“Eu não tinha mais pele no meu corpo”

Por Michele Francisco / Fotos: Arquivo Pessoal e Fotolia

Em 2009 a diarista Maria Nazário (foto acima), hoje com 63 anos, acordou sentindo coceira nas pernas e percebeu que tinha bolhas na região. Ela foi ao médico e saiu com uma receita para tratar do que foi diagnosticado como alergia. Os medicamentos não resolveram o problema e depois de um mês as lesões se alastraram para os braços. “As feridas ardiam, as dores e o desconforto eram constantes. Fui a vários especialistas e nada resolvia, até que o meu corpo ficou cheio de feridas”, conta.

Maria teve que ser afastada do trabalho, pois sua condição física a impedia de fazer suas atividades. Os médicos não sabiam o que ela tinha nem como tratar o problema.

“Eu tinha muita vergonha de ver o meu corpo daquela maneira, pois ele exalava mau cheiro. Andava com roupas que cobriam todo o corpo para que ninguém visse as lesões. O tecido pegava na pele e grudava. Quando eu tirava a roupa a pele saía junto”, lembra.

A medicina não estava conseguindo reverter seu quadro de saúde. A ausência de solução despertou a fé de Maria. Ela, que frequenta a Universal há mais de duas décadas e conhece a fé inteligente que é ensinada ali, decidiu que era hora de expressar sua revolta por meio de votos e orações.

Cerca de seis meses depois do aparecimento das primeiras feridas e poucos dias depois de expressar sua fé em atitudes, ela procurou um novo especialista e foi internada no hospital. “Fiquei em um quarto isolada, ninguém podia tocar em mim, pois eu estava com a imunidade baixa e não tinha mais pele saudável no meu corpo”, diz.

No hospital, Maria viveu dias de tormento e a cada dia os médicos diziam que sua doença não tinha cura. Em um momento de desespero, ela pediu a Deus que fosse curada ou que Ele a levasse. Após 23 dias de internação, Maria começou a ver que sua pele se refazia e que as feridas começaram a secar e a cicatrizar.

A perseverança e a fé dela expressas por suas orações provocaram sua cura, mas ela ainda não sabia qual era sua doença. “Orei a Deus pedindo para dar sabedoria aos médicos”, conta.

Os especialistas fizeram uma biópsia e descobriram que ela tinha penfigoide bolhoso, uma doença autoimune que ocorre porque o sistema imunológico produz anticorpos que agem contra a camada da pele.

No total, Maria ficou 45 dias no hospital. Seu corpo continuou a se regenerar e ela retornou às suas atividades. “A dermatologista me disse que nunca vira aquilo acontecer, pois para eles não havia solução. Eles até queriam me mandar para casa com as feridas daquele jeito”, ressalta. Hoje, Maria não tem sequelas nem lesões no seu corpo, sua pele está perfeitamente normal e ela é uma pessoa saudável.

Penfigoide Bolhoso

Trata-se de uma doença autoimune que se caracteriza pelo surgimento de bolhas grandes e firmes que demoram dias para se romper. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o diagnóstico só pode ser dado após uma biópsia da pele. O tratamento da doença é realizado à base de corticosteroides orais em altas doses. Diferentemente de outras doenças, ela não é contagiosa.

A SBD ressalta que a penfigoide não tem cura. Contudo, é possível controlá-la. E, com o passar do tempo, os medicamentos podem ser retirados. Entretanto, podem ocorrer recaídas.

Muitas pessoas fazem e recebem orações para tratar doenças incuráveis nas reuniões de cura e libertação da Universal. As correntes acontecem todas as terças-feiras, em todo o Brasil. Veja o endereço da Universal mais próxima em universal.org/enderecos .

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente

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