispo explica que o ser humano é formado de três partes (corpo, alma e espírito) e, com a morte, os três também acabam. “O corpo apodrece, isso já se sabe. O espírito volta para Deus. E a alma? Se a pessoa é salva, a sua alma vai para o céu, mas, se não é, a sua alma vai para o inferno”, alerta o bispo.

Por isso, o caminho para evitar essa armadinha do diabo é ter uma vida com Deus. A pessoa que acredita estar sem coragem ou forças para lutar sozinha deve pedir ajuda. Deve pensar que o suicídio conduz a tormentos infinitamente dolorosos e eternos, e que Deus trará a Salvação para a sua alma quando realmente chegar a hora de morrer.

“Se você está passando por alguma situação que tem lhe custado a sua paz e pensamentos em dar cabo da sua vida lhe atormentam, então, busque a Deus. Há uma solução. Deus está pronto para entrar em ação e acabar com esse sofrimento. Mas Ele só poderá fazê-lo com a sua permissão. Basta convidá-Lo agora mesmo. E, se Ele existe, como temos crido, a Sua resposta será imediata ao seu clamor”, afirma o bispo.

Procure ajuda

Se você está sofrendo com problemas e pensamentos que têm custado a sua paz, participe de um encontro em uma Universal mais próxima de sua casa. Aos domingos, durante o Encontro com Deus, receba orientação sobre como utilizar a fé para se transformar em uma pessoa inabalável.

Converse também, a qualquer momento, com bispos e pastores da Universal por meio do Pastor Online. Você receberá uma orientação espiritual para a sua vida.

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