Honra: um atributo que tem se perdido entre os homens

Por Daniel Cruz / Fotos: Demetrio Koch

Vamos fazer um exercício mental: pense em um funcionário de uma loja que, ao fim do dia, sempre rouba do caixa uma quantia para si – mesmo que pequena. Um homem agride fisicamente a esposa, ao chegar em casa, após tê-la traído com outra mulher. Um jovem, de 20 e poucos anos, não quer trabalhar e gera despesas todos os meses para os pais pagarem. Um homem se comprometeu a pagar as dívidas quando recebesse o valor necessário, mas, ao receber, decide usar o dinheiro para comprar um carro novo.

O que há de comum entre essas pessoas? Se você respondeu que nenhuma delas tem honra, você acertou.

A honra é a soma de todas as virtudes de um homem. E virtudes não podem ser compradas com dinheiro ou entregues por outra pessoa — para tê-las um homem precisa conquistá-las por si mesmo. Assim, uma pessoa sem honra não tem credibilidade diante da sociedade. Infelizmente, nos dias de hoje, a “palavra” já não é mais valorizada como no passado e, por isso, como expressa o dito popular, muitos homens “não valem a roupa que vestem”. São pessoas sem honra.

Homem que é “H”omem, tem “palavra”

Esse foi o tema abordado na palestra do Projeto IntelliMen ocorrida no dia 10 de fevereiro último, no Templo de Salomão, localizado na capital paulista.

“A honra tem se perdido entre os homens. O homem é muito associado à honra, que é o oposto da vergonha. No passado, o homem tinha a obrigação de evitar a vergonha para si e para a sua família. O seu nome 'sujo' significa que você deu a sua palavra, você prometeu que iria pagar e não pagou. É uma humilhação, é uma vergonha. Hoje já é vergonhoso, mas no passado a vergonha era extrema. Não apenas na questão do dinheiro, de não poder pagar, mas na questão de não honrar com a sua palavra”, destacou o palestrante Renato Cardoso, durante o encontro.

Ele ainda acrescentou que, no passado, eram comuns as transações comerciais, por exemplo, feitas apenas por meio da “palavra”. Eram à base do “fio do bigode”, como diz a expressão popular. Naquela época, quando um homem dizia: “Eu lhe dou a minha palavra”, era a própria honra dele empenhada ali — e a outra parte confiava que seria saldada, tamanho era o valor da honra.

Faça uma autoavaliação

Então, homens que mentem sem nenhum constrangimento, que enganam ou trapaceiam, que não têm vergonha de trair a esposa, que não têm vergonha de serem sustentados por parentes, por exemplo, são pessoas desonradas, a quem a sociedade não dá credibilidade.

Para aqueles que conhecem os ensinamentos de Deus, a responsabilidade é ainda maior, como explicou o palestrante: “Quando nos convertemos, o Senhor Jesus empresta o nome dEle para nós. Nós passamos a ser chamados de ‘cristãos’. No momento que você se diz ‘cristão’, você está fazendo parte da família, da genealogia espiritual do Senhor Jesus. E você deveria honrar esse nome.”

Portanto, faça uma autoavaliação e veja se há alguma área na sua vida que está desonrada. Talvez você esteja se mantendo íntegro em alguns aspectos, mas percebe que deve melhorar em outros. Trabalhe para ser uma pessoa honrada. Assuma a responsabilidade de fazer o que é certo. Assim, você se superará neste ano de 2017.

Confira abaixo uma transmissão de Renato Cardoso sobre o encontro mensal “Não fique para trás”:

Participe do Projeto IntelliMen

Se você deseja se tornar um homem ainda melhor, faça parte do Projeto IntelliMen e compareça aos encontros mensais. Fique atualizado por meio da página oficial do grupo no Facebook e acesse o site. A próxima reunião será no dia 10 de março, às 22h.

No Univer Vídeo, a melhor plataforma de vídeos cristãos na internet, você encontra as palestras anteriores na íntegra. Confira.

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