Ela quer, ele não. O que fazer?

Por Andre Batista / Imagem: Thinkstock

Ela chega em casa do trabalho e, assim que entra no quarto, encontra uma toalha molhada em cima da cama. Imediatamente questiona o esposo que, cansado de ouvir a mesma reclamação todos os dias, transforma aquilo numa grande briga.

Em um outro dia, ele encontra diversos pares de sapatos espalhados pela casa. Ela explica que teve dificuldade em escolher o par ideal antes de sair de casa, atrasou-se e não deu tempo de guardar no devido lugar. Mais uma coisa pequena que se transforma em grande briga.

Infelizmente, todos os dias dezenas de casais discutem calorosamente por motivos irrelevantes. Essas discussões, com frequência acumulam mágoas e se transformam em divórcios. Atualmente, o Brasil sofre com uma média de 140 mil divórcios legais por ano. Há situações em que o casal se separa, mas não se divorcia no papel ou casos em que o casamento nunca foi legalizado, logo a Justiça não sabe que ele foi desfeito. Diante desses exemplos, acredita-se que cerca de 200 mil casais se separem todos os anos no País.

A teima como motivo

Um dos principais motivos para o divórcio é o “estresse acumulado”. Ou seja: casais que têm problemas não os resolvem. Cada pequena discussão é como um tijolo colocado entre os dois e, quando percebem, uma grande muralha foi construída.

Quase sempre essas microdiscussões acontecem porque a mulher quer algo de um jeito e o homem quer de outro. Ou vice-versa. Para essas situações, a escritora Cristiane Cardoso, autora do livro “Casamento Blindado”, recomenda:

“O que o seu cônjuge está pedindo a você? Às vezes, é justo, porque ele é seu marido, ela é sua esposa. ”

Nesses casos, em que o pedido é válido, a demanda deve ser atendida. Caso contrário é necessária uma conversa – não uma briga – para que um possa entender o outro.

“Às vezes, os casais fazem questão de coisas bobas que não fazem a diferença”, explica Cristiane, afirmando que isso pode se transformar em um grande problema se o casal permitir.

A ferramenta para barrar o problema

Quando um pede algo que o outro não quer fazer. Ou quando as opiniões divergem sobre a melhor maneira de lidar com determinada situação, a ferramenta que deve ser utilizada é a negociação.

“Uma coisa que nós sempre falamos que os casais têm que aprender a fazer muito bem é negociar. Casamento é negociação”, afirma o escritor Renato Cardoso. “Tudo é negociação. Tudo é você dar um pouquinho do que o outro quer para ter um pouquinho do que você quer. Muitas vezes os casais cometem o gravíssimo erro de querer impor sobre o outro ou bater o pé dizendo que não: não vou fazer, só porque ela quer agora, agora é que eu não vou fazer. ”

São essas birras que destroem um relacionamento. Renato afirma que essas atitudes vão “estressando a relação desnecessariamente”. Por isso, é importante entender que, em um casamento, algumas vezes, a toalha vai ser esquecida em cima da cama. Outras vezes, sapatos ficarão pela casa. E isso não pode gerar uma guerra dentro do casamento.

“Você nem sempre vai conseguir tudo o que você quer no casamento. Entenda isso, aceite isso e, se você não gostar, não case”, orienta Renato. De acordo com ele, se a pessoa se casar sem aceitar esse fato “ou vai ficar casado frustrado ou vai ser divorciado. Então, você tem que entender: nem tudo vai ser do nosso jeito. Especialmente no casamento, onde você está dividindo a vida com outra pessoa. Uma pessoa que é diferente de você, tem outros gostos e preferências. Então, você tem que aprender a arte da negociação. A arte de resolver problemas. ”

Se você precisa de ajuda para aprender a negociar dentro do relacionamento e resolver os problemas em vez de aumentá-los assista ao vídeo abaixo, com a explicação completa de Renato e Cristiane Cardoso. Depois, participe da Terapia do Amor, que acontece todas as quintas-feiras, na Universal.

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