“Eu morri por dentro”

Por Flavia Francellino / Foto: Bárbara Carolina

Parte da adolescência de Liliane Martins Fermino (foto acima), hoje com 32 anos, foi vivida na Universal. A vida era tranquila na cidade de Criciúma (SC), onde ela nasceu. Mas essa tranquilidade acabou quando ela decidiu se afastar da Igreja. “Veio a vontade de conhecer o mundo, pois as coisas de Deus passaram a ser insignificantes e sem graça. Eu dizia: ‘não sei o que é ter problemas. Também não sei se tudo isso que está escrito (na Bíblia) é verdade, se o mundo é assim mesmo”, recorda.

Falsa liberdade

Liliane pagou o preço e sofreu as consequências de sua decisão. A liberdade que ela acreditava que tinha conquistado a jogou em um buraco profundo. Liliane passou a frequentar inúmeras festas, raves e começou a consumir uma quantidade exagerada de bebidas alcoólicas. Nada disso a deixava satisfeita. “Logo me apaixonei pelo pai da minha filha, com quem tive um relacionamento de seis anos. Ele era usuário de drogas e, muitas vezes, me trocava pelos amigos. Quando eu estava com 6 meses de gravidez, ele confessou que me traía e que tinha descoberto que era pai de outra criança de 1 ano.”

Foi então que começou o sofrimento. “Meu chão se abriu, eu morri por dentro. Passei a ter ódio dos homens. Saía com eles para usá-los. Queria que eles sentissem como eu me sentia: uma pessoa usada e descartada como um lixo.”

Veio então a oportunidade de trabalhar no exterior. Era, aparentemente, a solução perfeita para os problemas financeiros. “Uma amiga sugeriu que eu me casasse com o irmão dela para adquirir cidadania”, conta. Ela foi para a Itália, mas o arranjo não deu certo, pois o irmão da amiga voltou para o Brasil.

“Fiquei sem documento e sem trabalho em um país estranho. Conheci outro rapaz e fui morar com ele, mas também sofri porque ele bebia e me batia”, relembra. Não demorou muito para que ela fosse deportada. “Passei o dia na cadeia do aeroporto com pessoas algemadas”, conta.

De volta

De volta ao Brasil, Liliane conseguiu um trabalho, mas usava o salário para sustentar novamente os velhos hábitos. Nada dava certo para ela. “Pensei em cometer suicídio, em me jogar do meu prédio. Foi quando entendi que precisava voltar e me entregar a esse Deus Vivo”, afirma. O vazio desapareceu, pois a experiência que teve com Deus a transformou totalmente. “Sou feliz, tenho novos objetivos, planos e uma meta de vida. Tenho dignidade como mãe e como mulher. Restaurei minha autoestima. Antes, queria morrer; hoje, quero viver e levar amor para as pessoas”, finaliza.

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