Garotas vítimas de bullying se suicidam na França

Por Rafaella Rizzo / Foto: ThinkStock - Cedida

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos. Um exemplo é quando colegas ofendem, criam apelidos maldosos e até batem em outro aluno por ele ser muito estudioso, gordinho, magro demais ou somente por não ser popular.

Os motivos que levam à prática do bullying podem ser vários, mas as suas consequências são catastróficas. Ansiedade, dificuldade para aprender, isolamento, depressão e desejo de suicídio são alguns deles.

Estatísticas oficiais indicam que cerca de 700 estudantes sofrem com bullying todo ano na França, país em que uma jovem de 13 anos, chamada Marion Fraisse, se suicidou após ser vítima dessa prática.

Em janeiro deste ano, Émilie, de 17 anos, também se matou pelo mesmo motivo. Seu sofrimento tornou-se público quando um jornal local reproduziu trechos do diário da adolescente. A história de Marion também virou um filme ("Marion, para sempre 13"), exibido em várias escolas francesas na intenção de conscientizar os jovens sobre o perigo da prática.

Ele venceu

Caick Rolemberg (foto abaixo), gerente administrativo, tem 22 anos, e dos 14 aos 17 anos sofreu bullying no colégio em que estudou, por estar acima do peso. “Era ofendido, me chamavam de vários apelidos e, por causa disso, fui me tornando um cara totalmente introspectivo, eu não falava com ninguém. Era como se eu fosse invisível”, lembra.

Não demorou muito para Caick sofrer as consequências da perseguição dos colegas. “Minha autoestima estava no chão, eu me achava feio, não tinha amigos. Fiquei tímido, veio a solidão, o medo e, com o tempo, a vontade de cometer o suicídio. Eu cheguei a colocar a faca no pulso, mas não tive coragem de ir em frente”, conta.

Essa situação só mudou quando ele conheceu o Força Jovem Universal. “Lá eles me aceitaram como eu sou, ganhei amigos e, por meio dos encontros, entendi que eu não sou pior por ser cheinho. Passei a ter amor próprio, comecei a me valorizar. O bullying não parou, mas eu mudei minha postura em relação às chacotas. Eu comecei a estudar, tirar notas boas, me tornei mais feliz. E quando começavam a me criticar novamente, como eu não me importava mais, eles mesmos foram notando e ficando sem reação, até que pararam”, conclui.

A maioria das vítimas tem dificuldade em se abrir com os pais, o que ajuda a piorar tudo. Se você tem sido vítima do bullying, procure um adulto de sua confiança, fale com a direção da escola e procure ajuda profissional. O Força Jovem Universal também pode lhe dar apoio. Aliás, no mês de setembro, o grupo encabeçou várias ações em apoio ao Setembro Amarelo, na luta contra o suicídio.

Clique aqui para ver o templo mais próximo de sua casa e participe dos encontros que acontecem todos os sábados.

Você já sofreu bullying e conseguiu superar? Conte a sua experiência nos comentários e ajude outras pessoas com a sua história.

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